Decreto-Lei n.º 222/2001 — Altera o Regulamento para a Notificação de Substâncias Químicas e para a Classificação, Embalagem e Rotulagem de…
Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.
4 atos modificativos · 2010-08-11, Decreto-Lei n.º 98/2010 — Estabelece o regime a que obedecem a classificação, embalagem e…
Altera o Regulamento para a Notificação de Substâncias Químicas e para a Classificação, Embalagem e Rotulagem de Substâncias Perigosas
5.2.2 Ambiente não aquático: 5.2.2.1 As substâncias serão classificadas como perigosas para o ambiente e caracterizadas pelo símbolo «N», pela indicação de perigo adequada e por frases indicadoras de risco de acordo com os critérios a seguir definidos: R54 Tóxico para a flora; R55 Tóxico para a fauna; R56 Tóxico para os organismos do solo; R57 Tóxico para as abelhas; R58 Pode causar efeitos nefastos a longo prazo no ambiente. Substâncias que, com base nos elementos disponíveis relativos à sua toxicidade, persistência, acumulação potencial, bem como comportamento e destino previsíveis ou observados no ambiente, possam constituir um perigo imediato ou a longo prazo e ou retardado para a estrutura e ou para o funcionamento dos ecossistemas naturais, diferente dos abrangidos pelo ponto 5.2.1 supra. Posteriormente, serão elaborados critérios mais pormenorizados. 5.2.2.2 As substâncias e preparações serão classificadas como perigosas para o ambiente e caracterizadas pelo símbolo «N», pela indicação de perigo adequada e por frases indicadoras de risco de acordo com os critérios a seguir definidos: R59 Perigoso para a camada de ozono. Substâncias que, com base nos elementos disponíveis relativos às suas propriedades, bem como ao seu comportamento e destino previsíveis ou observados no ambiente, possam constituir um perigo para a estrutura e ou para o funcionamento da camada de ozono da estratosfera. Incluem-se as substâncias enumeradas no anexo I do Regulamento (CE) n.º 3093/94, do Conselho, relativo a substâncias que empobrecem a camada de ozono (JO, L 333, de 22 de Dezembro de 1994, p. 1) e suas alterações subsequentes. 6 Escolha das recomendações de prudência 6.1 Introdução: As recomendações de prudência (frases S) serão atribuídas às substâncias e preparações perigosas de acordo com os critérios gerais a seguir definidos. Além disso, no caso de determinadas preparações, as recomendações de prudência do Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho, são obrigatórias. Sempre que se refira o produtor no capítulo 6 estará a fazer-se referência à pessoa responsável pela colocação da substância ou preparação no mercado. 6.2 Frases de segurança aplicáveis às substâncias e preparações perigosas: S1 Guardar fechado à chave: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações muito tóxicas, tóxicas ou corrosivas. - Critérios de utilização: - obrigatória para as substâncias e preparações atrás referidas, vendidas ao público em geral. S2 Manter fora do alcance das crianças: - Âmbito de aplicação: - todas as substâncias e preparações perigosas. - Critérios de utilização: - obrigatória para todas as substâncias e preparações perigosas vendidas ao público em geral que não tenham sido apenas classificadas de perigosas para o ambiente. S3 Guardar em lugar fresco: - Âmbito de aplicação: - peróxidos orgânicos; - outras substâncias e preparações perigosas com ponto de ebulição =<40ºC. - Critérios de utilização: - obrigatória para os peróxidos orgânicos, excepto no caso da utilização da frase S47; - recomendada para outras substâncias e preparações perigosas com ponto de ebulição =<40ºC. S4 Manter fora de qualquer zona de habitação: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações muito tóxicas e tóxicas. - Critérios de utilização: - geralmente limitada a substâncias e preparações muito tóxicas e tóxicas, como complemento da frase S13 em casos adequados, nomeadamente quando existam riscos de inalação e a substância ou preparação deva ser armazenada em locais distantes das zonas habitacionais. Esta indicação não tem por objectivo excluir a utilização adequada dessas substâncias ou preparações em zonas habitacionais. S5 Manter sob ... (líquido apropriado a especificar pelo produtor): - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações sólidas que se inflamem espontaneamente. - Critérios de utilização: - limitada, normalmente, a casos especiais, por exemplo, sódio, potássio ou fósforo branco. S6 Manter sob ... (gás inerte a especificar pelo produtor): - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações perigosas que devam ser mantidas numa atmosfera inerte. - Critérios de utilização: - limitada, normalmente, a casos especiais, por exemplo, determinados compostos organometálicos. S7 Manter o recipiente bem fechado: - Âmbito de aplicação: - peróxidos orgânicos; - substâncias e preparações que possam libertar gases muito tóxicos, tóxicos, nocivos ou extremamente inflamáveis; - substâncias e preparações que, por absorção de humidade, libertem gases extremamente inflamáveis; - sólidos facilmente inflamáveis. - Critérios de utilização: - obrigatória para os peróxidos orgânicos; - recomendada para os restantes âmbitos de aplicação referidos. S8 Manter o recipiente ao abrigo da humidade: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações que possam reagir violentamente com a água; - substâncias e preparações que, em contacto com a água, libertem gases extremamente inflamáveis; - substâncias e preparações que, em contacto com a água, libertem gases muito tóxicos. - Critérios de utilização: - limitada, normalmente, aos âmbitos de aplicação supra-referidos, quando é necessário reforçar as indicações de risco das frases R14 e R15 em particular, mas também da R29. S9 Manter o recipiente num local bem ventilado: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações voláteis que possam libertar vapores muito tóxicos, tóxicos ou nocivos; - líquidos extremamente inflamáveis ou muito inflamáveis e gases extremamente inflamáveis. - Critérios de utilização: - recomendada para as substâncias e preparações voláteis que possam libertar vapores muito tóxicos, tóxicos ou nocivos; - recomendada para líquidos extremamente inflamáveis ou muito inflamáveis ou gases extremamente inflamáveis. Sl2 Não fechar o recipiente hermeticamente: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações que possam provocar a explosão do recipiente, por libertação de gases ou vapores. - Critérios de utilização: - limitada, normalmente, aos casos especiais acima referidos. S13 Manter afastado de alimentos e bebidas, incluindo os dos animais: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações muito tóxicas, tóxicas e nocivas. - Critérios de utilização: - recomendada para substâncias e preparações que possam ser utilizadas pelo público em geral. S14 Manter ao abrigo de ... (matérias incompatíveis a indicar pelo produtor): - Âmbito de aplicação: - peróxidos orgânicos - Critérios de utilização: - obrigatória para os peróxidos orgânicos e normalmente limitada aos mesmos. Contudo, pode ser útil em casos excepcionais, se a incompatibilidade produzir riscos específicos. S15 Manter afastado do calor: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações que possam decompor-se ou reagir espontaneamente sob a acção do calor. - Critérios de utilização: - limitada, normalmente, a casos especiais, como os monómeros, não sendo atribuídas se as frases indicadoras de risco R2, R3 e ou R5 já tiverem sido aplicadas. S16 Manter afastado de qualquer chama ou fonte de ignição - Não fumar: - Âmbito de aplicação: - líquidos extremamente inflamáveis ou muito inflamáveis e gases extremamente inflamáveis. - Critérios de utilização: - recomendada para as substâncias e preparações referidas, não sendo atribuída se as frases indicadoras de risco R2, R3 e ou R5 já tiverem sido aplicadas. S17 Manter afastado de matérias combustíveis: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações que possam constituir misturas explosivas ou espontaneamente inflamáveis com matérias combustíveis. - Critérios de utilização: - a utilizar em casos especiais, por exemplo para reforçar as frases R8 e R9. S18 Manipular e abrir o recipiente com prudência: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações que possam produzir uma sobrepressão no recipiente; - substâncias e preparações que possam dar origem a peróxidos explosivos. - Critérios de utilização: - normalmente limitada aos casos atrás referidos, sempre que existam riscos de danos para os olhos e ou as substâncias e preparações possam ser utilizadas pelo público em geral. S20 Não comer nem beber durante a utilização: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações muito tóxicas, tóxicas ou corrosivas. - Critérios de utilização: - normalmente limitada a casos especiais (por exemplo, arsénio e compostos de arsénio; fluoroacetatos), em particular substâncias e preparações que possam ser utilizadas pelo público em geral. S21 Não fumar durante a utilização: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações cuja combustão origine produtos tóxicos. - Critérios de utilização: - limitada, normalmente, a casos especiais (por exemplo, compostos halogenados). S22 Não respirar as poeiras: - Âmbito de aplicação: - todas as substâncias e preparações sólidas perigosas para a saúde. - Critérios de utilização: - obrigatória para todas as substâncias e preparações atrás referidas a que tenha sido atribuída a frase R42; - recomendada para as substâncias e preparações atrás referidas fornecidas numa forma pulverulenta inalável e cujos riscos para a saúde na sequência da inalação se desconhecem. S23 Não respirar os gases/vapores/fumos/aerossóis [termo(s) apropriado(s) a indicar pelo produtor]: - Âmbito de aplicação: - todas as substâncias e preparações líquidas e gasosas perigosas para a saúde. - Critérios de utilização: - obrigatória para substâncias e preparações atrás referidas a que tenha sido atribuída a frase R42; - obrigatória para substâncias e preparações destinadas a utilização por pulverização. Como complemento, devem prescrever-se as frases S38 ou S51; - recomendada quando seja necessário chamar a atenção do utilizador para riscos decorrentes da inalação não referidos nas frases indicadoras de risco atribuídas. S24 Evitar o contacto com a pele: - Âmbito de aplicação: - todas as substâncias e preparações perigosas para a saúde. - Critérios de utilização: - obrigatória para todas as substâncias e preparações a que tenha sido atribuída a frase R43, salvo se tiver sido também atribuída a frase S36; - recomendada quando seja necessário chamar a atenção do utilizador para riscos decorrentes do contacto com a pele (por exemplo, parestesia) não referidos nas frases indicadoras de risco atribuídas. No entanto, poderá ser utilizada para reforçar tais frases. S25 Evitar o contacto com os olhos: - Âmbito de aplicação: - todas as substâncias e preparações perigosas para a saúde. - Critérios de utilização: - recomendada quando seja necessário chamar a atenção do utilizador para riscos decorrentes do contacto com os olhos, não referidos nas frases indicadoras de risco obrigatórias. No entanto, poderá ser utilizada para reforçar tais frases; - recomendada para substâncias e preparações corrosivas às quais tenham sido atribuídas as frases R34, R35, R36 ou R41 que possam ser utilizadas pelo público em geral. S26 Em caso de contacto com os olhos, lavar imediata e abundantemente com água e consultar um especialista: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações corrosivas ou irritantes. - Critérios de utilização: - obrigatória para as substâncias e preparações corrosivas a que tenha sido atribuída a frase R41; - recomendada para as substâncias e preparações irritantes a que tenha já sido atribuída a frase R36. S27 Retirar imediatamente todo o vestuário contaminado: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações muito tóxicas, tóxicas ou corrosivas. - Critérios de utilização: - obrigatória para substâncias e preparações muito tóxicas a que tenha sido atribuída a frase R27 e que possam ser utilizadas pelo público em geral; - recomendada para substâncias e preparações muito tóxicas, utilizadas na indústria, a que tenha sido atribuída a frase R27. Contudo, esta frase de segurança não deve ser utilizada se tiver sido atribuída a frase S36; - recomendada para substâncias e preparações tóxicas a que tenha sido atribuída a frase R24, bem como para substâncias e preparações corrosivas que possam ser utilizadas pelo público em geral. S28 Após contacto com a pele lavar imediata e abundantemente com ... (produtos adequados a especificar pelo produtor): - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações muito tóxicas, tóxicas ou corrosivas. - Critérios de utilização: - obrigatória para substâncias e preparações muito tóxicas; - recomendada para as restantes substâncias e preparações supra-referidas, em especial quando a água não for o fluido de lavagem mais indicado; - recomendada para substâncias e preparações corrosivas que possam ser utilizadas pelo público em geral. S29 Não deitar os resíduos no esgoto: - Âmbito de aplicação: - líquidos extremamente inflamáveis ou muito inflamáveis imiscíveis com a água; - substâncias e preparações muito tóxicas e tóxicas; - substâncias perigosas para o ambiente. - Critérios de utilização: - obrigatória para substâncias perigosas para o ambiente e caracterizadas pelo símbolo «N», que possam ser utilizadas pelo público em geral, excepto se for essa a sua previsível utilização; - recomendada para as outras substâncias e preparações supra-referidas que possam ser utilizadas pelo público em geral, excepto se for essa a sua previsível utilização. S30 Nunca adicionar água a este produto: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações que reajam violentamente com a água. - Critérios de utilização: - normalmente limitada a casos especiais (por exemplo, ácido sulfúrico); pode ser utilizada, se adequado, para fornecer informações tão claras quanto possível, tanto para reforçar a frase R14 ou como alternativa à frase R14. S33 Evitar acumulação de cargas electrostáticas: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações extremamente inflamáveis ou muito inflamáveis. - Critérios de utilização: - recomendada para substâncias e preparações utilizadas na indústria que não absorvam humidade. Praticamente nunca utilizada para substâncias e preparações colocadas no mercado para utilização pelo público em geral. S35 Este produto e o seu recipiente devem ser eliminados de modo seguro: - Âmbito de aplicação: - todas as substâncias e preparações perigosas. - Critérios de utilização: - recomendada para substâncias e preparações cuja eliminação adequada necessite de directrizes específicas. S36 Usar vestuário de protecção adequado: - Âmbito de aplicação: - peróxidos orgânicos; - substâncias e preparações muito tóxicas, tóxicas ou nocivas; - substâncias e preparações corrosivas. - Critérios de utilização: - obrigatória para substâncias e preparações muito tóxicas e corrosivas; - obrigatória para as substâncias e preparações a que tenham sido atribuídas as frases R21 ou R24; - obrigatória para substâncias cancerígenas, mutagénicas ou tóxicas para a reprodução da categoria 3, excepto se os referidos efeitos ocorrerem apenas por inalação das mesmas; - obrigatória para os peróxidos orgânicos; - recomendada para substâncias e preparações tóxicas se o valor de DL(índice 50) dérmico for desconhecido, mas a substância ou preparação puder ser nociva por contacto com a pele; - recomendada para as substâncias e preparações utilizadas na indústria que sejam potencialmente nocivas para a saúde em caso de exposição prolongada. S37 Usar luvas adequadas: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações muito tóxicas, tóxicas, nocivas ou corrosivas; - peróxidos orgânicos; - substâncias e preparações irritantes da pele ou que causem sensibilização por contacto com a pele. - Critérios de utilização: - obrigatória para substâncias e preparações muito tóxicas e corrosivas; - obrigatória para substâncias e preparações a que tenham sido atribuídas as frases R21, R24 ou R43; - obrigatória para substâncias cancerígenas, mutagénicas e tóxicas para a reprodução da categoria 3, excepto se os referidos efeitos ocorrerem apenas por inalação das mesmas; - obrigatória para os peróxidos orgânicos; - recomendada para substâncias e preparações tóxicas se o valor de DL(índice 50) dérmico for desconhecido mas a substância ou preparação puder ser nociva por contacto com a pele; - recomendada para substâncias e preparações irritantes para a pele. S38 Em caso de ventilação insuficiente, usar equipamento respiratório adequado: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações muito tóxicas e tóxicas. - Critérios de utilização: - limitada, normalmente, a casos especiais de utilização de substâncias e preparações muito tóxicas ou tóxicas, na indústria ou na agricultura. S39 Usar um equipamento protector para a vista/face: - Âmbito de aplicação: - peróxidos orgânicos; - substâncias e preparações corrosivas, incluindo substâncias e preparações irritantes, que apresentem riscos de danos graves para os olhos; - substâncias e preparações muito tóxicas e tóxicas. - Critérios de utilização: - obrigatória para substâncias e preparações a que tenham sido atribuídas as frases R34, R35 ou R41; - obrigatória para os peróxidos orgânicos; - recomendada quando seja necessário chamar a atenção do utilizador, para riscos decorrentes do contacto com os olhos, não referidos nas frases indicadoras de risco atribuídas; - limitada normalmente, a casos excepcionais de substâncias e preparações muito tóxicas e tóxicas, quando existir o risco de salpicos e quando estas substâncias e preparações forem facilmente absorvidas através da pele. S40 Para limpeza do chão e objectos contaminados por este produto, utilizar ... (a especificar pelo produtor): - Âmbito de aplicação: - todas as substâncias e preparações perigosas. - Critérios de utilização: - limitada, normalmente, às substâncias e preparações perigosas para as quais a água não seja considerada um agente de limpeza adequado (por exemplo, quando for necessário recorrer à absorção por uma matéria pulverulenta, a dissolução num solvente, etc.) e aos casos em que, por razões de saúde e ou segurança, seja importante fazer uma advertência no rótulo. S41 Em caso de incêndio e ou explosão não respirar os fumos: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações perigosas que libertem gases muito tóxicos ou tóxicos durante a combustão. - Critérios de utilização: - geralmente limitada a casos especiais. S42 Durante as fumigações/pulverizações usar equipamento respiratório adequado [termo(s) adequado(s) a especificar pelo produtor]: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações destinadas a estas utilizações mas que possam prejudicar a saúde e a segurança do utilizador se não forem tomadas medidas de precaução apropriadas. - Critérios de utilização: - limitada, normalmente, a casos especiais. S43 Em caso de incêndio, utilizar ... (meios de extinção a especificar pelo produtor. Se a água aumentar os riscos, acrescentar: «Nunca utilizar água»): - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações extremamente inflamáveis, facilmente inflamáveis e inflamáveis. - Critérios de utilização: - obrigatória para substâncias e preparações que, em contacto com a água ou a humidade do ar, libertem gases extremamente inflamáveis; - recomendada para as substâncias e preparações extremamente inflamáveis, facilmente inflamáveis e inflamáveis, especialmente quando imiscíveis com a água. S45 Em caso de acidente ou de indisposição, consultar imediatamente o médico (se possível, mostrar-lhe o rótulo): - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações muito tóxicas; - substâncias e preparações tóxicas e corrosivas; - substâncias e preparações que causem sensibilização por inalação. - Critérios de utilização: - obrigatória para as substâncias e preparações acima referidas. S46 Em caso de ingestão, consultar imediatamente o médico e mostrar-lhe a embalagem ou o rótulo: - Âmbito de aplicação: - todas as substâncias e preparações perigosas, excepto as muito tóxicas, tóxicas, corrosivas ou perigosas para o ambiente. - Critérios de utilização: - obrigatória para todas as substâncias e preparações acima referidas que possam ser utilizadas pelo público em geral, excepto se não existirem motivos para recear perigos decorrentes da respectiva ingestão, nomeadamente por crianças. S47 Conservar a uma temperatura que não exceda ...ºC (a especificar pelo produtor): - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações que se tornem instáveis a uma determinada temperatura. - Critérios de utilização: - limitada, normalmente, a casos especiais (por exemplo, determinados peróxidos orgânicos). S48 Manter húmido com ... (material adequado a especificar pelo produtor): - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações que possam tornar-se muito sensíveis a faíscas, fricção ou choque, no caso de secarem. - Critérios de utilização: - limitada, normalmente, a casos especiais, por exemplo, nitroceluloses. S49 Conservar unicamente no recipiente de origem: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações sensíveis a decomposição catalítica. - Critérios de utilização: - substâncias e preparações sensíveis a decomposição catalítica, por exemplo, determinados peróxidos orgânicos. S50 Não misturar com ... (a especificar pelo produtor): - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações que possam reagir com o produto especificado e libertar gases muito tóxicos ou tóxicos; - peróxidos orgânicos. - Critérios de utilização: - recomendada para as substâncias e preparações acima referidas que possam ser utilizadas pelo público em geral, nos casos em que for uma melhor alternativa às frases R31 ou R32; - obrigatória para determinados peróxidos que possam reagir violentamente com aceleradores ou promotores de processos. S51 Utilizar somente em locais bem ventilados: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações que possam ou se destinem a libertar vapores, poeiras, aerossóis, fumos, névoas, etc., com riscos por inalação ou com riscos de incêndio ou explosão. - Critérios de utilização: - recomendada quando a frase S38 não for adequada. Importante para substâncias e preparações que possam ser utilizadas pelo público em geral. S52 Não utilizar em grandes superfícies nos locais habitados: - Âmbito de aplicação: - substâncias voláteis muito tóxicas, tóxicas e nocivas, e preparações que as contenham. - Critérios de utilização: - recomendada quando a saúde puder ser prejudicada por uma exposição prolongada a estas substâncias, devido à sua volatilização a partir de grandes superfícies tratadas, em habitações ou noutros locais fechados onde possam estar pessoas. S53 Evitar a exposição - obter instruções específicas antes da utilização: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações carcinogénicas, mutagénicas e ou com efeitos tóxicos na reprodução. - Critérios de utilização: - obrigatória para as substâncias e preparações acima referidas a que tenha sido atribuída, pelo menos, uma das frases R seguintes: R45, R46, R49, R60 ou R61. S56 Eliminar este produto e o seu recipiente enviando-os para um local de recolha de resíduos perigosos ou especiais: - Âmbito de aplicação: - todas as substâncias e preparações perigosas. - Critérios de utilização: - recomendada para todas as substâncias e preparações perigosas que possam ser utilizadas pelo público em geral e que necessitem de uma eliminação especial. S57 Utilizar um recipiente adequado para evitar a contaminação do ambiente: - Âmbito de aplicação: - substâncias a que tenha sido atribuído o símbolo «N». - Critérios de utilização: - geralmente limitada a substâncias e preparações que não possam ser utilizadas pelo público em geral. S59 Solicitar ao produtor/fornecedor informações relativas à recuperação/reciclagem: - Âmbito de aplicação: - todas as substâncias e preparações perigosas. - Critérios de utilização: - obrigatória para substâncias perigosas para a camada de ozono; - recomendada para outras substâncias e preparações cuja recuperação/reciclagem seja aconselhável. S60 Este produto e o seu recipiente devem ser eliminados como resíduos perigosos: - Âmbito de aplicação: - todas as substâncias e preparações perigosas. - Critérios de utilização: - recomendada para substâncias e preparações que não sejam utilizadas pelo público em geral às quais não tenha sido atribuída a frase S35. S61 Evitar a libertação para o ambiente. Obter instruções específicas/fichas de segurança: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações perigosas para o ambiente. - Critérios de utilização: - geralmente utilizada para substâncias a que tenha sido atribuído o símbolo «N»; - recomendada para todas as substâncias classificadas como perigosas para o ambiente ainda não abrangidas. S62 Em caso de ingestão, não provocar o vómito. Consultar imediatamente um médico e mostrar-lhe a embalagem ou o rótulo: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações classificadas como nocivas com a frase indicadora de risco R65 de acordo com os critérios definidos no ponto 3.2.3; - não se aplica às substâncias e preparações colocadas no mercado em recipientes para aerossóis ou em recipientes dotados de um dispositivo de pulverização selado, v. secções 8 e 9. - Critérios de utilização: - obrigatória para as substâncias e preparações supramencionadas se forem vendidas ou susceptíveis de serem utilizadas pelo público em geral, excepto se forem obrigatórias as frases S45 ou S46. - recomendada para as substâncias e preparações supramencionadas quando forem utilizadas na indústria, excepto se forem obrigatórias as frases S45 ou S46. S63 Em caso de acidente por inalação, transferir o acidentado para um local bem ventilado e mantê-lo em repouso: - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações muito tóxicas e tóxicas (gases, vapores, partículas, líquidos voláteis); - substâncias e preparações que causem sensibilização respiratória. - Critérios de utilização: - obrigatória para substâncias e preparações a que tenham sido atribuídas as frases R26, R23 ou R42 e que possam ser utilizadas pelo público em geral de um modo que possa resultar na sua inalação. S64 Se engolido, lavar a boca com água (apenas se a pessoa se encontrar consciente): - Âmbito de aplicação: - substâncias e preparações corrosivas ou irritantes. - Critérios de utilização: - recomendada para as substâncias e preparações supra que possam ser utilizadas pelo público em geral e relativamente às quais seja adequado o tratamento referido. 7 Rotulagem 7.1 Efectuada a classificação da substância ou preparação, o rótulo adequado é estabelecido com base nos requisitos dos artigos 18.º e 19.º do presente Regulamento e do Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho, relativos, respectivamente, às substâncias e preparações. No presente capítulo descreve-se o processo para estabelecer a rotulagem e dão-se orientações de prudência apropriadas. O rótulo compreende as seguintes informações:
O nome ou nomes das substâncias em questão;
O nome, morada e número de telefone do produtor/importador;
Os símbolos e indicações de perigo;
Frases indicadoras de riscos específicos (frases R);
Recomendações de prudência (frases S);
No caso das substâncias, o número CE.
7.1.1 No caso das substâncias que figuram no anexo I do presente Regulamento, o rótulo também deve incluir a indicação «Rótulo CE». 7.1.2 Selecção das frases indicadoras de risco e das recomendações de prudência. Embora a selecção das frases indicadoras de risco e das recomendações de prudência mais adequadas seja determinada, em primeiro lugar, pela necessidade de fornecer todas as informações indispensáveis, também deve atender-se à clareza e ao impacte do rótulo. Tendo presente essa condicionante, no que se refere à clareza, as informações necessárias deverão ser expressas num número mínimo de frases. No caso das substâncias e preparações irritantes, facilmente inflamáveis, inflamáveis e comburentes, não será necessário relembrar as frases R e as frases S no rótulo se a embalagem contiver no máximo 125 ml. O mesmo se aplica às substâncias nocivas, com idêntica condicionante em termos de volume e desde que não sejam vendidas a retalho ao público em geral. 7.1.3 No rótulo ou embalagem das substâncias ou preparações sujeitas ao presente Regulamento e ao Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho, não poderão figurar menções do tipo: «não tóxico», «não nocivo» ou quaisquer outras indicações análogas. 7.1.4 O Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho, contém disposições específicas relativas à rotulagem de algumas preparações. 7.2 Designação ou designações químicas que devem figurar no rótulo: 7.2.1 No rótulo das substâncias enumeradas no anexo I do presente Regulamento deverá figurar uma das designações constantes do anexo I. No que se refere às substâncias que não figuram no anexo I, o seu nome será estabelecido segundo uma nomenclatura química reconhecida internacionalmente, conforme é definido no ponto 1.4. 7.2.2 Para as preparações, a selecção dos nomes que devem figurar no rótulo será feita de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho. Nota. - No caso das preparações concentradas destinadas à indústria de perfumaria: - a pessoa responsável pela sua colocação no mercado poderá identificar apenas a substância sensibilizante que considerar ser a principal responsável pelo efeito de sensibilização; - no caso de uma substância natural, a designação química poderá ser do tipo: «óleo essencial de ...» «extracto de ...», como alternativa às designações dos componentes do óleo essencial ou extracto. 7.3 Escolha dos símbolos de perigo: O grafismo dos símbolos de perigo e a redacção das indicações de perigo devem ser conformes com o anexo II. Os símbolos devem ser impressos a preto sobre fundo amarelo-alaranjado. 7.3.1 Os símbolos de perigo e as indicações de perigo correspondentes às substâncias do anexo I são os que figuram no presente anexo. 7.3.2 No caso das substâncias perigosas que ainda não figurem no anexo I e no que se refere às preparações, os símbolos de perigo e as indicações de perigo serão atribuídas de acordo com as regras definidas no presente anexo. Quando a uma substância for atribuível mais de um símbolo: - a obrigatoriedade da indicação do símbolo «T» torna os símbolos «X» e «C» facultativos; - a obrigatoriedade da indicação do símbolo «C» torna o símbolo «X» facultativo; - a obrigatoriedade da indicação do símbolo «E» torna os símbolos «F» e «O» facultativos. 7.4 Escolha das frases indicadoras de risco: A redacção das frases R deve estar de acordo com o estabelecido no anexo II do presente Regulamento. Quando sejam aplicáveis, deverão utilizar-se as frases R combinadas do anexo III. 7.4.1 As frases R correspondentes às substâncias do anexo I são as que figuram no presente anexo. 7.4.2 No caso das substâncias que não figurem no anexo I, as frases R serão seleccionadas de acordo com os critérios e prioridades a seguir definidos:
No caso de perigos de que decorram efeitos na saúde:
as frases R correspondentes à categoria de perigo ilustrada por um símbolo deverão figurar no rótulo;
ii) no que se refere às frases R correspondentes a outras categorias de perigo que não sejam ilustradas por um símbolo, por força do artigo 19.º do presente Regulamento;
No caso de perigos decorrentes de propriedades físico-químicas:
- aplicar-se-ão os critérios descritos no ponto 7.4.2, alínea a), com a excepção de não ser necessário incluir as frases indicadoras de risco «extremamente inflamável» ou «facilmente inflamável» se estas repetirem a indicação de perigo ilustrada por um símbolo;
No caso de perigos para o ambiente:
- as frases R correspondentes à categoria de classificação «perigoso para o ambiente» deverão figurar no rótulo. 7.4.3 No caso das preparações, as frases R serão seleccionadas de acordo com os critérios e prioridades a seguir definidos:
No caso de perigos de que decorram efeitos na saúde:
frases R correspondentes à categoria de perigo ilustrada por símbolo. Em determinados casos, as frases R deverão ser adoptadas de acordo com o Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho. Mais especificamente, deverão figurar no rótulo as frases R referentes ao ou aos componentes responsáveis pela classificação da preparação numa categoria de perigo;
ii) frases R correspondentes a outras categorias de perigo em que os componentes tenham sido classificados mas que não sejam ilustradas por um símbolo, por força do Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho;
No caso de perigos decorrentes de propriedades físico-químicas:
- aplicar-se-ão os critérios descritos no ponto 7.4.3, alínea a), com a excepção de não ser necessário incluir as frases indicadoras de risco «extremamente inflamável» ou «facilmente inflamável» se estas repetirem a indicação de perigo ilustrada por um símbolo. Como regra geral, será suficiente um máximo de quatro frases R para descrever os riscos decorrentes das preparações. Para este efeito, as frases combinadas do anexo III do presente Regulamento serão consideradas frases simples. No entanto, as frases normalizadas deverão abranger todos os perigos importantes associados à preparação. Contudo se o produtor for de opinião que devem ser identificados perigos para o ambiente, serão acrescentadas outras frases R, na medida das necessidades. 7.5 Recomendações de prudência: A redacção das frases S deve estar de acordo com o estabelecido no anexo IV do presente Regulamento. Quando sejam aplicáveis, deverão utilizar-se as frases S combinadas do anexo IV. 7.5.1 As frases S correspondentes às substâncias do anexo I são as que figuram no presente anexo. Na falta destas, o produtor/importador poderá utilizar uma ou mais frases S apropriadas. 7.5.2 Escolha das frases de segurança: Na selecção das frases de segurança deverá atender-se às frases indicadoras de risco incluídas no rótulo e também à utilização prevista para a substância ou preparação:
- como regra geral, será suficiente um máximo de quatro frases S para a recomendação de prudência mais adequada; para este efeito, as frases combinadas do anexo IV serão consideradas frases simples;
- no caso das frases S relativas à eliminação, deve utilizar-se uma única frase, excepto se for claro que a eliminação do produto e do seu recipiente não apresenta perigos para a saúde humana e para o ambiente. O fornecimento de recomendações relativas à eliminação segura é importante, nomeadamente, no caso das substâncias e preparações vendidas ao público em geral;
- algumas frases R tornam-se supérfluas se for feita uma selecção cuidadosa das frases S e vice-versa; as frases S que correspondam claramente a frases R só figurarão no rótulo no caso de se pretender reforçar uma determinada advertência;
- na selecção das frases de segurança correspondentes a determinadas substâncias e preparações será necessário ter em especial atenção as condições previsíveis de utilização, por exemplo, por pulverização e outros efeitos de aerossol. A escolha das frases deverá atender à utilização prevista;
- as frases S1, S2 e S45 são obrigatórias para todas as substâncias e preparações muito tóxicas, tóxicas e corrosivas vendidas ao público em geral;
- as frases S2 e S46 são obrigatórias para todas as outras substâncias e preparações perigosas (à excepção das substâncias e preparações apenas classificadas de perigosas para o ambiente) vendidas ao público em geral. Sempre que as frases seleccionadas de acordo com os critérios estritos referidos no ponto 6.2 resultarem em redundâncias ou ambiguidades ou se revelarem manifestamente desnecessárias em virtude do carácter específico do produto ou da embalagem, podem suprimir-se algumas frases. 7.6 Número CE: Se uma substância indicada no rótulo figurar no Inventário Europeu das Substâncias Químicas Existentes no Mercado (EINECS) ou na Lista Europeia das Substâncias Químicas Notificadas (ELINCS), os números EINECS ou ELINCS da substância deverão figurar no rótulo. Este requisito não se aplica às preparações. 8 Casos especiais: substâncias 8.1 Garrafas de gás: No caso das garrafas de gás, considera-se que as exigências em matéria de rotulagem são satisfeitas se forem conformes aos artigos 18.º e 19.º e à alínea b) do n.º 10 do artigo 20.º Todavia, por derrogação aos n.os 1 a 6 do artigo 20.º, pode utilizar-se uma das seguintes alternativas para garrafas de gás de capacidade inferior ou igual a 150 l de água:
- o formato e as dimensões do rótulo podem ser conformes ao disposto na norma ISO/DP 7225;
- as informações referidas no artigo 18.º e no n.º 3 do artigo 19.º podem ser inscritas num dístico ou rótulo não destacável da garrafa. 8.2 Garrafas de gás destinadas ao propano, butano ou gás de petróleo liquefeito (GPL): Estas substâncias estão classificadas no anexo I. Embora sejam classificadas em conformidade com o artigo 3.º, não apresentam riscos para a saúde humana quando colocadas no mercado em garrafas recarregáveis ou em cartuchos não recarregáveis, na acepção da norma EN 417, como gases combustíveis apenas utilizados para fins de combustão. Estas garrafas ou cartuchos devem ser rotulados com o símbolo adequado e igualmente com as frases R e S que indicam a inflamabilidade. Não é necessário inscrever no rótulo informações relativas aos efeitos sobre a saúde humana. Todavia, as informações relativas aos efeitos sobre a saúde humana que deveriam figurar no rótulo terão de ser comunicadas ao utilizador profissional pelo responsável pela colocação da substância no mercado, recorrendo ao modelo previsto no artigo 21.º Devem fornecer-se ao consumidor informações que lhe permitam adoptar todas as medidas necessárias em matéria de saúde e segurança previstas no artigo 22.º 8.3 Metais maciços: Estas substâncias ou estão classificadas no anexo I ou deverão sê-lo nos termos do n.º 2 do artigo 18.º No entanto, embora algumas das substâncias em causa tenham sido classificadas nos termos do artigo 3.º, não apresentam perigos para a saúde humana por inalação, ingestão ou contacto com a pele, bem como para o ambiente aquático, na forma em que são colocadas no mercado. Tais substâncias não necessitam de ser rotuladas em conformidade com os artigos 18.º e 19.º Todavia, todas as informações que deveriam figurar no rótulo terão de ser comunicadas ao utilizador pelo responsável pela colocação do metal no mercado, num formato previsto no artigo 21.º 8.4 Substâncias caracterizadas com a frase R65: As substâncias classificadas como nocivas em virtude do risco de aspiração não necessitam de ser classificadas como nocivas e caracterizadas pela frase R65 nos rótulos, se forem colocadas no mercado em recipientes para aerossóis ou em recipientes dotados de um dispositivo de pulverização selado. 9 Casos especiais: preparações 9.1 Preparações gasosas (misturas de gases): No caso das preparações gasosas, deve ter-se em conta:
- a avaliação das propriedades físico-químicas;
- a avaliação dos perigos para a saúde. 9.1.1 Avaliação das propriedades físico-químicas: 9.1.1.1 Inflamabilidade: A inflamabilidade destas preparações é determinada nos termos do Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho, de acordo com os métodos especificados na parte A do anexo V do presente Regulamento. Estas preparações deverão ser classificadas em função dos resultados dos ensaios efectuados e tendo em consideração os critérios do anexo V e os critérios do guia de rotulagem. No entanto, por derrogação, no caso de as preparações gasosas serem produzidas por encomenda em pequenas quantidades, poderá avaliar-se a inflamabilidade dessas misturas gasosas utilizando o seguinte método de cálculo: a expressão da mistura gasosa A(índice 1) F(índice 1) + ... + A(índice i) F(índice i) + ... A(índice n) F(índice n) + B(elevado a 1) I(índice 1) + ... + B(índice i) I(índice i) + ... B(índice p) I(índice p) em que: A(índice i) e B(índice i) são as fracções molares; F(índice i) = gás inflamável; I(índice i) = gás inerte; n = número de gases inflamáveis; p = número de gases inertes; pode ser convertida numa fórmula em que todos os I(índice i) (gases inertes) são expressos, num equivalente de azoto, utilizando um coeficiente K(índice i) em que o teor equivalente de gás inflamável, A'(índice i) é expresso pela seguinte fórmula: A'(índice i) = A(índice i) x [100/(A(índice i) + K(índice i) B(índice i))] Utilizando o valor do teor máximo de gás inflamável que, em mistura com azoto, origina uma composição que não é inflamável no ar (Tci), é possível obter a expressão seguinte: (ver fórmula no documento original) A mistura gasosa será inflamável se o valor da expressão anterior for superior a 1. A preparação será classificada como extremamente inflamável e ser-lhe-á atribuída a frase R12. Coeficientes de equivalência (K(índice i)): Os valores dos coeficientes de equivalência K(índice i), entre os gases inertes e o azoto e os valores dos teores máximos (Tci) dos gases inflamáveis figuram nos quadros 1 e 2 da norma ISO 10156, edição de 15 de Dezembro de 1990. Teor máximo de gás inflamável (Tci): O valor do teor máximo de gás inflamável (Tci) figura no quadro 2 da norma ISO 10156, edição de 15 de Dezembro de 1990. No caso de o valor Tci de um gás inflamável não figurar na norma referida, será utilizado o limite inferior de explosividade (LIE) correspondente. Se o valor do LIE não for conhecido, o valor Tci será fixado em 1%, em volume. Observações
- A expressão anterior pode ser utilizada para permitir a rotulagem adequada de determinadas preparações gasosas; no entanto, não deverá ser considerada como um método alternativo da experimentação, em substituição da determinação dos parâmetros técnicos de segurança.
- Além disso, a expressão não fornece qualquer informação sobre a possibilidade de preparar com segurança uma mistura que contenha gases comburentes. Ao fazer-se uma estimativa da inflamabilidade, esses gases comburentes não são tidos em conta.
- A expressão anterior apenas fornece resultados fiáveis se os gases inflamáveis não se influenciarem reciprocamente no que diz respeito à sua inflamabilidade. Este facto deve ser tido em conta, por exemplo, no caso dos hidrocarbonetos halogenados. 9.1.1.2 Propriedades comburentes: Atendendo ao facto de o anexo V do presente Regulamento não incluir um método para a determinação das propriedades comburentes de misturas gasosas, a determinação dessas propriedades será efectuada pelo método de estimativa a seguir descrito. O método fundamenta-se na comparação do potencial comburente dos gases componentes de uma mistura com o potencial de oxidação do oxigénio no ar. As concentrações dos gases na mistura são expressas em percentagem volumétrica. Considera-se que uma mistura gasosa é tão ou mais comburente do que o ar no caso de se verificar a seguinte condição: (ver fórmula no documento original) Nesse caso, a preparação será classificada como comburente e ser-lhe-á atribuída a frase R8. Coeficientes de equivalência entre gases comburentes e o oxigénio: Os coeficientes para o cálculo da capacidade comburente de determinados gases, componentes de uma mistura, em relação à capacidade comburente do oxigénio no ar, apresentados no ponto 5.2 da norma ISO 10156, edição de 15 de Dezembro de 1990, são os seguintes: ([ver documento original](https://files.diariodarepublica.pt/1s/2001/08/183a00/48744999.pdf)) Se, para um determinado gás, não existir nenhum valor do coeficiente C(índice i) na referida norma, ser-lhe-á atribuído o valor 40. 9.1.2 Avaliação dos efeitos na saúde: A avaliação dos perigos de uma preparação para a saúde é efectuada nos termos do Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho. Quando a avaliação dos perigos para a saúde for efectuada pelo método convencional descrito no Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho, tomando como referência os limites de concentração individuais, os limites de concentração individuais a utilizar serão expressos em percentagem volumétrica, figurando:
- quer no anexo I do presente Regulamento, para o(s) gás(es) em questão.
- quer no Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho, nos casos de os gases considerados não figurarem no anexo I ou nele figurarem sem limites de concentração. 9.1.3 Rotulagem: No que se refere às garrafas para gases transportáveis, consideram-se os requisitos de embalagem satisfeitos quando for respeitado o disposto no Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho. Todavia, em derrogação ao disposto nos n.os 1 e 2 do artigo 8.º, o formato e as dimensões do rótulo das garrafas para gases cuja capacidade com água não exceda 150 l poderão regular-se pelos requisitos da norma ISO 7225. Nesse caso, o rótulo poderá ter inscrita a designação genérica ou a designação industrial/comercial da preparação, desde que as substâncias perigosas componentes da preparação sejam enumeradas no corpo da garrafa de gás de forma clara e indelével. As informações especificadas no artigo 7.º podem ser fornecidas na forma de um disco de informação durável ou de um rótulo fixado às garrafas. 9.2 Garrafas para gases destinadas a preparações com propano, butano ou gás de petróleo liquefeito (GPL) a que foram adicionados odorizantes: O propano, o butano e o gás de petróleo liquefeito são classificados no anexo I. Apesar das preparações que contêm estas substâncias serem classificadas em conformidade com o Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho, estas não apresentam perigo para a saúde humana quando colocadas no mercado como gases combustíveis libertados unicamente com vista à sua combustão em garrafas cilíndricas herméticas recarregáveis ou em cartuchos não recarregáveis na acepção da EN 417. Estas garrafas ou cartuchos devem ser rotulados com o símbolo adequado e indicar as frases de risco R e S que indicam a inflamabilidade. Não é necessário inscrever no rótulo informações relativas aos efeitos sobre a saúde humana. Todavia, as informações relativas aos efeitos sobre a saúde humana que deveriam figurar no rótulo terão de ser comunicadas ao utilizador profissional pela pessoa responsável pela colocação da substância no mercado, recorrendo ao modelo previsto no Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho. No que diz respeito aos consumidores, deverão ser-lhes fornecidas informações suficientes que lhes permitam tomar todas as medidas necessárias de protecção da saúde e da segurança, tal como previsto no Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho. 9.3 Ligas, preparações com polímeros e preparações com elastómeros: Estas preparações serão classificadas em conformidade com o disposto no artigo 3.º e rotuladas em conformidade com o disposto no Decreto-Lei n.º 120/92, de 30 de Junho, na redacção que lhe foi dada pela Portaria n.º 1152/97, de 12 de Novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 189/99, de 2 de Junho. No entanto, embora algumas destas preparações tenham sido classificadas nos termos do n.º 3 do artigo 3.º, não apresentam perigos para a saúde humana por inalação, ingestão ou contacto com a pele, na forma em que são colocadas no mercado. Tais preparações não necessitam de ser rotuladas em conformidade com o artigo 7.º Contudo, todas as informações que deveriam figurar no rótulo terão de ser comunicadas ao utilizador profissional através de um sistema de informação e recorrendo ao modelo previsto no artigo 10.º do presente Regulamento. 9.4 Preparações classificadas com a frase R65: As preparações classificadas como nocivas em virtude do risco de aspiração não necessitam de ser classificadas como nocivas e caracterizadas pela frase R65 nos rótulos, se forem colocadas no mercado em embalagens para aerossóis ou em recipientes dotados de um dispositivo de pulverização selado. 9.5 Peróxidos orgânicos: Os peróxidos orgânicos reúnem as propriedades de uma substância comburente e de uma substância combustível numa única molécula: quando um peróxido orgânico se decompõe, a parte comburente da molécula reage, de forma exotérmica, com a parte combustível (oxidável). Devido às propriedades comburentes, os métodos do anexo V não podem ser aplicados aos peróxidos orgânicos. Recorrer-se-á ao seguinte método de cálculo baseado na presença de oxigénio activo que a seguir se descreve: O teor percentual do oxigénio disponível numa preparação que contenha um peróxido orgânico é dado pela fórmula: (ver fórmula no documento original)» ANEXO XIV «ANEXO IX Parte A Disposições relativas aos fechos de segurança para crianças Para além do disposto no n.º 1, alínea e), do artigo 17.º, devem ser equipados com fechos de segurança para crianças todos os recipientes, qualquer que seja a sua capacidade, que contenham substâncias que representem um risco de aspiração (Xn; R65) e estejam classificadas e rotuladas de acordo com o ponto 3.2.3 do anexo VI, com excepção das substâncias colocadas no mercado sob a forma de aerossóis ou em recipientes equipados com um dispositivo de pulverização selado. 1 - Embalagens para aberturas repetidas: Os fechos de segurança para crianças utilizados em embalagens para aberturas repetidas devem obedecer à norma ISO 8317 (edição de 1 de Julho de 1989) relativa a embalagens seguras para crianças - exigências e métodos de ensaio de embalagens para aberturas repetidas (Child-resistant packages - Requirements and methods of testing for reclosable packages), adoptada pela Organização Internacional de Normalização (ISO). 2 - Embalagens para uma única utilização: Os fechos de segurança para crianças usados em embalagens para uma única utilização devem obedecer à norma CEN EN 862 (edição de Março de 1997) relativa a embalagens seguras para crianças - exigências e procedimentos de ensaio de embalagens para uma única utilização, usadas em produtos não farmacêuticos (Packaging - Child-resistant packaging - Requirements and testing procedures for non-reclosable packages for nonpharmaceutical products), adoptada pelo Comité Europeu de Normalização (CEN). 3 - Observações: 1) A comprovação da conformidade com a norma acima referida apenas pode ser certificada por laboratórios que tenham provado que respeitam as normas europeias da série EN 45 000. 2) Casos particulares: Se parecer evidente que uma embalagem é suficientemente segura para as crianças, por estas não poderem ter acesso ao seu conteúdo sem a ajuda de um utensílio, o ensaio pode não ser efectuado. Em todos os outros casos e quando houver razões validamente justificadas para duvidar da eficácia do fecho de segurança para crianças utilizado, a autoridade nacional pode pedir ao responsável pela colocação no mercado o fornecimento de uma declaração passada por um laboratório de ensaios do tipo acima definido no ponto 3.1, certificando que:
- o tipo de fecho utilizado é tal que não necessita de ensaios segundo as normas ISO e CEN supramencionadas; ou
- o fecho em questão foi sujeito a ensaios, sendo considerado conforme à norma supramencionada. Parte B Disposições relativas aos dispositivos que permitem detectar os perigos pelo tacto As prescrições técnicas relativas aos dispositivos que permitem detectar os perigos pelo tacto devem ser conformes à norma EN ISO 11683 (edição de 1997) relativa a indicações de perigo detectáveis pelo tacto (Packaging - Tactile warnings of danger - Requirements).»
- dose discriminante, 5 mg/kg, por via oral, no rato: 100% de sobreviventes, mas apresentando toxicidade evidente.
R24 Tóxico em contacto com a pele:
Resultados de toxicidade aguda:
- DL(índice 50) por via cutânea, no rato ou no coelho: 50 R23 Tóxico por inalação: Resultados de toxicidade aguda:
- CL(índice 50) por inalação, no rato, para aerossóis e partículas: 0,25
- CL(índice 50) por inalação, no rato, para gases e vapores: 0,5 R39 Perigo de efeitos irreversíveis muito graves:
- no caso de existirem elementos concludentes quanto à possibilidade de danos irreversíveis, diferentes dos efeitos referidos no capítulo 4, através de uma única exposição por uma via adequada, geralmente na gama de doses acima referida. Para indicar a via de administração/exposição, deve ser utilizada uma das seguintes combinações: R39/23, R39/24, R39/25, R39/23/24, R39/23/25, R39/24/25, R39/23/24/25. R48 Risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada:
- no caso de efeitos graves (perturbações funcionais ou alterações morfológicas evidentes de origem toxicológica) que possam ser causados por exposição repetida ou prolongada por uma via adequada. As substâncias e as preparações serão classificadas pelo menos como «tóxicas» sempre que estes efeitos sejam observados a níveis inferiores, numa ordem de grandeza (isto é, 10 vezes), aos níveis estabelecidos para a R48 no parágrafo 3.2.3. Para indicar a via de administração/exposição, deve ser utilizada uma das seguintes combinações: R48/23, R48/24, R48/25, R48/23/24, R48/23/25, R48/24/25, R48/23/24/25. 3.2.3 Substâncias nocivas: As substâncias e preparações devem ser classificadas de nocivas, sendo-lhes atribuído o símbolo «Xn» e a indicação de perigo «nocivo», em conformidade com os critérios a seguir especificados. As frases indicadoras de risco serão atribuídas de acordo com os seguintes critérios: R22 Nocivo por ingestão: Resultados de toxicidade aguda:
- DL(índice 50) por via oral, no rato: 200
- dose discriminante, por via oral, no rato, 50 mg/kg: 100% de sobrevivência, mas efeitos tóxicos evidentes;
- sobrevivência inferior a 100% a 50 mg/kg, no rato, por via oral, através do procedimento de dosagem fixa. Ver o quadro de avaliação do método de ensaio B.1, a), do anexo V. R21 Nocivo em contacto com a pele: Resultados de toxicidade aguda:
- DL(índice 50) por contacto com a pele, no rato ou no coelho: 400 R20 Nocivo por inalação: Resultados de toxicidade aguda:
- CL(índice 50) por inalação, no rato, para aerossóis e partículas: 1
- CL(índice 50) por inalação, no rato, para gases e vapores: 2 R65 Nocivo: pode causar danos nos pulmões se ingerido: Substâncias e preparações líquidas que apresentem para o homem um risco de aspiração em virtude da sua baixa viscosidade, ou seja:
Substâncias e preparações que contenham hidrocarbonetos alifáticos, alicíclicos e aromáticos numa concentração total equivalente ou superior a 10% e se caracterizem igualmente por:
- um tempo de escoamento inferior a 30 segundos num cone ISO de 3 mm em conformidade com a norma ISO 2431; ou
- uma viscosidade cinemática inferior a 7 x 10(elevado a -6) m2/s a 40ºC, medida por um viscosímetro capilar calibrado em vidro em conformidade com a norma ISO 3104/3105; ou
- uma viscosidade cinemática inferior a 7 x 10(elevado a -6) m2/s a 40ºC, deduzida de medições da viscosidade rotacional em conformidade com a norma ISO 3129; Nota. - Não é necessário classificar as substâncias e preparações que satisfazem estes critérios se a sua tensão superficial média, determinada por um tensiómetro de du Nuoy ou através dos métodos de ensaio referidos na parte A.5 do anexo V, for superior a 33 mN/m a 25ºC;
Outras substâncias e preparações classificadas com base na experiência prática em seres humanos.
R40 Possibilidade de efeitos irreversíveis: - indicações evidentes da possibilidade de ocorrerem danos irreversíveis além dos referidos no capítulo 4 mediante exposição pontual por uma via adequada, geralmente na gama de doses acima referida. Para indicar a via de administração/exposição, deve-se utilizar uma das seguintes combinações: R40/20, R40/21, R40/22, R40/20/21, R40/20/22, R40/21/22, R40/20/21/22. R48 Risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada: - Possibilidade de ocorrência de danos graves (distúrbio funcional ou alterações morfológicas com importância toxicológica) mediante a exposição repetida ou prolongada por uma via adequada. As substâncias e preparações devem classificar-se, pelo menos, de nocivas sempre que se observem os referidos efeitos para níveis da ordem de: - via oral, no rato =<50 mg/kg (massa corporal)/dia; - via dérmica, no rato ou no coelho =<100 mg/kg (massa corporal)/dia; - inalação, no rato =<0,25 mg/l, 6 h/dia. Os valores-guia são directamente aplicáveis nos casos em que se observem lesões graves num ensaio de toxicidade subcrónica (90 dias). Ao interpretar os resultados de um ensaio de toxicidade subaguda (28 dias), devem multiplicar-se os valores por um factor aproximado de 3. Os ensaios de toxicidade crónica (2 anos) disponíveis devem ser avaliados caso a caso. Se se encontrarem disponíveis resultados de estudos com diversas durações, devem utilizar-se, em geral, os resultados do estudo de maior duração. Para indicar a via de administração/exposição, deve utilizar-se uma das seguintes combinações: R48/20, R48/21, R48/22, R48/20/21, R48/20/22, R48/21/22, R48/20/21/22. 3.2.3.1 Observações respeitantes a substâncias voláteis: No que respeita a determinadas substâncias com elevada pressão de vapor, poderão existir dados referentes a efeitos que constituam motivo de preocupação. Essas substâncias poderão não ser classificadas com base nos critérios relativos aos efeitos na saúde do presente guia (3.2.3) ou não serem abrangidas pelo ponto 3.2.8. Contudo, quando essas substâncias apresentem, comprovadamente, riscos na manipulação e na utilização normais, poderá ser necessário classificá-las, caso a caso, no anexo I. 3.2.4 Comentários relativos à utilização da R48: A utilização desta frase indicadora de risco refere a gama específica de efeitos biológicos, nos termos a seguir definidos. Na aplicação desta frase indicadora de risco, os efeitos graves para a saúde incluirão a morte e perturbações funcionais ou modificações morfológicas evidentes de origem toxicológica, o que é particularmente importante nos casos em que as modificações são irreversíveis. Também é importante ter em conta não só as modificações graves específicas num único órgão ou sistema biológico mas também as modificações generalizadas de natureza menos grave, envolvendo diversos órgãos, ou as modificações graves do estado geral de saúde. Ao fazer-se a avaliação da existência de provas deste tipo de efeito, ter-se-ão em conta as seguintes directrizes: 1) Elementos que indicam que a frase R48 deve ser aplicada:
Mortes devidas à substância;
b):
Importantes modificações funcionais nos sistemas nervosos central ou periférico, incluindo a visão, a audição e o olfacto, determinadas por observações clínicas ou por outros métodos adequados (por exemplo, por electrofisiologia);
ii) Importantes modificações funcionais noutros sistemas orgânicos (por exemplo, nos pulmões);
Quaisquer modificações significativas dos parâmetros bioquímicos clínicos, hematológicos ou de urinálise que indiquem graves disfunções orgânicas. As perturbações hematológicas serão particularmente importantes se os dados indicarem que são provocadas por diminuição da produção de células sanguíneas pela medula óssea;
Lesões orgânicas graves observadas por exame microscópico na autópsia:
Necrose, fibrose ou formação de granuloma graves ou generalizadas em órgãos vitais com capacidade regenerativa (por exemplo, o fígado);
ii) Modificações morfológicas graves que sejam potencialmente reversíveis mas em que haja provas concludentes de disfunção orgânica acentuada (por exemplo, degeneração gorda hepática grave, necrose tubular aguda do rim, gastrite ulcerosa); iii) Provas de morte celular significativa em órgãos vitais incapazes de regeneração (por exemplo, fibrose miocárdica ou necrose neuronal) ou nas populações de células progenitoras (por exemplo, aplasia ou hipoplasia medular). As provas anteriores serão obtidas, na maior parte dos casos, em ensaios com animais. Ao avaliar os dados obtidos a partir da experiência prática, deve-se prestar especial atenção aos níveis de exposição: 2) Provas que indicam que a R48 não deve ser aplicada: A utilização desta frase indicadora de risco restringe-se aos «efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada». É possível observar diversos efeitos associados a substâncias, tanto em seres humanos como em animais, que não justificam a utilização da frase R48. Esses efeitos são importantes sempre que se tente determinar a dose sem efeito de uma substância química. Entre os exemplos de modificações bem documentadas que normalmente não justificam a classificação com a R48, independentemente do seu significado estatístico, contam-se:
Observações clínicas ou modificações no aumento da massa corporal, do consumo de alimentos ou da ingestão de água, que podem possuir alguma importância toxicológica mas que, por si sós, não são indicadores de «efeitos graves»;
Pequenas modificações dos parâmetros bioquímicos clínicos, hematológicos ou de urinálise, de importância toxicológica mínima ou duvidosa;
Modificações na massa de órgãos sem que haja sintomas de disfunção orgânica;
Respostas adaptativas (por exemplo, migração de macrófagos para o pulmão, hipertrofia e indução enzimática hepáticas, respostas hiperplásicas aos agentes irritantes). Efeitos locais na pele produzidos por aplicação cutânea repetida de uma substância que é mais adequadamente classificada com a frase R38 «irritante para a pele»;
Sempre que tenha sido demonstrada a existência de um mecanismo de toxicidade específico da espécie (por exemplo, percursos metabólicos específicos).
3.2.5 Corrosivo: Considera-se que uma substância ou preparação é corrosiva se, ao ser aplicada na pele intacta e saudável de um animal, ocorrer a destruição dos tecidos da pele em toda a sua espessura em pelo menos um animal, durante o ensaio sobre irritação da pele referido no anexo V ou durante a aplicação de um método equivalente, ou no caso desses resultados serem previsíveis, por exemplo, tratando-se de reacções fortemente ácidas ou alcalinas (pH comprovadamente inferior ou igual a 2 ou superior ou igual a 11,5); deve-se também atender à capacidade alcalina ou ácida. A classificação poderá basear-se em resultados de ensaios in vitro validados. As substâncias e preparações serão classificadas como corrosivas e caracterizadas pelo símbolo «C» e pela indicação de perigo «corrosivo». As frases indicadoras de risco serão atribuídas de acordo com os critérios a seguir definidos: R35 Provoca queimaduras graves: - se, quando aplicada na pele intacta e sã de um animal, ocorrer a destruição dos tecidos da pele em toda a sua espessura após um período de exposição não superior a 3 minutos, ou se tal resultado for previsível. R34 Provoca queimaduras: - se, quando aplicada na pele intacta e sã de um animal, ocorrer a destruição dos tecidos da pele em toda a sua espessura após um período de exposição não superior a 4 horas, ou se tal resultado for previsível; - hidroperóxidos orgânicos, excepto quando existam provas em contrário. 3.2.6 Irritante: As substâncias e preparações serão classificadas de irritantes e caracterizadas pelo símbolo «Xi» e pela indicação de perigo «irritante» de acordo com os critérios a seguir indicados: 3.2.6.1 Inflamação da pele: A frase indicadora de risco que se segue será atribuída de acordo com os critérios subsequentes: R38 Irritante para a pele: - substâncias e preparações que provoquem inflamação significativa da pele, persistente durante pelo menos 24 horas após um período de exposição não superior a quatro horas, no coelho, de acordo com o método de ensaio de irritação cutânea referido no anexo V. A inflamação da pele será significativa se:
O valor médio, quer no caso da formação de escaras e eritema quer no caso da formação de edema, calculado para o conjunto dos animais submetidos aos testes, for 2 ou mais; ou
Tiver sido observado um valor médio, calculado para cada animal separadamente, em dois ou mais animais, quer no caso da formação de escaras e eritema quer no caso da formação de edema, equivalente a 2 ou mais, no caso de o ensaio do anexo V ter sido conduzido com três animais.
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