Portaria n.º 976/85 — Aprova métodos de análise para avaliação das características dos açúcares

Tipo Portaria
Publicação 1985-12-31
Última atualização 2003-11-15
Estado Revogada texto desatualizado
Texto Tal como publicado
Ministério Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação
Fonte DRE
artigos Não indexado

Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.

1 ato modificativo · 2003-11-15, Decreto-Lei n.º 290/2003 — Transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 2001/1…

Aprova métodos de análise para avaliação das características dos açúcares

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Nestas condições e igualmente se for necessária uma determinação gravimétrica para controlar o resultado da titulação, a precipitação do sulfato de bário, a partir do destilado acidificado por meio de cloreto de bário, deve ser feita a frio num copo de precipitação (ver o n.º 7.4).

6 - Resultados

6.1 - Cálculo:

6.1.1 - Para determinações feitas por volumetria, sendo:

m(índice o) a massa, expressa em gramas, de amostra;

N a normalidade de solução de hidróxido de sódio;

V o volume, expresso em mililitros, da solução de hidróxido de sódio gasto na titulação;

o teor de anidrido sulfuroso, expresso em miligramas, por 1000 g de amostra, é dado pela expressão:

((V x N x 32)/m(índice o)) x 1000

6.1.2 - Para determinações feitas por gravimetria, sendo:

m(índice o) a massa, expressa em gramas, de amostra;

m(índice 1) a massa, expressa em miligramas, do sulfato de bário;

o teor de anidrido sulfuroso, expresso em miligramas, por 1000 g de amostra, é dada pela expressão:

(m(índice 1) x 274,46)/m(índice o)

7 - Observações

7.1 - Pode-se purificar o CO(índice 2) fazendo-o passar por um frasco lavador que contenha uma solução diluída de carbonato de sódio, para eliminar o cloro, antes de o fazer passar pelo balão de destilação.

7.2 - Prefere-se o azul de bromofenol, como indicador, ao metilorange, uma vez que a viragem de amarelo a azul, passando por uma tonalidade intermédia cinzenta, é mais nítida. Este indicador, que vira entre pH = 2,8 e pH = 4,6, não é praticamente alterado pelo CO(índice 2) ou por vestígios de ácidos orgânicos voláteis, que podem chegar ao frasco receptor durante a operação final de tratamento de vapor no refrigerante.

7.3 - Qualquer pequena quantidade de SO(índice 2) fará aparecer uma turvação de sulfato de bário no segundo tubo de Peligot (F). Este fenómeno nunca foi observado nas análises feitas segundo o método de Monier Williams.

7.4 - Quando fria, a água oxigenada não oxida a ácido sulfúrico quantidades apreciáveis de ácido sulfídrico ou de compostos orgânicos sulfurados voláteis e, nas determinações de SO(índice 2) em géneros alimentares que contêm compostos sulfurados voláteis, podem obter-se resultados perfeitamente seguros com H(índice 2)O(índice 2), desde que se proceda à precipitação e filtração a frio. Contudo, para impedir a contaminação do precipitado de BaSO(índice 4) por vestígios de cloreto de bário é necessário deixar decantar o precipitado e depois filtrar o líquido sobrenadante por um filtro; em seguida, é necessário lavar o sulfato de bário, que fica no copo, com água fervente, por três vezes, e deixar decantar antes de o filtrar.

Determinação do anidrido sulfuroso

(Método de Carruthers, Heaney e Oldfied)

1 - Objectivo e campo de aplicação

O processo permite determinar o teor de anidrido sulfuroso:

No açúcar semibranco;

No açúcar branco;

No açúcar branco extra;

No açúcar líquido;

No açúcar líquido invertido;

No xarope de açúcar invertido.

2 - Resumo do processo

Mede-se fotometricamente a cor de um complexo sulfito/rosanilina a um comprimento de onda próximo de 560 nm, depois de reacção com formaldeído.

3 - Reagentes

Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica. A água deve ser destilada ou de qualidade equivalente.

3.1 - Solução saturada de cloreto de rosanilina. - Faz-se uma suspensão ele 1 g de cloridrato de rosanilina em 100 cm3, de água, aquece-se a 50ºC e arrefece-se com agitação. Deixa-se em repouso durante 48 horas e filtra-se.

3.2 - Solução de rosanilina descorada. - Medem-se 4 cm3 da solução saturada de cloridrato de rosanilina para um balão marcado de precisão de 100 cm3. Adicionam-se 6 cm3 de ácido clorídrico concentrado e completa-se o volume. A descoloração é rápida, mas deixa-se a solução em repouso pelo menos 1 hora antes de se utilizar.

3.3 - Solução de formaldeído. - Medem-se para balão marcado de precisão de 11000 cm3 5 cm3 de solução de formaldeído a 40% e completa-se o volume com água.

3.4 - Solução de sacarose a 10%. - Dissolvem-se 100 g de sacarose pura, isenta de anidrido sulfuroso, em água. Transferem-se para um balão marcado de precisão de 1000 cm3 e completa-se o volume com água.

3.5 - Solução de hidróxido de sódio 0,1 M.

3.6 - Solução de iodo N/30.

3.7 - Ácido clorídrico concentrado (ró)20 = 1,18 g/cm3.

3.8 - Ácido ortofosfórico concentrado C(índice 20) = 1,75 g/cm3.

3.9 - Solução padrão de sulfito. - Num balão marcado de precisão de 100 cm3 dissolve-se, na solução de sacarose a 10%, 0,5 g de sulfito de sódio heptaidratado e completa-se o volume com a mesma solução. Para determinar o título da solução de sulfito diluem-se 5 cm3 da solução com água a 100 cm3, adicionam-se 3 gotas de ácido fosfórico e titula-se com a solução de iodo.

Uma vez que 1 cm3 de iodo corresponde a 1.068 mg de dióxido de enxofre, se se gastarem n cm3, o teor de SO(índice 2) da solução padrão de sulfito é dado por V x 1,068 x 0,2 g/dm3.

3.10 - Solução padrão diluída de sulfito. - Num balão marcado de precisão de 100 cm3 diluem-se, com a solução de sacarose, 5 cm3 da solução padrão, a 100 cm3. O valor exacto do teor de sulfito é calculado a partir do valor determinado no n.º 3.9:

mg SO(índice 2)/cm3 = (0,2V x 1,068 x 5)/100

4 - Aparelhos e utensílios

Material de laboratório de uso corrente e nomeadamente:

4.1 - Fotómetro.

4.2 - Balões marcados de precisão, classe A, de 100 cm3 e 1000 cm3.

4.3 - Pipeta graduada, classe A, de 10 cm3.

4.4 - Bureta de 10 cm3, graduada em 0,05 cm3.

5 - Técnica

Dissolvem-se com água 40 g de amostra do açúcar a analisar num balão marcado de precisão de 100 cm3. Adicionam-se 4 cm3 da solução de hidróxido de sódio, completa-se o volume e homogeneiza-se a solução. Transfere-se uma alíquota de 10 cm3 de solução para um tubo de ensaio seco.

Juntam-se, medidos por pipeta, 2 cm3 da solução de rosanilina descorada e 2 cm3 da solução de formaldeído. Homogeneiza-se e deixa-se em repouso, à temperatura ambiente, durante 30 minutos. Mede-se a absorvência num fotómetro a cerca de 560 nm numa célula de percurso Óptico de 1 cm.

Para traçar a curva de referência pipetam-se alíquotas da solução padrão diluída 1 cm3, 2 cm3, 3 cm3, 4 cm3, 5 cm3 e 6 cm3, para balões marcados de precisão de 100 cm3. Adicionam-se a cada balão 4 cm3 da solução de hidróxido de sódio, completa-se o volume com a solução de sacarose a 10% e homogeneiza-se. Tratam-se os padrões como foi indicado para a amostra e representam-se os valores lidos de absorvência num gráfico em função das concentrações dos padrões utilizados.

6 - Resultados

Determina-se o teor de sulfito a partir da curva de referência.

O resultado é expresso em miligramas SO(índice 2)/kg de açúcar semibranco, açúcar branco e açúcar branco extra.

No caso do açúcar líquido. açúcar líquido invertido e xarope de açúcar invertido, o resultado é expresso em miligramas SO(índice 2)/kg, de matéria seca.

Determinação do teor de cinza

1 - Objectivo e campo de aplicação

O processo permite determinar o teor de cinza:

Do açúcar semibranco;

Do açúcar ou açúcar branco;

Do açúcar branco extra;

Do açúcar líquido;

Do açúcar líquido invertido;

Do xarope de açúcar invertido;

Do açúcar areado branco.

2 - Resumo do processo

Determina-se a condutibilidade de uma solução de açúcar com a concentração de 28 g em 100 g e converte-se em cinza o valor determinado, multiplicando-o por um factor constante.

3 - Aparelhos e utensílios

Material de laboratório de uso corrente e nomeadamente:

3.1 - Aparelho para medida de condutibilidade, permitindo uma leitura de 0,5 (mi)S cm(elevado a -1)(ver nota 1), com uma precisão de medida (mais ou menos) 2%.

Aconselha-se a utilização de células de medida cuja temperatura possa ser mantida a 20ºC (mais ou menos) 0,2ºC por meio de um termóstato.

3.2 - Banho de água regulável para a temperatura de 20ºC (mais ou menos) 0,2 C.

3.3 - Balões de precisão de 100 cm3 (mais ou menos) 0,05 cm3, 500 cm3 (mais ou menos) 0,25 cm3 e 1000 cm3 (mais ou menos) 0,40 cm3.

3.4 - Pipetas de escoamento total de 10 cm3 (mais ou menos) 0,02 cm3 (ver nota 2).

Todo o material, antes de ser utilizado, deve ser cuidadosamente limpo e passado por água destilada, com as características descritas no n.º 4.

(nota 1) 1 (mi)S cm(elevado a -1) = 10(elevado a -6)Ómega(índice -1) cm(elevado a -1).

(nota 2) As tolerâncias indicadas correspondem às decisões ISO.

4 - Reagentes

Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica.

A água utilizada deve ser bidestilada ou desionisada, de condutibilidade inferior a 2 (mi)S cm(elevado a -1).

4.1 - Solução de cloreto de potássio 0,01N. - Pesam-se 745,5 mg de cloreto de potássio, previamente aquecido a cerca de 500ºC, ao vermelho rubro, a fim de o desidratar, e dissolvem-se com um pouco de água, num balão de precisão de 1000 cm3, perfazendo depois o volume.

4.2 - Solução de cloreto de potássio 0,0002N. - Transferem-se 10 cm3 da solução 0,01N, medidos com uma pipeta, para balão aferido de 500 cm3 e perfaz-se o volume com água.

A exactamente 20ºC a solução 0,0002N de cloreto, de potássio terá uma condutibilidade de 26,6 MS cm(elevado a -1) (mais ou menos) 0,3 (mi)S cm(elevado a -1) depois de deduzida a condutibilidade de água utilizada.

As soluções de cloreto de potássio deverão ter sido recentemente preparadas.

5 - Técnica

5.1 - Aferição do aparelho para medida de condutibilidade. - A aferição faz-se com a solução de cloreto de potássio 0,0002N.

Conforme o funcionamento do instrumento de medida da condutibilidade, este regula-se de tal maneira que indique o valor de 26,6 (mi)S cm(elevado a -1) (mais ou menos) 0,3 (mi)S cm(elevado a -1), acrescido da condutibilidade da água, ou então este valor, acrescido da condutibilidade da água, será utilizado para o cálculo da constante da célula.

5.2 - Prepara-se uma solução de açúcar com a concentração 28% em peso, a 20ºC (mais ou menos) 0,2ºC, quer dissolvendo 31,3 g (mais ou menos) 0,1 g de açúcar num balão de precisão de 100 cm3, quer dissolvendo 28 g de açúcar em água e completando o peso a 100 g.

No caso de líquidos (xaropes), a quantidade tomada deve ser tal que contenha 28 g de matéria seca do xarope por 100 g de solução. Efectua-se a leitura da solução convenientemente homogeneizada a 20ºC (mais ou menos) 0,2ºC.

Determina-se a condutibilidade da água do seguinte modo:

A mesma quantidade de água que foi utilizada para fazer a solução de açúcar agita-se num balão de precisão de 100 cm3, da mesma maneira que se fez para a dissolução do açúcar.

Completa-se o volume de 100 cm3, a uma temperatura de cerca de 20ºC.

Quando se faz esta leitura, não é necessário regular a temperatura com precisão, visto que as correcções eventuais de temperatura são nitidamente inferiores ao limite de erro.

6 - Resultados

6.1 - Cálculo:

6.1.1 - Determinação da condutibilidade da solução. - Sendo:

C a condutibilidade expressa em (mi)S cm(elevado a -1);

O índice 28 a indicação de que se utilizou uma solução de açúcar com a concentração de 28% em peso;

0,5 C representa 50% do valor lido para a água utilizada;

calcula-se a condutibilidade:

C(índice 28) = C lido - 0,5 C água

6.1.2 - Calcula-se a teor de cinza, expresso em gramas por 100 g da amostra, utilizando a seguinte expressão:

Cinza = 0,320 x 18 x 10(elevado a -4) x C(índice 28) = 5,76 x 10(elevado a -4) x C(índice 28)

6.1.3 - Determinação do número de pontos:

1 ponto = 3,13(mi)S cm(elevado a -1)= 0,0018%

Número de pontos = 0,320 x C(índice 28)

Determinação do teor de arsénio

[Método colorimétrico por espectrofotometria (dietilditiocarbamato de prata)]

1 - Objectivo e campo de aplicação

O processo permite determinar o arsénio em todos os açúcares definidos no anexo I do Decreto-Lei n.º 302/85.

2 - Definição

Entende-se por teor de arsénio a quantidade de arsénio, expressa em miligramas por 1000 g do produto (p. p. m.), determinada nas condições a seguir descritas.

3 - Resumo do processo

Mineralização da matéria orgânica por via húmida e dosagem pelo método espectrofotométrico do dietilditiocarbamato de prata, que se baseia na formação de um complexo de cor púrpura, pela acção da arsina, transportada por uma corrente de hidrogénio, sobre uma solução de dietilditiocarbamato de prata em piridina.

4 - Reagentes

Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica e, em particular, devem ser isentos de arsénio. A água deve ser bidestilada ou de pureza equivalente.

4.1 - Solução de dietilditiocarbamato de prata. - Pesa-se 1 g de dietilditiocarbamato de prata [(C(índice 2)H(índice 5))NCSSA(índice g)] para balão de precisão de 200 cm3 e junta-se piridina até completa dissolução. Perfaz-se o volume com piridina.

A solução, cujo prazo máximo de validade não ultrapassa 1 mês, terá de ser devidamente resguardada da luz em frasco de vidro âmbar.

4.2 - Solução de cloreto estanoso. - Pesam-se 40 g de cloreto estanoso biidratado (Cl(índice 2)Sn, 2OH(índice 2)) para balão marcado de precisão de 100 c(elevado a 3), junta-se ácido clorídrico até completa dissolução e perfaz-se o volume com ácido clorídrico.

Esta solução é estável durante 3 meses.

4.3 - Solução de acetato de chumbo. - Pesam-se 10 g de acetato de chumbo [Pb(OA(índice c))(índice 3)H(índice 2)O)] para balão marcado de precisão de 100 cm3, junta-se água até completa dissolução e perfaz-se o volume com água.

4.4 - Ácido sulfúrico diluído (1 + 4) (V/V).

4.5 - Solução de iodeto de potássio. - Pesam-se 15 g de iodeto de potássio e dissolvem-se com água para um balão de 100 cm3 (esta preparação é feita no próprio momento no seu emprego).

4.6 - Areia purificada (30 meshes).

4.7 - Zinco granulado p. a. (30 meshes).

4.8 - Solução de hidróxido de sódio (1 + 4) (m/V).

4.9 - Solução de ácido sulfúrico a 10% (m/V).

4.10 - Solução saturada de oxalato de amónio.

4.11 - Solução padrão de arsénio - 100 (mi)g/ml.

Dissolvem-se 0,132 g de trióxido de arsénio (As(índice 2)O(índice 3)), finamente pulverizado e seco, em 5 cm3 de uma solução aquosa de hidróxido de sódio (1 + 4) (m/V). A solução assim obtida é neutralizada com uma solução de ácido sulfúrico a 10% (m/V) e adicionam-se 10 cm3 em excesso deste mesmo ácido, perfazendo-se o volume para um balão marcado de precisão de 1000 cm3 com água bidestilada, recentemente fervida.

4.12 - Solução de trabalho de arsénio - 1 (mi)g/cm3

Da solução padrão de 100 (mi)g/cm3, medem-se, por pipeta de precisão, 10 cm3 da solução (4.11) para um balão marcado de precisão de 1000 cm3 e perfaz-se o volume com água.

5 - Aparelhos e utensílios

Material de laboratório de uso corrente e nomeadamente:

5.1 - Balança sensível a 0,1 mg.

5.2 - Espectrofotómetro.

5.3 - Geradores de arsina. - São constituídos por um frasco de 100 cm3 de capacidade, dotado de um tubo de saída e de uma unidade absorvedora com as respectivas ligações perfeitamente vedadas, para evitar a mínima perda de fluxo de gás desenvolvido. Os geradores de arsina têm um tubo de 1 cm de diâmetro e 6 cm-7 cm de comprimento, que está inserido numa rolha de borracha que tapa o bocal do frasco. Nesse tubo coloca-se a areia purificada (3,5 g-4 g) e humidifica-se com a solução de acetato de chumbo, removendo o excesso por sucção leve (conforme figura anexa).

Nota. - Todo o material de vidro, antes de ser usado, deverá ser lavado com ácido nítrico quente e água bidestilada.

6 - Técnica

6.1 - Toma para análise. - Homogeneiza-se a amostra para laboratório. Pesa-se rigorosamente uma toma de amostra para ensaio de 5 g a 25 g com o rigor de 0,01 g.

6.2 - Mineralização:

6.2.1 - Mineralização por via húmida:

Introduz-se a toma para ensaio num balão Kjeldahl de 800 cm3 e procede-se à digestão da matéria orgânica juntando 25 cm3-50 cm3 de HNO(índice 3) e cautelosamente 40 cm3 de H(índice 2)SO(índice 4). Aquece-se suavemente e descontinuamente se se formar excesso de espuma, tomando as precauções adequadas, designadamente quanto a impedir perdas de arsénio por volatilização, para o que se mantém sempre muito oxidante o meio de destruição da matéria orgânica, de modo a levar o arsénio à forma de ácido arsénico, praticamente não volátil.

6.3 - Determinação. - Para libertar o extracto mineralizado de oxidantes que interfeririam na formação da arsina, deixa-se arrefecer levemente, juntam-se 75 cm3 de H(índice 2)O e 25 cm3 de solução saturada de oxalato de amónio, para ajudar a expelir os óxidos de azoto da solução.

Evapora-se a solução até que os fumos do SO(índice 3) apareçam abundantemente no gargalo do balão. Arrefece-se e dilui-se com água para um balão marcado de precisão de 250 cm3

Mede-se por pipeta de precisão um determinado volume para o frasco gerador de arsina, diluindo eventualmente com água a um volume de 35 cm3 (mais ou menos) 2 cm3. A este volume adicionam-se 20 cm3 de solução de ácido sulfúrico (n.º 4.4), 2 cm3 da solução de iodeto de potássio a 15% e 0,5 cm3 da solução de cloreto estanoso e mantém-se a mistura em repouso durante 30 minutos, à temperatura ambiente.

Em seguida promove-se a formação de arsina, adicionando 4 g de zinco à mistura contida no frasco gerador de arsina, e liga-se imediatamente, parafinando as ligações, o tubo de saída, contendo areia impregnada de acetato de chumbo, e a unidade absorvedora, para a qual se deitaram 4 cm3 da solução de dietilditiocarbamato de prata.

Deixa-se produzir o desenvolvimento de arsina durante 45 minutos, findos os quais se transfere a solução para a célula de espectrofotómetro, com 10 mm de percurso óptico, em que se determina a respectiva absorvência, a um comprimento de onda de 522 nm.

6.4 - Ensaio em branco. - Este ensaio deve ser conduzido paralelamente à determinação, empregando-se as mesmas quantidades de todos os reagentes usados no ensaio propriamente dito, com a exclusão do produto submetido à análise. Este ensaio não deve ter um teor superior a 1 (mi)g de arsénio.

6.5 - Traçado da curva de referência. - Medem-se, por pipetas de precisão, alíquotas de 1 cm3, 3 cm3, 6 cm3, 8 cm3 e 10 cm3 da solução de trabalho (n.º 4.12) que contém 1 (mi)g/cm3, para frascos geradores de arsina, e procede-se como no n.º 6.3.

As concentrações ficarão, respectivamente, de 1 (mi)g, 3 (mi)g, 6 (mi)g, 8 (mi)g, e 10 (mi)g de As/cm3.

6.6 - Verificação do espectrofotómetro. - A verificação deve ser efectuada de acordo com as instruções do fabricante.

7 - Resultados

7.1 - Cálculo. - Sendo:

m(índice 0) a massa, expressa em gramas, da toma para análise;

m(índice 1) a massa de arsénio, expressa em microgramas, eventualmente presente no ensaio em branco;

m(índice 2) a massa de arsénio, expressa em microgramas por centímetro cúbico da solução, lida na curva de referência;

V o volume da solução da amostra, depois de mineralizada, expressa em centímetros cúbicos;

V(índice 1) o volume da solução da amostra, medida para o gerador de arsina, expressa em centímetros cúbicos;

o teor de arsénio, expresso em miligramas por 1000 g de amostra (p. p. m.), é dado pela expressão:

mg As/kg (p. p. m.) = ((m(índice 2) - m(índice 1)) x V)/(m(índice o) x V(índice 1))

7.2 - Apresentação. - Os resultados apresentam-se arredondados às décimas.

8 - Observações

Para açúcares brancos não é necessária a mineralização.

Dissolvem-se 5 g-10 g da amostra em cerca de 35 cm3 (mais ou menos) 2 cm3 de água e transfere-se esta solução para o frasco gerador de arsina e procede-se em seguida como no n.º 6.3.

Neste caso a expressão de cálculo será:

mg As/kg (p. p. m.) = (m(índice 2) - m(índice 1))/m(índice o)

([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/1985/12/30109/01500181.pdf))

Determinação do teor de chumbo

(Método espectrofotométrico de absorção atómica)

1 - Objectivo e campo de aplicação

O processo permite determinar o chumbo em todos os açúcares definidos no anexo I do Decreto-Lei n.º 302/85.

2 - Definição

Entende-se por teor de chumbo a quantidade de chumbo, expressa em miligramas por 1000 g do produto (p. p. m.), determinada nas condições a seguir descritas.

3 - Resumo do processo

Mineralização da matéria orgânica, separação do chumbo com uma solução de sulfato de estrôncio (SrSO(índice 4)), seguida de decantação dos sulfatos, conversão do precipitado em sais carbonatados, dissolução em ácido e detecção por espectrofotometria de absorção atómica a 217 mm ou 283,3 mm.

4 - Reagentes

Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica e em particular isentos de chumbo. A água deve ser bidestilada ou de pureza equivalente.

Nota. - Deve meter-se todo o material de vidro que tenha contido uma concentração elevada de chumbo em ácido nítrico fervente antes da lavagem. Nunca se deve deixar o material de vidro secar antes de ser lavado, procedendo-se no final a uma lavagem com ácido nítrico, seguida de outra com água desionizada.

4.1 - Solução de estrôncio a 2%. - Dissolvem-se 6 g de SrCl(índice 2) x 6H(índice 2)O em 100 cm3 de água.

4.2 - Mistura ternária ácida. - Juntam-se 20 cm3 de H(índice 2)SO(índice 4) a 100 cm3 de água, agita-se, juntam-se 100 cm3 de HNO(índice 3) e 40 cm3 de HClO(índice 4) a 70%, e homogeneiza-se.

4.3 - Solução de ácido nítrico 1N. - Juntam-se 128 cm3 de HNO(índice 3) a 500 cm3-800 cm3 de água bidestilada ou desionizada e dilui-se em balão marcado de 2 dm3.

4.4 - Purificação de nitrato de chumbo [Pb(NO(índice 3))(índice 2)].

Dissolvem-se 20 g-50 g do sal num mínimo de água quente e arrefece-se com agitação.

Filtram-se os cristais por um pequeno buchner. Redissolve-se e recristaliza-se. Secam-se os cristais a 100ºC-110ºC até peso constante.

Arrefece-se em exsicador e guarda-se num frasco que fique cheio e bem apertado. (Este produto não tem água de cristalização e não é apreciavelmente higroscópico.)

4.5 - Solução padrão de chumbo - 1000 (mi)g/cm3.

Dissolvem-se 1,5985 g de nitrato de chumbo [Pb(NO(índice 3))2], recristalizado como no n.º 4.4, em cerca de 500 cm3 de solução de HNO(índice 3)1N para balão marcado de precisão de 1 dm3 e perfaz-se o volume com uma solução de HNO(índice 3)1N.

4.6 - Solução de trabalho de chumbo - 100 (mi)g/cm3.

Da solução padrão de 1000 (mi)g/cm3 medem-se por pipeta de precisão 10 cm3 da solução (n.º 4.5) para um balão marcado de precisão de 100 cm3 e perfaz-se ao volume com uma adução de HNO(índice 3)1N.

5 - Aparelhos e utensílios

Material de laboratório de uso corrente e nomeadamente:

5.1 - Balança sensível a 0,1 mg.

5.2 - Agitador de tubos.

5.3 - Centrífuga.

5.4 - Espectrofotómetro de absorção atómica.

5.5 - Tubos de ensaio com rolha.

6 - Técnica

6.1 - Toma para análise. - Pesa-se rigorosamente uma toma de amostra que corresponda a uma quantidade igual ou menor a 10 g e maior ou igual a um teor em chumbo de 3 (mi)g.

6.2 - Extracção. - Coloca-se a amostra num balão Kjeldahl de 500 cm3 e junta-se 1 cm3 da solução de estrôncio e algumas pérolas de vidro.

Juntam-se 15 cm3 da mistura ternária ácida (n.º 4.2) por cada grama de matéria seca e deixa-se repousar 2 horas ou mais.

Aquece-se numa manta, com sistema de refrigeração, até que o balão contenha somente H(índice 2)SO(índice 4) e sais inorgânicos.

6.3 - Determinação. - Arrefece-se o balão em poucos minutos. (A digestão deverá ter o arrefecimento suficiente para que possam juntar-se cerca de 15 cm3 de H(índice 2)O, com segurança, mas não deve ficar arrefecido demais, de maneira que não ferva quando se junta a água.)

Lava-se enquanto se encontra quente, com um volume de 40 cm3-50 cm3 de água, para tubos de centrífuga com rolha, e agita-se. Deixa-se arrefecer, centrifuga-se 10 minutos a 350 xg e decanta-se o líquido, que se despreza, para um copo (camada sobrenadante do precipitado).

Retira-se o precipitado do fundo do tubo, usando para isso um agitador de círculo excêntrico. Para completa transferência, juntam-se 20 cm3 de H(índice 2)O e 1 cm3 de H(índice 2)SO(índice 4)1N para o balão original e aquece-se. Não deve omitir-se esta passagem mesmo que pareça que tudo foi transferido com a primeira lavagem.

Lava-se a quente o conteúdo da digestão do balão original para dentro do tubo de centrífuga que contém o precipitado. Agita-se suavemente para misturar, arrefece-se, centrifuga-se e decanta-se o líquido, que se despreza, para um copo.

Retira-se o precipitado agitando vigorosamente, juntam-se 25 cm3 de solução saturada de (NH(índice 4))(índice 2)CO(índice 3) (a cerca de 20%) e agita-se até que todo o precipitado esteja disperso.

Deixa-se repousar durante 1 hora, centrifuga-se e decanta-se o líquido, que se despreza, para um copo. Repete-se o tratamento com o carbonato de amónio (NH(índice 4))(índice 2)CO(índice 3).

Depois da decantação, inverte-se o tubo de centrífuga em papel de filtro e drena-se todo o líquido. Juntam-se 5 cm3 de HNO(índice 3)1N (usa-se um volume maior nas amostras e no ensaio em branco, se se espera um teor de chumbo superior a 25 (mi)g), agita-se vigorosamente para expelir o CO(índice 2) ou usa-se um banho de ultra-sons durante 2-3 minutos, deixa-se repousar 30 minutos e centrifuga-se algum precipitado que reste. (Deve usar-se a mesma técnica para todas as amostras.)

Estabiliza-se o aparelho nas condições óptimas usando ar-acetileno, com chama oxidante e um comprimento de onda de 217 nm ou 283,3 nm.

Determina-se a absorvência das soluções da amostra e do ensaio em branco e de, pelo menos, 5 soluções padrão dentro dos parâmetros óptimos de trabalho (10%-80% transmitância, antes e depois das leituras da amostra).

Determina-se a quantidade de chumbo, na solução amostra, convertendo a absorvência em microgramas de chumbo por centímetro cúbico ((mi)gPb/cm3), através da respectiva curva de referência.

6.4 - Ensaio em branco. - Este ensaio deve ser conduzido paralelamente à determinação, empregando-se as mesmas quantidades de todos os reagentes usados no ensaio propriamente dito, com a exclusão do produto submetido à análise.

6.5 - Traçado da curva de referência. - Medem-se, por pipeta de precisão, alíquotas de 1 cm3, 3 cm3, 5 cm3, 10 cm3, 15 cm3, 20 cm3 e 25 cm3 da solução de trabalho (n.º 4.6) para balões marcados de precisão de 100 cm3 e perfaz-se o volume com a solução de HNO(índice 3)1N.

As concentrações ficarão, respectivamente, de 1 (mi)g, 3 (mi)g, 5 (mi)g, 10 (mi)g, 15 (mi)g, 20 (mi)g e 25 (mi)g de Pb/cm3.

6.6 - Verificação do espectrofotómetro de absorção atómica. - A verificação deve ser efectuada de acordo com as instruções do fabricante.

7 - Resultados

7.1 - Cálculo. - Sendo:

m(índice o) a massa, expressa em gramas, da toma para análise;

m(índice 1) a massa de chumbo, expressa em microgramas, eventualmente presente no ensaio em branco;

m(índice 2) a massa de chumbo, expressa em microgramas, por 1 cm3 de solução lida na curva de referência;

V o volume de HNO(índice 3)1N expresso em centímetros cúbicos, no qual o precipitado foi dissolvido;

o teor de chumbo, expresso em miligramas por quilograma da amostra (p. p. m.), é dado pela expressão:

mg Pb/kg (p. p. m.) = ((m(índice 2) - m(índice 1)) x V)/m(índice o)

7.2 - Apresentação. - Os resultados apresentam-se arredondados às décimas.

Determinação do teor de cobre

(Método espectrofotométrico de absorção atómica)

1 - Objectivo e campo de aplicação

O processo permite determinar o cobre em todos os açúcares definidos no anexo I do Decreto-Lei n.º 302/85.

2 - Definição

Entende-se por teor de cobre a quantidade de cobre, expressa em miligramas por 1000 g do produto (p. p. m.), determinada nas condições a seguir descritas.

3 - Resumo do processo

Mineralização da matéria orgânica por via seca e dosagem do catião cobre (II) por espectrofotometria de absorção atómica.

4 - Reagentes

Todos os reagentes devem ser de qualidade analítica e em particular devem ser isentos de cobre. A água deve ser bidestilada ou de pureza equivalente.

4.1 - Ácido clorídrico ((ró)(índice 20) = 1,19 g/cm3).

4.2 - Solução de ácido clorídrico (1 + 1) (V/V), preparado a partir do ácido clorídrico (n.º 4.1).

4.3 - Solução de ácido clorídrico a 0,1 mo1/1.

4.4 - Ácido nítrico ((ró)(índice 20) = 1,38 g/cm3).

4.5 - Solução padrão de cobre 1000 (mi)g/cm3.

Dissolvem-se 3,929 g de sulfato de cobre pentaidratado (CuSO(índice 4) x 50H(índice 2)) em água bidestilada para um balão marcado de precisão e perfaz-se o volume a 1 dm3 com água. Homogeneiza-se a solução. Conserva-se a solução em frasco de vidro de borossilicato munido de rolha esmerilada.

4.6 - Solução de trabalho de cobre 100 (mi)g/cm3.

Da solução padrão de 1000 (mi)g/cm3 medem-se por pipeta de precisão 10 cm3 da solução (n.º 4.5) para um balão marcado de precisão de 100 cm3 e perfaz-se o volume com água.

5 - Aparelhos e utensílios

Material de laboratório de uso corrente e nomeadamente:

5.1 - Balança sensível a 0,1 mg.

5.2 - Banho de água fervente com temperatura regulável.

5.3 - Cápsulas de platina ou de quartzo com 70 mm de diâmetro.

5.4 - Centrífuga.

5.5 - Espectrofotómetro de absorção atómica. - Chama alimentada por uma mistura ar-acetileno.

5.6 - Moinho mecânico, revestido interiormente, com pás de tetrafluoretileno.

5.7 - Mufla eléctrica com temperatura regulável entre 20ºC e 525 (mais ou menos) 25ºC.

5.8 - Tubos de centrífuga, munidos de rolhas em baquelite, de 30 cm3 de capacidade.

6 - Técnica

6.1 - Toma para análise. - Homogeneiza-se a amostra para laboratório. Se necessário, faz-se passar pelo moinho mecânico (n.º 5.1).

Pesa-se cuidadosamente uma toma de amostra para ensaio de cerca de 10 g com o rigor de 0,01 g.

6.2 - Mineralização:

6.2.1 - Introduz-se a toma para ensaio (n.º 6.1) numa cápsula e coloca-se sobre um banho de água, regulando a temperatura do banho de maneira a limitar os riscos de projecção da amostra, e evapora-se à secura. Prossegue-se a mineralização numa mufla à temperatura programada de 525 (mais ou menos) 25ºC (n.º 5.5).

Se o equipamento permitir, é preferível evitar a evaporação sobre o banho de água fervente, colocando a cápsula directamente na mufla cuja temperatura possa ser regulada de 20ºC a 525 (mais ou menos) 25ºC, por escalões progressivos, de maneira a evitar as projecções ao longo da secagem da amostra.

Adicionam-se às cinzas algumas gotas de ácido nítrico (n.º 4.4), evapora-se sobre um banho de água fervente (ou na mufla a temperatura inferior a 100ºC) e incinera-se em seguida a 525 (mais ou menos) 25ºC, até à obtenção de cinzas brancas.

Dissolvem-se as cinzas em 1 cm3 ou 2 cm3 de ácido clorídrico (n.º 4.2). Esta dissolução permite a transformação de todos os sais minerais nos respectivos cloretos, facilmente dissociáveis.

Arrasta-se quantitativamente a solução das cinzas para um tubo de centrífuga, lava-se a cápsula com o auxílio de cerca de 20 cm3 de ácido clorídrico (n.º 4.3), centrifuga-se e retira-se o líquido sobrenadante para um balão marcado de precisão de 50 cm3.

Trata-se o conteúdo residual dos tubos de centrífuga com 10 cm3 de solução de ácido clorídrico n.º 4.3), centrifuga-se e retira-se o líquido sobrenadante para o balão marcado de precisão. Recomeça-se esta operação com 10 cm3 de água bidestilada e ajusta-se o volume do balão com água bidestilada. Homogeneiza-se a solução.

6.3 - Determinação. - Atomiza-se a chama do espectrofotómetro adoptando o mesmo débito de aspiração usado no ensaio em branco.

Aspira-se o líquido com a mesma velocidade que é atomizado no espectrofotómetro, adaptando o mesmo débito de aspiração dos padrões e das amostras, assim como o ensaio em branco, e anotam-se as absorvências respectivas.

A absorvência do ensaio em branco deve ser menor ou igual a 0,002.

6.4 - Ensaio em branco. - Este ensaio deve ser conduzido paralelamente à determinação, empregando-se as mesmas quantidades de todos os reagentes usados no ensaio propriamente dito, com a exclusão do produto submetido a análise.

6.5 - Traçado da curva de referência. - Da solução de trabalho 100 (mi)g/cm3 (n.º 4.6), medem-se por pipeta de precisão 10 cm3 para balão de precisão de 100 cm3.

Desta solução diluída (10 (mi)g/cm3), medem-se por pipeta de precisão alíquotas de 2 cm3, 4 cm3, 6 cm3, 8 cm3 e 10 cm3 para balões marcados de precisão de 100 cm3 e perfaz-se o volume com a solução de ácido clorídrico (n.º 4.3). As concentrações ficarão respectivamente de 0,2 mg, 0,4 mg, 0,6 mg, 0,8 mg e 1 mg de cobre por decímetro cúbico.

Aspira-se cada uma destas soluções com um débito de aspiração tal que no espectrofotómetro de absorção atómica se obtenha um valor máximo de absorvência para a solução de cobre de 1 mg por decímetro cúbico.

Anotam-se as absorvências correspondentes e traça-se a curva padrão.

6.6 - Verificação do espectrofotómetro de absorção atómica. - A verificação deve ser efectuada de acordo com as instruções do fabricante.

7 - Resultados

7.1 - Cálculo. - Sendo:

m(índice o) a massa, expressa em gramas, da toma para análise;

m(índice 1) a massa de cobre, expressa em miligramas por decímetro cúbico, eventualmente presente no ensaio em branco;

m(índice 2) a massa de cobre, expressa em miligramas por decímetro cúbico, da solução lida na curva de referência (se a absorvência da solução a dosear for superior à solução de referência, a mais concentrada, diluir a amostra);

o teor de cobre, expresso em miligramas por quilograma do produto (p. p. m.), é:

mg Cu/kg (p. p. m.) = ((m(índice 2) - m(índice 1)) x 50)/m(índice o)

7.2 - Repetitibilidade. - A diferença entre o resultado de duas determinações efectuadas simultânea ou rapidamente, uma a seguir à outra, pelo menos analista, sobre a mesma amostra, não deve exceder 10% em valor relativo.

7.3 - Apresentação. - Os resultados apresentam-se arredondados às décimas.

O Ministro da Agricultura, Pescas e Alimentação, Álvaro Roque de Pinho Bissaia Barreto.

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