Resolução do Conselho de Ministros n.º 125/2026 — Procede à revisão da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 (ENCNB 2030)

Tipo Resolucao-Conselho-Ministros
Publicação 2026-06-17
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Presidência do Conselho de Ministros
Fonte DRE
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Procede à revisão da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 (ENCNB 2030).

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Objetivo Medidas de concretização Indicadores de resultado Prioridade Prazo Meios de verificação Instrumentos financeiros e fiscais Instrumentos de execução (jurídicos e políticos) Entidades responsáveis Entidades intervenientes
Eixo 1 - Conservação e Restauro de Ecossistemas Eixo 1 - Conservação e Restauro de Ecossistemas Eixo 1 - Conservação e Restauro de Ecossistemas Eixo 1 - Conservação e Restauro de Ecossistemas Eixo 1 - Conservação e Restauro de Ecossistemas Eixo 1 - Conservação e Restauro de Ecossistemas Eixo 1 - Conservação e Restauro de Ecossistemas Eixo 1 - Conservação e Restauro de Ecossistemas Eixo 1 - Conservação e Restauro de Ecossistemas Eixo 1 - Conservação e Restauro de Ecossistemas
Objetivo 1.1 - Garantir a conservação e a recuperação das espécies e habitats protegidos e o restauro ecológico de ecossistemas em todo o território nacional 1.1.1 - Definir critérios técnicos e científicos para a priorização de áreas e valores naturais a restaurar, garantindo a articulação entre as necessidades ecológicas, as pressões e ameaças, incluindo as vulnerabilidades climáticas, e os benefícios para os serviços dos ecossistemas e o contexto ibérico como unidade biogeográfica Número de documentos técnicos produzidos 1 2027 Publicação dos critérios técnicos Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJ RN2000, ENCPE ICNF, APA IPMA, Academia, CCDR, Centros de Investigação, ONG
1.1.2 - Criar diretrizes para a definição e implementação de corredores ecológicos entre áreas classificadas, garantindo a permeabilidade da paisagem e o fluxo genético entre populações Número de documentos técnicos produzidos 1 2027 Publicação das diretrizes Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJ RN2000, PNPOT, RJIGT ICNF, CCDR Academia, APA, Autarquias, DGT, gestores de património florestal e agrícola ONG, proprietários florestais e agrícolas
1.1.3 - Criar diretrizes específicas para o restauro ecológico dos vários tipos de ecossistemas Número de documentos técnicos produzidos 1 2027 Publicação das diretrizes Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, DQA, DQEM, RN2000 ICNF, APA Academia, CCDR, DGRM, ONG
1.1.4 - Priorizar a conservação e o restauro de ecossistemas em territórios suscetíveis à desertificação ou sujeitos a elevada pressão antropogénica Área (ha) de ecossistemas restaurados em zonas suscetíveis à desertificação 1 2030 Cartografia das áreas intervencionadas Fundos UE, Fundo Ambiental, PDR, FEADER PANCD, RJ CNB, PEPAC ICNF, DGADR IPMA, GPP, AG PEPAC, Academia, autarquias, associações de agricultores e proprietários florestais, CCDR, gestores de património florestal e agrícola, ONG
1.1.5 - Implementar medidas de adaptação às alterações climáticas na conservação de espécies e habitats Número de medidas implementadas 1 2030 Relatórios de implementação Fundos UE, LIFE, Fundo Ambiental RJ CNB, ENAAC, PNAC, RN2000 ICNF, APA Academia, autarquias, CCDR, gestores florestais e agrícolas, ONG, proprietários
1.1.6 - Estabelecer e assegurar a implementação de programas de conservação ativa e restauro de espécies criticamente ameaçadas ou em perigo e habitats prioritários, incluindo a implementação dos Planos de Ação para o lobo-ibérico, lince-ibérico e aves necrófagas Executar 100 % de cada um dos planos de ação de espécies até à sua data de revisão 1 2030 Relatórios de execução dos planos Fundos UE, LIFE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJ RN2000 ICNF Academia, autarquias, CCDR, gestores florestais e agrícolas, ONG, proprietários
1.1.7 - Implementar uma estratégia de aquisição de terrenos em áreas de maior relevância para conservação de espécies e habitats, bem como de património geológico de relevância internacional e nacional Área (ha) adquirida 2 2030 Relatórios de implementação da estratégia Fundo Ambiental, Fundos UE, Mecenato RJ CNB, Lei de Bases do Ambiente, RN2000 ICNF Autarquias, CCDR, entidades privadas, ESTAMO - Participações Imobiliárias, S. A., Fundações, ONG
1.1.8 - Desenvolver mecanismos de salvaguarda e utilização do património genético autóctone em projetos de restauro ecológico Número de mecanismos desenvolvidos 2 2030 Publicação de diretrizes técnicas Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, Protocolo de Nagoya, Tratado FAO RGVAA ICNF, INIAV IPMA, Academia, Bancos de Sementes, DGAV, Jardins Botânicos, ONG
1.1.9 - Identificar, avaliar e remover barreiras obsoletas ou disfuncionais nos cursos de água interiores, promovendo o restauro da conectividade ecológica fluvial e as funções naturais das planícies aluviais associadas Número de barreiras removidas 1 2030 Relatórios de execução do PNRN Fundos UE, Fundo Ambiental DQA, Lei da Água, RJ CNB APA Academia, autarquias, ICNF, ONG
1.1.10 - Elaborar o inventário nacional de fungos e a primeira Lista Vermelha de fungos de Portugal, seguindo os critérios da IUCN, priorizando espécies com funções críticas (micorrízicas, decompositoras) e espécies com valor económico para comunidades locais Lista vermelha publicada 3 2030 Publicação da Lista Vermelha Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, Critérios IUCN ICNF Academia, ICNF, ONG
Objetivo 1.2 - Reforçar a prevenção e o controlo de espécies exóticas invasoras 1.2.1 - Desenvolver e implementar um sistema integrado de prevenção, análise de risco e alerta precoce e resposta rápida à introdução e disseminação de espécies exóticas invasoras e elaboração de planos de ação para o controlo, priorizando áreas com elevado valor de conservação Sistema operacional 1 2027 Plataforma digital do sistema Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB ICNF, APA Academia, autarquias, DGAV, DGRM, GNR/SEPNA, ONG
1.2.2 - Promover o desenvolvimento e implementação de estratégias sustentáveis para a gestão de biomassa de espécies invasoras Volume de biomassa valorizada economicamente 2 2028 Relatórios de implementação Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, PAEC ICNF, APA Academia, autarquias, empresas, Centros Tecnológicos, ONG
Objetivo 1.3 - Promover a conservação e a gestão sustentável da diversidade genética animal e vegetal 1.3.1 - Desenvolver um quadro de referência nacional para a conservação e uso sustentável da diversidade genética animal e vegetal, alinhado com os protocolos internacionais Quadro de referência publicado 1 2027 Publicação do quadro de referência Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, CDB, Protocolo de Nagoya, Tratado FAO RGVAA ICNF, INIAV IPMA, Academia, associações agrícolas e florestais, DGAV, Jardins Botânicos e Zoológicos, ONG
1.3.2 - Definir e implementar ações complementares para garantir o cumprimento do Protocolo de Nagoya, incluindo aspetos legais, de fiscalização, investigação e cooperação internacional Número de ações implementadas 1 2028 Relatórios nacionais ao Protocolo Fundos UE Protocolo de Nagoya, RJ CNB ICNF Academia, autoridades de fiscalização, empresas utilizadoras de recursos genéticos
1.3.3 - Desenvolver um plano de conservação da diversidade genética das plantas cultivadas e dos seus parentes selvagens Plano publicado 1 2029 Publicação do plano Fundos UE, FEADER Tratado FAO RGVAA, PEPAC INIAV, ICNF Academia, associações de agricultores, Bancos de Sementes, DGADR, GPP, AG PEPAC, ONG
1.3.4 - Implementar o Plano Nacional para os Recursos Genéticos Animais Percentagem de execução do plano 1 2028 Relatórios de execução Fundos UE, FEADER, PEPAC Tratado FAO RGVAA DGAV, INIAV Academia, associações de criadores, empresas do setor pecuário, ICNF, GPP e AG PEPAC
1.3.5 - Implementar um programa nacional de gestão das dinâmicas fitocenóticas e zoocenóticas que representam ameaças à diversidade genética Plano publicado 2 2030 Relatórios de implementação Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB ICNF, INIAV Academia, autarquias, ONG, proprietários florestais e agrícolas
1.3.6 - Avaliar os resultados e o impacte da regulação do acesso aos recursos genéticos decorrente do Protocolo de Nagoya Relatório de avaliação publicado 2 2030 Publicação do relatório Fundos UE Protocolo de Nagoya, RJ CNB ICNF Academia, centros de investigação, empresas, ONG
Objetivo 1.4 - Desenvolver estratégias integradas para a gestão de conflitos entre as atividades humanas e a fauna selvagem 1.4.1 - Definir diretrizes técnicas para a prevenção e mitigação de conflitos, com base em evidências científicas e boas práticas Número de documentos técnicos produzidos 1 2027 Publicação das diretrizes Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB ICNF Academia, Associações de agricultores, produtores florestais e pescadores, DGAV, ONG
1.4.2 - Criar um mecanismo estruturado para recolha e análise de dados sobre conflitos, promovendo soluções adaptadas às realidades locais, incluindo a consolidação e reforço do Programa Antídoto Portugal Mecanismo operacional 1 2027 Base de dados de ocorrências Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB ICNF, GNR/SEPNA Academia, associações de agricultores e produtores, autarquias, ONG
1.4.3 - Restruturar e implementar instrumentos compensatórios e incentivos diferenciados para mitigar os impactes socioeconómicos desses conflitos Valor dos fundos alocados 1 2026 Registos administrativos Fundo Ambiental, PDR, FEADER, seguros RJ CNB, PEPAC ICNF, IFAP Associações de agricultores e produtores, autarquias, DGAV, GPP, AG PEPAC, ONG, seguradoras
Objetivo 1.5 - Promover a gestão da geodiversidade e a conservação dos geossítios 1.5.1 - Delimitar os geossítios incluídos no Inventário Nacional de Património Geológico e incluir esta informação cartográfica em todos os instrumentos de ordenamento do território e nos planos de gestão das áreas protegidas Percentagem de geossítios delimitados 1 2027 Base de dados do Inventário Nacional de Património Geológico Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, PNPOT, RJIGT ICNF, LNEG Academia, Geoparques, ONG
1.5.2 - Identificar os geossítios incluídos no Inventário Nacional de Património Geológico que necessitam de medidas de proteção legal e definição de uma estratégia para a sua efetivação Percentagem de geossítios com proteção legal 1 2027 Base de dados do Inventário Nacional de Património Geológico Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, PNPOT, RJIGT ICNF, LNEG Academia, Geoparques, ONG
1.5.3 - Estabelecer planos de conservação para geossítios que revelem maior risco de degradação, incluindo medidas de proteção física, monitorização de ameaças e programas de manutenção Percentagem de geossítios com planos de gestão 2 2029 Publicação dos planos Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, PNPOT, RJIGT ICNF, LNEG Academia, DGEG, Geoparques, ONG
Eixo 2 - Gestão Integrada e Sustentável do Território Eixo 2 - Gestão Integrada e Sustentável do Território Eixo 2 - Gestão Integrada e Sustentável do Território Eixo 2 - Gestão Integrada e Sustentável do Território Eixo 2 - Gestão Integrada e Sustentável do Território Eixo 2 - Gestão Integrada e Sustentável do Território Eixo 2 - Gestão Integrada e Sustentável do Território Eixo 2 - Gestão Integrada e Sustentável do Território Eixo 2 - Gestão Integrada e Sustentável do Território Eixo 2 - Gestão Integrada e Sustentável do Território
Objetivo 2.1 - Reforçar a gestão integrada das áreas protegidas nacionais no SNAC e OECM, promovendo mecanismos de governança participativa com as comunidades e os setores estratégicos 2.1.1 - Assegurar e avaliar a eficácia de gestão das áreas protegidas nacionais e as áreas da Rede Natura 2000 existentes Percentagem de habitats/espécies alvo nas AP e RN2000 com estado de conservação estável ou a melhorar 1 2027 Relatórios de avaliação Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJ RN2000, PRR ICNF, CCDR Academia, APA, autarquias, CCDR, ONG
2.1.2 - Elaborar e implementar programas de execução e planos de gestão para todas as áreas protegidas, Rede Natura 2000 e geossítios, assegurando a sua integração nos Instrumentos de Gestão Territorial Proporção de Áreas Protegidas, Rede Natura 2000 e geossítios com Programas Especiais 1 2027 Publicação dos planos Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJ RN2000, RJIGT, PNPOT ICNF, CCDR Academia, agentes económicos locais, autarquias, CCDR, ONG, proprietários
2.1.3 - Consolidar a rede de áreas marinhas do SNAC, priorizando a proteção dos ecossistemas marinhos vulneráveis Percentagem da área marinha classificada sob gestão eficaz (com plano de gestão implementado e monitorização) 1 2028 Diplomas de criação/alargamento de áreas Fundos UE, FEAMP, Mar 2030 RJ CNB, DQEM, PSOEM, CDB ICNF, DGRM Academia, APA, comunidades piscatórias, IPMA, ONG, operadores marítimo-turísticos
2.1.4 - Assegurar a integração de medidas de adaptação às alterações climáticas que promovam a resiliência dos ecossistemas e da biodiversidade nos Instrumentos de Gestão Territorial e nas políticas ambientais, garantindo a sua concretização em planos de gestão e de conservação Percentagem de IGT com medidas de adaptação climática integradas 1 2027 Análise de conteúdo dos IGT Fundos UE, Fundo Ambiental ENAAC, PNAC, RJ CNB, RJIGT APA, ICNF, DGT, CCDR Academia, autarquias, CCDR, ONG
2.1.5 - Assegurar a integração e operacionalização do Plano Nacional de Restauro da Natureza nos Instrumentos de Gestão Territorial Número de instrumentos de gestão territorial que integram objetivos e medidas da Lei do Restauro da Natureza 1 2029 Relatórios de implementação do PNRN Fundos UE, Fundo Ambiental PNRN, RJ CNB, RJIGT, PNPOT DGT, ICNF, APA Academia, autarquias, CCDR, ONG
2.1.6 - Implementar um sistema nacional de avaliação sistemática da eficácia de gestão das áreas protegidas Percentagem de áreas protegidas com eficácia de gestão avaliada 2 2029 Relatórios de avaliação de eficácia Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, CBD, Compromissos CDB ICNF Academia, CCDR, ONG
Objetivo 2.2 - Assegurar a integração dos objetivos e da avaliação da condição dos ecossistemas e a conectividade ecológica nos instrumentos de ordenamento do território 2.2.1 - Mapear e avaliar à escala nacional os ecossistemas e os seus serviços, incluindo os ecossistemas marinhos e costeiros, estabelecendo diretrizes para a sua integração nos Instrumentos de Gestão Territorial Número de IGT que utilizam a cartografia de ecossistemas para definir zonas de proteção ou restrição de uso 1 2028 Cartografia de ecossistemas Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJIGT, PNPOT ICNF, APA, DGRM, DGT IPMA, Academia, CCDR, ONG
2.2.2 - Desenvolver um quadro estratégico para a conservação, monitorização e valorização de serviços de ecossistema emergentes ou subvalorizados, garantindo sua integração progressiva nos instrumentos de gestão territorial e nas políticas setoriais relevantes Quadro estratégico publicado 2 2029 Publicação do quadro estratégico Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJIGT, ENCPE ICNF, APA, DGT Academia, BCSD Portugal, CCDR, empresas, ONG
2.2.3 - Definir critérios e orientações para assegurar a afetação do solo a funções ecológicas e de conservação nas áreas classificadas, habitats naturais prioritários e zonas abrangidas por regimes de proteção, promovendo a sua plena integração nos instrumentos de gestão territorial e nos processos de decisão urbanística Documento de critérios publicado 1 2028 Publicação dos critérios Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJIGT, PNPOT, RJ RN2000 ICNF, DGT Academia, autarquias, associações profissionais de urbanismo, CCDR, ONG
2.2.4 - Assegurar a integração dos objetivos de conservação e biodiversidade nos instrumentos de planeamento do espaço marítimo, mediante a definição de normas e de mecanismos de coordenação interinstitucional que garantam a coerência entre usos, a integridade dos ecossistemas e cumprimento de compromissos Percentagem de instrumentos de planeamento marítimo com objetivos de conservação integrados 1 2029 Análise de conteúdo dos planos Fundos UE, FEAMP, Mar 2030 PSOEM, DQEM, RJ CNB, RJIGT DGRM, ICNF Academia, APA, DGPM, IPMA, ONG, setores económicos marítimos
2.2.5 - Criar legislação específica para integração dos geossítios nos instrumentos de gestão territorial, garantindo sua adequada proteção legal Diretrizes publicadas 1 2030 Publicação de legislação Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJIGT ICNF, LNEG Academia, autarquias, CIM/AM, CCDR, Geoparques
2.2.6 - Promover a implementação de infraestruturas verdes costeiras, rurais e urbanas, garantindo a sua integração em programas e planos territoriais, de modo a assegurar a conectividade ecológica e a resiliência climática Melhoria do índice de conectividade estrutural da paisagem a nível nacional/regional 2 2029 Cartografia das infraestruturas verdes Fundos UE, Fundo Ambiental RJIGT, PNPOT, RJ CNB, ENCNB ICNF, DGT, APA Academia, autarquias, CCDR, CIM/AM, empresa, ONG
2.2.7 - Promover a implementação de infraestruturas azuis, garantido a sua integração em programas e planos territoriais, de modo a assegurar a conectividade ecológica e a resiliência climática Número e ou área de infraestruturas azuis implementadas 2 2029
Objetivo 2.3 - Assegurar a gestão integrada e sustentável dos ecossistemas marinhos e dos recursos da ZEE 2.3.1 - Aplicar as medidas relevantes para a prossecução das metas do «Bom Estado Ambiental» das águas marinhas no âmbito da DQEM Percentagem de descritores da DQEM que atingem o Bom Estado Ambiental 1 2030 Relatórios da DQEM Fundos UE, FEAMP, Mar 2030 DQEM, RJ CNB, PSOEM DGRM, APA Academia, ICNF, DGPM, ONG, operadores económicos marítimos
2.3.2 - Definir e integrar critérios para a avaliação ambiental de projetos em meio marinho, incluindo limiares de impacte, valorização dos serviços dos ecossistemas e resiliência às alterações climáticas Documento de critérios publicado 1 2028 Publicação dos critérios Fundos UE, FEAMP RJAIA, DQEM, PSOEM APA, DGRM Academia, CCDR, ICNF, IPMA, ONG
2.3.3 - Garantir a gestão sustentável dos recursos pesqueiros da ZEE nacional, assegurando práticas que permitam atingir o rendimento máximo sustentável Percentagem de stocks de pesca comerciais que são explorados a níveis iguais ou abaixo do Rendimento Máximo Sustentável 1 2029 Relatórios científicos do IPMA FEAMP, Mar 2030 PCP, Lei de Bases da Pesca DGRM Academia, associações de pescadores, IPMA, ONG
2.3.4 - Estabelecer mecanismos de redução e mitigação do impacte da pesca sobre espécies marinhas não-alvo, através de avaliação sistemática, inovação tecnológica e adaptação de práticas pesqueiras Percentagem de redução de capturas acessórias 1 2028 Relatórios científicos FEAMP, Mar 2030 PCP, Lei de Bases da Pesca DGRM Academia, associações de pescadores, ICNF, IPMA, ONG
2.3.5 - Implementar uma estratégia nacional para a redução de desperdícios na pesca, promovendo a valorização integral das capturas e o desenvolvimento de cadeias de valor sustentáveis Percentagem da frota pesqueira que adota tecnologias ou práticas de seletividade melhoradas para reduzir capturas indesejadas 2 2029 Publicação da estratégia FEAMP, Mar 2030 PCP, PAEC, ENCDA DGRM Academia, associações de pescadores, indústria transformadora, IPMA
2.3.6 - Regular e fiscalizar a utilização de espécies exóticas ou transgénicas na aquicultura Percentagem das explorações aquícolas que cumprem as normas de biossegurança para a contenção de espécies exóticas/transgénicas 1 2027 Relatórios de fiscalização FEAMP Regulamento (CE) n.º 708/2007, RJ CNB DGRM, ICNF Academia, associações de aquicultores, DGAV, IGAMAOT
2.3.7 - Estabelecer um sistema de avaliação e gestão dos impactes das práticas de aquicultura sobre populações selvagens, priorizando a sustentabilidade dos recursos genéticos marinhos nativos Número de planos de gestão de explorações aquícolas revistos para incorporar medidas de mitigação recomendadas pelo sistema de avaliação 2 2030 Relatórios de avaliação FEAMP, Mar 2030 PCP, RJ CNB DGRM, ICNF Academia, associações de aquicultores, IPMA, ONG
2.3.8 - Elaborar ou rever os documentos reguladores da pesca Número de regulamentos elaborados/revistos 2 2028 Publicação de regulamentos FEAMP, Fundo Ambiental Lei da Pesca em Águas Interiores DGRM ICNF, associações de pescadores, Academia, ONG
Objetivo 2.4 - Assegurar a gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos interiores, promovendo a articulação entre conservação da natureza, ordenamento do território e usos económicos sustentáveis 2.4.1 - Elaborar ou rever os planos de gestão e exploração dos recursos aquícolas de águas interiores, assegurando práticas que permitam reduzir os impactes sobre espécies não alvo e evitar a propagação de exóticas Percentagem de planos com medidas dirigidas a espécies não-alvo e espécies exóticas 2 2028 Publicação dos planos FEAMP, Fundo Ambiental Lei da Pesca em Águas Interiores ICNF Academia, APA, associações de pescadores, ONG
2.4.2 - Monitorizar e avaliar a integração das medidas de conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos nos Planos de Gestão de Região Hidrográfica, garantindo a inclusão de medidas concretas para alcançar as metas do estado ecológico das massas de água Percentagem do orçamento dos Programas de Medidas dos PGRH alocado a ações específicas de restauro ecológico e conservação da biodiversidade 1 2029 Relatórios de avaliação dos PGRH Fundos UE, Fundo Ambiental DQA, Lei da Água, RJ CNB APA Academia, ICNF, gestores florestais e agrícolas, ONG, proprietários, utilizadores da água
2.4.3 - Implementar as medidas de gestão integrada dos recursos hídricos previstas nos Planos de Gestão de Região Hidrográfica para alcançar o bom estado ecológico e potencial ecológico das massas de água, em conformidade com a Diretiva-Quadro da Água Percentagem de descritores DQA que atingem as metas definidas para o Bom estado ecológico, e potencial ecológico 1 2029 Relatórios de avaliação dos PGRH Fundos UE, Fundo Ambiental DQA, Lei da Água, RJ CNB APA Academia, ICNF, gestores florestais e agrícolas, ONG, proprietários, utilizadores da água
Objetivo 2.5 - Integrar a conservação da natureza e biodiversidade nos setores agrícola e florestal, promovendo práticas sustentáveis e garantindo a compatibilidade com os objetivos de ordenamento territorial e gestão de recursos naturais 2.5.1 - Assegurar a integração efetiva da conservação da natureza, biodiversidade e restauro dos solos no próximo período de programação da Política Agrícola Comum (pós-2027), participando ativamente na preparação e negociação do Plano Estratégico PAC para garantir que os apoios comunitários incentivam práticas agrícolas e florestais promotoras da biodiversidade Aumento da área agrícola sob regimes agroambientais com benefícios comprovados para a biodiversidade (e. g., agricultura biológica, prados naturais) 1 2028 Plano de Parceria Nacional 2029-2034 FEADER PAC, PEPAC, RJ CNB GPP, IFAP Academia, associações de agricultores e florestais, CCDR, DGADR, gestores florestais e agrícolas, ICNF, ONG, proprietários
2.5.2 - Estabelecer um sistema de monitorização e transparência dos impactes ambientais da Política Agrícola Comum, orientando sua aplicação para a produção efetiva de bens públicos ambientais alinhados com a ENCNB Publicação regular de relatório sobre os impactes da PAC na biodiversidade, baseado nos dados do sistema de monitorização 1 2029 Relatórios de monitorização Fundos UE, Fundo Ambiental PEPAC, RJ CNB GPP, ICNF Academia, CCDR, DGADR, IFAP, INE, ONG
2.5.3 - Assegurar a gestão sustentável das áreas sob Planos de Gestão Florestal, promovendo a proteção das espécies e habitats florestais e a sua compatibilização com áreas protegidas e Rede Natura 2000 Percentagem de PGF que incluem metas quantificadas para indicadores de biodiversidade (e. g., área de floresta de alto valor de conservação, densidade de madeira morta, área de floresta sem intervenção) 1 2028 Análise dos PGF aprovados FEADER, Fundo Florestal Permanente ENF, PNDFCI, RJ CNB, RJ RN2000 ICNF Academia, AGIF, associações florestais, autarquias, gestores florestais e agrícolas, ONG, proprietários
2.5.4 - Promover a reconversão de plantações florestais e agrícolas intensivas em sistemas agroflorestais biodiversos, garantindo uma maior resiliência climática e ecológica Aumento do índice de diversidade de aves em áreas agrícolas reconvertidas.Melhoria dos indicadores de saúde do solo (e. g., matéria orgânica) nas áreas reconvertidas 2 2030 Cartografia das áreas reconvertidas Fundos UE, Fundo Ambiental ENF, PEPAC, RJ CNB ICNF, DGADR Academia, associações florestais e agrícolas, autarquias, gestores florestais e agrícolas GPP, ONG, proprietários
2.5.5 - Promover a diversificação da paisagem florestal com espécies autóctones de maior resiliência ao fogo, privilegiando folhosas caducifólias (carvalhos, castanheiros, freixos) e espécies mediterrânicas adaptadas ao fogo em áreas de elevado risco de incêndio e valor ecológico, articulando objetivos de conservação da biodiversidade com a prevenção estrutural de fogos rurais Área (ha) de povoamentos reconvertidos para espécies autóctones resilientes ao fogo em áreas prioritárias 1 2029 Cartografia das áreas intervencionadas; relatórios de implementação do PNRN e Programa de Transformação da Paisagem FEADER, Fundo Ambiental, LIFE ENF, PNDFCI, PNGIFR 2020-2030, RJ CNB, Programa de Transformação da Paisagem ICNF, AGIF Academia, autarquias, associações florestais, CCDR, DGADR, gestores florestais ONG, proprietários
Objetivo 2.6 - Promover a integração da conservação da natureza, da biodiversidade e da geodiversidade nos instrumentos de gestão e regulamentação de áreas mineiras e pedreiras após o fim da exploração 2.6.1 - Criar e implementar um quadro de referência colaborativo para a recuperação do passivo ambiental em minas abandonadas e outras áreas de exploração de massas minerais, envolvendo entidades públicas e privadas na sua reabilitação Área (em ha) de passivos ambientais mineiros com planos de reabilitação aprovados e financiados 2 2028 Publicação do quadro de referência Fundos UE, Fundo Ambiental, PRR Lei de Minas, RJAIA, Lei de Bases do Ambiente DGEG, APA, EDM Academia, autarquias, CCDR, empresas do setor extrativo, ICNF, LNEG
2.6.2 - Criar um sistema de monitorização e avaliação da implementação dos planos de recuperação ambiental e paisagística das explorações mineiras, incluindo a fase de pós-exploração, assegurando a sua conformidade e eficácia ecológica e a articulação com as entidades competentes Percentagem das medidas corretivas propostas pelo sistema de monitorização no prazo de um ano após a sua emissão 2 2029 Relatórios de monitorização Fundos UE, Fundo Ambiental Lei de Minas, RJAIA APA, DGEG Academia, CCDR, EDM, empresas do setor extrativo, ICNF, ONG
Objetivo 2.7 - Integrar a conservação da natureza e da biodiversidade nas estratégias e planos de transição energética e neutralidade carbónica, promovendo soluções baseadas na natureza e minimizando impactes das infraestruturas energéticas 2.7.1 - Definir áreas de elevado valor para conservação de habitats e espécies nas quais as alterações de uso, incluindo a instalação de infraestruturas de produção de energia renovável, não são compatíveis - áreas no-go - e integrá-las nos planos territoriais Número de projetos de energias renováveis indeferidos ou relocalizados com base na cartografia de áreas no-go 1 2027 Cartografia publicada Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJIGT, PNPOT, RJ RN2000 ICNF, DGEG Academia, APA, autarquias, CCDR, centros de investigação, DGT, empresas do setor energético, REN, ONG
2.7.2 - Reforçar a capacidade e a consistência da avaliação dos impactes das fontes de energia renovável sobre espécies e habitats vulneráveis, através da definição de critérios harmonizados e da sua aplicação nos instrumentos de avaliação ambiental Percentagem de Avaliações de Impacte Ambiental (AIA) para projetos de energia renovável que aplicam explicitamente os novos critérios harmonizados 1 2028 Publicação dos critérios Fundos UE, Fundo Ambiental RJAIA, RJ CNB, PNEC 2030 APA, ICNF Academia, CCDR, consultoras ambientais, DGEG, ONG, empresas do setor energético
2.7.3 - Estabelecer critérios e orientações técnicas harmonizadas para a mitigação e compensação dos impactes sobre a biodiversidade decorrentes da instalação de infraestruturas energéticas, como parques solares, eólicos e barragens, assegurando a sua aplicação obrigatória tanto em projetos sujeitos a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) como em projetos com regimes de licenciamento simplificado ou acelerado que, não estando sujeitos a AIA, possam ter impactes relevantes sobre a biodiversidade Percentagem de Declarações de Impacte Ambiental (DIA) para projetos de energia que exigem medidas de compensação em estrita conformidade com os novos critérios e orientações 1 2026 Publicação dos critérios Fundos UE, PNEC 2030 RJAIA, RJ CNB APA, ICNF Academia, CCDR, consultoras ambientais, DGEG, empresas do setor energético, ONG
2.7.4 - Fomentar a redução da procura energética e a eficiência no uso de recursos, promovendo a sua integração nas estratégias de conservação da natureza e nos instrumentos de ordenamento, com enfoque na justiça energética e na minimização dos impactes ecológicos associados à produção e consumo de energia Área (em ha) de passivos ambientais mineiros com planos de reabilitação aprovados e financiados 2 2027 Análise de estratégia Fundos UE, Fundo Ambiental RJAIA, RJ CNB DGEG, APA Academia, CCDR, consultoras ambientais, empresas do setor energético, DGEG, ONG
Objetivo 2.8 - Promover a integração da conservação da biodiversidade e sua resiliência climática no planeamento, desenvolvimento e gestão das infraestruturas de transporte e comunicações, assegurando soluções sustentáveis e a minimização dos impactes 2.8.1 - Implementar medidas de mitigação para reduzir a mortalidade de espécies vulneráveis e minimizar a fragmentação de habitats, assegurando a conectividade ecológica nas infraestruturas rodoviárias e ferroviárias Redução documentada da mortalidade de fauna em troços de infraestruturas intervencionados 1 2030 Relatórios de monitorização de atropelamentos Fundos UE, Fundo Ambiental RJAIA, RJ CNB IP, ICNF APA, autarquias, CCDR
2.8.2 - Desenvolver projetos partilhados de telecomunicações nas áreas protegidas Percentagem de redução de torres/antenas através de partilha de infraestruturas 2 2030 Contratos/protocolos de partilha entre operadores Fundos UE, Fundo Ambiental RJAIA, RJ CNB ICNF, ANACOM Autarquias, CIM/AM, CCDR, operadores de telecomunicações
2.8.3 - Incentivar a incorporação de soluções baseadas na natureza na infraestrutura de transportes, promovendo barreiras vegetais e corredores ecológicos urbanos Extensão (km) de barreiras vegetais implementadas 2 2030 Relatórios de implementação Fundos UE, Fundo Ambiental RJAIA, RJ CNB IP, ICNF, APA Academia, ANMP, autarquias, CIM/AM, CCDR, ONG
Objetivo 2.9 - Reduzir as fontes de poluição que afetam os ecossistemas, implementando medidas preventivas e corretivas em articulação com o Plano Nacional de Restauro da Natureza 2.9.1 - Desenvolver e harmonizar critérios para a identificação, monitorização e avaliação das fontes de poluição com impacte significativo na biodiversidade Redução da carga de nutrientes (N, P) em massas de água monitorizadas a jusante de projetos de Soluções Baseadas na Natureza 1 2028 Documentos publicados Fundos UE, Fundo Ambiental Lei de Bases do Ambiente, RJ CNB RJLPRRARoteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 APA, ICNF Academia, associações empresariais, CCDR, centros de investigação, INE, DGEG, DGRM, IPMA, LNEC, ONG
2.9.2 - Definir mecanismos de regulação e incentivo para a transição para práticas produtivas e industriais menos poluentes Número de mecanismos regulatórios implementados 1 2029 Legislação publicada Fundos UE, Fundo Ambiental Lei de Bases do Ambiente, RJ CNB RJLPRRARoteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 APA, MF. MAE Academia, ANMP, associações empresariais, associações industriais, BCSD, CCDR, DGEG, ICNF, IGAMAOT, ONG
Objetivo 2.10 - Promover a melhoria da qualidade e o aumento da quantidade de espaços verdes urbanos, integrando princípios ecológicos no planeamento urbano para garantir a recuperação e manutenção dos serviços dos ecossistemas em ambientes urbanizados 2.10.1 - Desenvolver metodologias para avaliar a capacidade dos ecossistemas urbanos em fornecer serviços ambientais, como a regulação térmica, o controlo da poluição e a retenção de águas pluviais, facilitando sua consideração nos processos de decisão territorial Aumento do índice de biodiversidade urbana em áreas intervencionadas 2 2029 Monitorização de áreas intervencionadas Fundos UE, Fundo Ambiental RJIGT, RJ CNB, PNPOT, ENAAC 2030 ICNF, DGT, CCDR Academia, ANMP, APA, associações profissionais de urbanismo e arquitetura paisagista, autarquias, CIM/AM, ONG
2.10.2 - Estabelecer diretrizes para a incorporação da conservação da natureza e do restauro ecológico no planeamento urbano, garantindo que os instrumentos de gestão territorial integram os princípios ecológicos, a conectividade dos ecossistemas e a resiliência climática Número de PMOT que passaram a integrar as diretrizes de biodiversidade urbana 1 2028 PMOT aprovados Fundos UE, Fundo Ambiental RJIGT, RJ CNB, PNPOT. PNRN, ENAAC 2030 ICNF, DGT, ApC, CCDR Academia, APA, ANMP, associações profissionais de urbanismo e arquitetura paisagista, autarquias, CIM/AM, ONG
2.10.3 - Reforçar a integração das infraestruturas verdes e das soluções baseadas na natureza nos instrumentos de financiamento e incentivos públicos, promovendo mecanismos para o envolvimento das autarquias e do setor privado na criação e manutenção de espaços verdes urbanos Volume de investimento mobilizado em infraestruturas verdes urbanas 1 2030 Análise de programas de financiamento publicados Fundos UE, Fundo Ambiental RJIGT, RJ CNB, PNPOT, PNRN, ENAAC 2030 ICNF, DGT, ApC, CCDR Academia, APA, ANMP, associações profissionais de urbanismo e arquitetura paisagista, autarquias, CIM/AM, ONG
Eixo 3 - Valorização Económica e Social da Biodiversidade e da Geodiversidade Eixo 3 - Valorização Económica e Social da Biodiversidade e da Geodiversidade Eixo 3 - Valorização Económica e Social da Biodiversidade e da Geodiversidade Eixo 3 - Valorização Económica e Social da Biodiversidade e da Geodiversidade Eixo 3 - Valorização Económica e Social da Biodiversidade e da Geodiversidade Eixo 3 - Valorização Económica e Social da Biodiversidade e da Geodiversidade Eixo 3 - Valorização Económica e Social da Biodiversidade e da Geodiversidade Eixo 3 - Valorização Económica e Social da Biodiversidade e da Geodiversidade Eixo 3 - Valorização Económica e Social da Biodiversidade e da Geodiversidade Eixo 3 - Valorização Económica e Social da Biodiversidade e da Geodiversidade
Objetivo 3.1 - Fomentar modelos económicos sustentáveis que integrem a biodiversidade e a geodiversidade na oferta de produtos e serviços, promovendo a valorização das áreas classificadas e dos setores estratégicos através de certificação, capacitação e incentivos 3.1.1 - Expandir a abrangência territorial e a operacionalização da certificação Natural.pt, adaptando o modelo às especificidades das Regiões Autónomas e promovendo o desenvolvimento de capacidades locais Número de áreas classificadas integradas na certificação 2 2028 Relatórios de implementação Fundos UE, Fundo Ambiental, PO Regionais Regulamento Natural.pt ICNF, Governos Regionais Associações empresariais, autarquias, CCDR, ONG, produtores locais
3.1.2 - Promover a adesão de novos produtos e serviços à certificação Natural.pt, através da capacitação de produtores, do desenvolvimento de incentivos e da simplificação do processo de reconhecimento Número de novos produtos/serviços certificados 2 2027 Registos de certificação Fundos UE Regulamento Natural.pt ICNF Associações empresariais, autarquias, CCDR, centros de formação, organizações setoriais, produtores locais, empresas de bioeconomia
3.1.3 - Reforçar os canais de comercialização e distribuição dos produtos e serviços certificados Natural.pt, promovendo circuitos curtos de comercialização e valorizando os produtos locais Número de novos canais de distribuição estabelecidos 2 2028 Relatórios de vendas Fundos UE Regulamento Natural.pt ICNF AICEP, associações empresariais, autarquias, CCDR, grandes superfícies comerciais, mercados locais, Turismo de Portugal
3.1.4 - Desenvolver um sistema de comércio eletrónico para produtos certificados Natural.pt, incluindo plataformas digitais e parcerias estratégicas para facilitar a comercialização e promoção, assegurando interoperabilidade com plataformas existentes Plataforma de e-commerce implementada 3 2029 Plataforma digital operacional Fundos UE Regulamento do Comércio Eletrónico, Regulamento Natural.pt ICNF, AMA Associações empresariais, CCDR, empresas tecnológicas, entidades de pagamento eletrónico
3.1.5 - Fortalecer a integração entre o setor empresarial e a conservação da natureza, aprofundando a plataforma Business & Biodiversity e ampliando seus impactes nas áreas classificadas Número de empresas aderentes à iniciativa 1 2027 Protocolos assinados Fundos UE, Mecenato, incentivos fiscais RJ CNB, ENCPE ICNF Academia, associações empresariais, BCSD Portugal, CCDR, entidades gestoras de áreas protegidas, IAPMEI, ONG
3.1.6 - Estabelecer um quadro de valorização e diferenciação das empresas de Turismo de Natureza, fortalecendo a sua contribuição para a conservação da natureza e para as economias locais em áreas classificadas Quadro de valorização publicado 2 2027 Publicação do quadro Fundos UE, Turismo de Portugal RNAAT, RJ CNB, Estratégia para o Turismo 2027 ICNF, Turismo de Portugal Associações de turismo, autarquias, APA, CCDR, empresas do setor, comunidades locais, ONG
3.1.7 - Promover a requalificação sustentável do património edificado, infraestruturas e espaços de uso coletivo localizados em áreas classificadas Número de imóveis/infraestruturas requalificados 2 2029 Relatórios de execução Fundos UE RJIGT, RJ CNB, regimes de edificação em áreas protegidas ICNF, PC, I. P. APA, associações de património, autarquias, CCDR, ONG, Turismo de Portugal
3.1.8 - Desenvolver um modelo de gestão sustentável da visitação em áreas protegidas, através da integração de critérios de capacidade de carga da biodiversidade e da geodiversidade e da avaliação dos seus impactes ecológicos e sociais Número de áreas protegidas com gestão de visitação 1 2028 Publicação do modelo Fundos UE, Fundo Ambiental, taxa de visitação RJ CNB ICNF, CCDR Academia, autarquias, ONG, operadores turísticos, Turismo de Portugal
3.1.9 - Promover o desenvolvimento de cadeias de valor da bioeconomia sustentável baseadas em recursos naturais renováveis, em articulação com o PABS, valorizando produtos florestais não lenhosos, biomassa agrícola e florestal, recursos marinhos e bioprodutos derivados do património natural Número de cadeias de valor de bioeconomia desenvolvidas em áreas classificadas 2 2029 Relatórios de implementação; projetos apoiados Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, PAEC, PABS, Regulamento Natural.pt ICNF, APA Academia, associações florestais e agrícolas, autarquias, empresas de biotecnologia, centros tecnológicos, DGEco, INIAV, IAPMEI, LNEG, ON
Objetivo 3.2 - Promover mecanismos de incentivo à participação ativa das empresas na conservação da natureza e da biodiversidade, através do financiamento de ações de restauro, do apoio a serviços dos ecossistemas e do investimento em investigação e inovação ecológica 3.2.1 - Estabelecer diretrizes nacionais para a avaliação e gestão dos riscos ambientais e impactes sobre a biodiversidade no setor empresarial e financeiro Diretrizes publicadas 1 2027 Publicação das diretrizes Fundos UE, taxa ambiental RJLPRRA, RJAIA, taxonomia da UE para atividades sustentáveis APA, ICNF Academia, associações empresariais, BCSD Portugal, DGEco, IAPMEI, setor financeiro
3.2.2 - Estudar/avaliar a criação de mecanismos de incentivo financeiro e fiscal para empresas que adotem práticas de gestão ambiental responsáveis, incluindo critérios de biodiversidade nos seus processos de produção e cadeias de abastecimento Número de incentivos criados 1 2028 Legislação publicada Fundos UE, incentivos fiscais, créditos fiscais Lei de Bases do Ambiente, Legislação Fiscal, Roteiro para a Neutralidade Carbónica Ministério das Finanças, APA, ICNF Associações empresariais, BCSD Portugal, Consultoras ambientais, Setor financeiro
3.2.3 - Estabelecer um sistema de monitorização e divulgação pública do desempenho empresarial em biodiversidade, promovendo maior transparência, a valorização de boas práticas no mercado e padrões de consumo sustentável Sistema de monitorização implementado 2 2029 Plataforma de divulgação Fundos UE, Fundo Ambiental Diretiva de Relato de Sustentabilidade Empresarial, RNFB APA, ICNF Academia, associações de consumidores, BCSD Portugal, DGEco, IAPMEI, INE, ONG
3.2.4 - Desenvolver um quadro nacional de créditos de natureza, estabelecendo metodologias de quantificação, sistemas de certificação e registos transparentes para mobilizar financiamento empresarial voluntário em projetos de conservação e restauro da biodiversidade Quadro nacional publicado 1 2028 Documento do quadro nacional; metodologias aprovadas; plataforma de registo operacional Fundos UE, Fundo Ambiental, investimento privado voluntário RJ CNB, Roteiro UE para Créditos da Natureza, Taxonomia da UE ICNF, ApC e APA Academia, associações Empresariais, entidades de certificação, proprietários florestais e agrícolas, MF, ONG, setor financeiro
3.2.5 - Desenvolver um mercado voluntário de carbono azul Número de projetos-piloto de carbono azul implementados; Fórum Nacional de Carbono Azul em funcionamento; percentagem de projetos de carbono azul certificados com rigor científico e transparência; diversidade e envolvimento dos agentes participantes (público, privado e comunidades locais) na oferta e procura destes créditos 2 2029 Relatórios do Fórum Nacional de Carbono Azul; registos de transações no mercado voluntário; área com intervenção de restauro Fundos UE, Fundo Ambiental ICNF; ApC DGRM, DGPM, IPMA
Objetivo 3.3 - Promover políticas e práticas de consumo e produção sustentáveis, estimulando a redução do desperdício e do consumo excessivo de recursos naturais através de instrumentos de sensibilização, educação e regulação 3.3.1 - Promover a certificação ecológica de produtos e serviços e da gestão florestal sustentável, a rastreabilidade das cadeias de produção e a redução da pegada ecológica dos bens de consumo Número de esquemas de certificação apoiados 1 2028 Registos de certificações Fundos UE PAEC, ENCPE, ENCDA APA, DGEco Academia, associações de consumidores, associações empresariais, organizações de certificação, ONG
3.3.2 - Desenvolver programas educativos e campanhas nacionais de sensibilização para o consumo responsável, reforçando a literacia sobre ecossistemas, biodiversidade e geodiversidade, promovendo a mudança de padrões de consumo e incentivando a redução dos padrões com impacte ecológico significativo Número de campanhas realizadas 2 2027 Relatórios de execução das campanhas Fundos UE, Fundo Ambiental ENEA, ENCDA, Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento APA, DGPM Academia, autarquias, CCDR, escolas, ICNF, IPMA, ME, Media, ONG, organizações de consumidores, DGC, DGRM
Eixo 4 - Governança e Conhecimento Eixo 4 - Governança e Conhecimento Eixo 4 - Governança e Conhecimento Eixo 4 - Governança e Conhecimento Eixo 4 - Governança e Conhecimento Eixo 4 - Governança e Conhecimento Eixo 4 - Governança e Conhecimento Eixo 4 - Governança e Conhecimento Eixo 4 - Governança e Conhecimento Eixo 4 - Governança e Conhecimento
Objetivo 4.1 - Reforçar a governação participada e colaborativa da conservação da natureza e da biodiversidade, promovendo a corresponsabilização e a valorização do conhecimento local e científico 4.1.1 - Desenvolver, dinamizar e avaliar modelos de gestão partilhada, participativa e de cogestão nas áreas protegidas, na Rede Natura 2000 e dos recursos pesqueiros, integrando mecanismos de monitorização e avaliação que assegurem a efetividade da cogestão na execução de projetos e investimentos Número de planos de cogestão operacionalizados/apoiados 1 2027 Planos de cogestão Fundos UE, Fundo Ambiental, PRR RJ CNB, RJ RN2000, Lei de Bases do Ambiente ICNF, CCDR, DGRM IPMA, Academia, associações locais, associações de pescadores, autarquias, CIM/AM, CCDR, empresas, agências regionais de desenvolvimento, proprietários, gestores de património florestal e agrícola, ONG
4.1.2 - Estabelecer um modelo de governança para o restauro ecológico, que assegure a participação das entidades gestoras, das comunidades locais, dos setores produtivos e das ONGs na implementação e monitorização das ações e resultados dos projetos Número de áreas sob restauro com governança participativa 1 2026 Documento do modelo de governança Fundos UE, Fundo Ambiental, PRR RJ CNB, Plano Nacional de Restauro da Natureza ICNF, APA Academia, associações locais, associações de pescadores, autarquias, CIM/AM, CCDR, empresas, agências regionais de desenvolvimento, proprietários, gestores de património florestal e agrícola, ONG
4.1.3 - Promover a cogestão e a participação ativa dos pescadores e das partes interessadas na gestão da pesca Número de acordos de cogestão estabelecidos no setor pesqueiro 2 2028 Protocolos de cogestão formalizados FEAMP, Mar 2030 PCP, Lei da Pesca, regulamentos específicos de cogestão DGRM, ICNF Academia, associações de pescadores, IPMA, ONG, indústria de processamento, autarquias costeiras, associações de pescadores
4.1.4 - Desenvolver mecanismos colaborativos para a conservação de grupos biológicos estratégicos, como os polinizadores, integrando diferentes setores e políticas na sua proteção e valorização Número de mecanismos colaborativos implementados 2 2029 Protocolos de colaboração Fundos UE, Fundo Ambiental, PEPAC RJ CNB, Estratégia Nacional para os Polinizadores, PEPAC ICNF DGAV, DGADR, associações agrícolas, Academia, Jardins Botânicos e Zoológicos, ONG, empresas agroalimentares
4.1.5 - Estabelecer mecanismos de coordenação e integração entre estratégias de conservação ex situ e in situ da flora autóctone, promovendo a colaboração institucional e a complementaridade de abordagens Mecanismos de coordenação estabelecidos 2 2029 Documento estratégico publicado Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, Estratégia Global para a Conservação de Plantas ICNF, INIAV Jardins Botânicos, Academia, Bancos de Sementes, ONG, autarquias, viveiros florestais
Objetivo 4.2 - Reforçar e atualizar o quadro jurídico e os mecanismos de fiscalização da conservação da natureza, da biodiversidade e da biossegurança, garantindo a implementação efetiva das normas legais e a articulação intersetorial para o seu cumprimento 4.2.1 - Rever e reforçar o quadro legislativo nacional da conservação da natureza e da biodiversidade com relevo para o Cadastro Nacional dos Valores Naturais Classificados e a eliminação de lacunas no que se refere ao património geológico Número de diplomas revistos/publicados 1 2027 Publicação de legislação Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias RJ CNB, Lei de Bases do Ambiente, Estratégia Europeia para a Biodiversidade MAE, ICNF APA, CCDR, MJ, Academia, ONG, ordens profissionais jurídicas
4.2.2 - Criar e implementar um quadro regulamentar no âmbito da biossegurança ambiental Quadro regulamentar publicado 1 2028 Publicação do quadro regulamentar Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, Fundos UE RJ CNB, Protocolo de Cartagena, Diretrizes OMS ICNF, APA DGAV, ASAE, GNR/SEPNA, IA-Saúde, DGS, Academia, entidades de investigação, setor empresarial
4.2.3 - Desenvolver e reforçar os mecanismos legais e de fiscalização para garantir que o comércio de espécies selvagens não põe em risco a sustentabilidade das suas populações Número de mecanismos de fiscalização reforçados 1 2027 Relatórios de fiscalização Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, Fundos UE CITES, RJ CNB, Código Penal ICNF, AT GNR/SEPNA, PSP, PJ, ASAE, Ministério Público, alfândegas, entidades internacionais (INTERPOL, EUROPOL)
4.2.4 - Fortalecer a capacidade técnica e operacional para fiscalização, monitorização e restauro da natureza, através da qualificação dos recursos humanos e do reforço das equipas de vigilância da natureza da ANCNB, técnicos superiores e peritos em biodiversidade e geodiversidade Número de novos vigilantes/técnicos formados 1 2028 Relatórios de atividade Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, Fundos UE RJ CNB, estatuto da carreira de vigilante da natureza ICNF, SG MAE INA, Academia, GNR/SEPNA, escolas profissionais, ONG
4.2.5 - Desenvolver estratégias de capacitação jurídica especializada em conservação da natureza e biodiversidade, fortalecendo a atuação do sistema de justiça na aplicação da legislação ambiental Número de ações de formação jurídica especializada 2 2029 Relatórios de formação Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, Fundos UE RJ CNB, Diretiva sobre Crimes Ambientais CEJ, ICNF Academia, PGR, tribunais, Ordem dos Advogados, ONG, autoridades policiais
4.2.6 - Estabelecer mecanismos de coordenação interinstitucional para a fiscalização ambiental integrada, fortalecendo a articulação entre autoridades competentes no combate às infrações contra a natureza e biodiversidade Mecanismo de coordenação estabelecido 1 2028 Protocolos de cooperação Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, Fundos UE RJ CNB, Lei-Quadro das Contraordenações Ambientais IGAMAOT, ICNF GNR/SEPNA, CCDR, APA, ASAE, AT, PSP, PJ, Ministério Público
4.2.7 - Reforçar os mecanismos de fiscalização e penalização de infrações relacionadas com perda ou comprometimento de estado de conservação de património natural Revisão do regime sancionatório 2 2028 Publicação de legislação Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias RJ CNB, Código Penal, Lei-Quadro das Contraordenações Ambientais MJ, MAE PGR, ICNF, GNR/SEPNA, tribunais, IGAMAOT
4.2.8 - Definir e integrar critérios para a avaliação ambiental de projetos em meio marinho, incluindo limiares de impacte, valorização dos serviços dos ecossistemas e resiliência às alterações climáticas Critérios específicos para meio marinho publicados 2 2029 Publicação dos critérios Fundos UE, Mar 2030 DQEM, RJAIA, PSOEM APA, DGRM ICNF, IPMA, DGPM, CCDR, Academia, consultoras ambientais, ONG, operadores marítimos
Objetivo 4.3 - Fortalecer os instrumentos financeiros, fiscais e de incentivo para apoiar a conservação da biodiversidade e eliminar ou reformular subsídios e incentivos prejudiciais à biodiversidade 4.3.1 - Desenvolver e aprovar um sistema de rastreamento e divulgação da despesa pública, estritamente em conservação da natureza e biodiversidade, garantindo transparência e integração nos relatórios orçamentais Sistema de rastreamento implementado 1 2028 Publicação oficial do sistema Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, Fundos UE Lei de Enquadramento Orçamental, Lei das Grandes Opções do Plano MF, MAE ICNF, APA, INE, Tribunal de Contas, Academia, OCDE
4.3.2 - Estimar o valor económico dos principais serviços dos ecossistemas e desenvolver modelos para sua integração na Conta Satélite do Ambiente e em políticas públicas Estudo de valoração publicado 2 2029 Publicação dos estudos de valoração Fundos UE, Fundo Ambiental SEEA-EA (ONU), RJ CNB ICNF, APA, INE IPMA, Academia, Banco de Portugal, BCSD Portugal, ONG
4.3.3 - Desenvolver metodologias para a remuneração dos serviços dos ecossistemas e a sua integração em medidas de política territorial Metodologias de PSE desenvolvidas 1 2028 Publicação das metodologias Fundos UE, Fundo Ambiental, Mecenato RJ CNB, RJIGT, ICNF, APA IPMA, MF, DGT, CCDR, Academia, ONG, proprietários, empresas, autarquias
4.3.4 - Identificar, avaliar e operacionalizar os incentivos fiscais favoráveis à conservação da natureza, promovendo a sua integração nas políticas de financiamento ambiental Estudo de avaliação publicado 2 2027 Publicação dos estudos Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, Incentivos fiscais Legislação fiscal, Lei do Orçamento do Estado MF, MAE ICNF, AT, Academia, associações empresariais, ONG
4.3.5 - Desenvolver e implementar um plano estruturado para a revisão dos incentivos e subsídios ambientais, priorizando a eliminação gradual dos incentivos e subsídios prejudiciais à biodiversidade e o reforço dos mecanismos de incentivo positivo à conservação Plano de revisão publicado 1 2029 Publicação do plano Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, Fundos UE Lei do Orçamento do Estado, RJ CNB, Compromissos CDB MF, MAE ICNF, APA, DGADR, DGRM, ministérios setoriais, associações empresariais, ONG
4.3.6 - Mobilizar instrumentos financeiros públicos e privados para a execução de projetos de conservação da natureza e biodiversidade, promovendo a diversificação das fontes de financiamento Valor mobilizado para conservação 1 2027 Relatórios financeiros Fundos UE, Fundo Ambiental, obrigações verdes, fundos de impacte RJ CNB, taxonomia da UE para investimentos sustentáveis MAE, MF ICNF, APA, Banca, fundações, empresas, ONG
4.3.7 - Avaliar e propor um mecanismo de financiamento na Lei das Finanças Locais para promover a gestão ativa das áreas protegidas e da Rede Natura 2000, assegurando a articulação entre as entidades gestoras e as autarquias e outras entidades intervenientes na gestão do território Proposta de mecanismo publicada 2 2028 Publicação da proposta Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, transferências para autarquias Lei das Finanças Locais, RJ CNB MF, MAE ANMP, ICNF, DGAL, autarquias, CIM/AM
4.3.8 - Criar mecanismos financeiros que garantam o funcionamento do sistema integrado de prevenção, deteção e controlo, incluindo a implementação dos planos de ação Mecanismos financeiros criados 2 2028 Documentação dos mecanismos financeiros Fundos UE, Fundo Ambiental, taxa de recursos hídricos, taxas ambientais RJ CNB, legislação de taxas ambientais ICNF, APA DGRM, DGADR, MF, GNR/SEPNA, ONG
Objetivo 4.4 - Desenvolver e consolidar sistemas integrados de monitorização e promover a produção e aplicação de conhecimento científico sobre os recursos naturais e a biodiversidade, reforçando a sua utilização na gestão e tomada de decisão 4.4.1 - Reforçar os mecanismos de monitorização e avaliação das políticas e programas nacionais de conservação da natureza, assegurando a sua operacionalização, continuidade e alinhamento com os objetivos estratégicos da ENCNB Sistema de monitorização implementado 2 2028 Relatórios de avaliação periódicos Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, ENCNB 2030 ICNF, APA IPMA, universidades, ONG, CCDR, entidades independentes de avaliação
4.4.2 - Criar um sistema nacional de informação de espécies e habitats utilizando informação do Cadastro de Valores Naturais e de outras fontes Sistema de informação operacional 1 2028 Plataforma digital do sistema Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJ RN2000, INSPIRE ICNF APA, DGRM, IPMA, Academia, ONG, centros de investigação, cidadãos (ciência cidadã), proprietários, gestores florestais e agrícolas
4.4.3 - Consolidar e ampliar os sistemas nacionais de monitorização do estado de conservação de espécies e habitats, integrando diferentes dimensões ecológicas e fatores de pressão Número de sistemas de monitorização implementados 1 2028 Relatórios de monitorização Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, RJ RN2000, DQA, DQEM ICNF APA, DGRM, IPMA, Academia, ONG, Jardins Botânicos e Zoológicos, voluntários
4.4.4 - Implementar um sistema nacional de monitorização de riscos biológicos, incluindo as espécies exóticas invasoras Sistema operacional 1 2029 Plataforma de monitorização Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, Regulamento (UE) n.º 1143/2014 ICNF, APA DGAV, IA-Saúde, INIAV, Academia, GNR/SEPNA, ONG, plataformas de ciência cidadã
4.4.5 - Implementar um sistema integrado de monitorização e resposta à poluição nos ecossistemas terrestres, aquáticos e marinhos Sistema operacional 2 2029 Plataforma de monitorização Fundos UE, Fundo Ambiental, taxa de recursos hídricos DQA, DQEM, RJAIA, Lei de Bases do Ambiente APA, ICNF CCDR, DGRM, IPMA, Academia, laboratórios de referência, autarquias, ONG
4.4.6 - Estabelecer e implementar o Programa Nacional de Monitorização de Geossítios, em articulação com a informação constante no Inventário Nacional de Património Geológico Programa aprovado e implementado 2 2030 Publicação do programa Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, Estratégia Nacional de Geoconservação ICNF, LNEG Academia, autarquias, Geoparques, Museus de Geologia, ONG, empresas de turismo geológico
4.4.7 - Implementar um programa nacional de investigação e inovação em conservação da natureza, promovendo parcerias científicas e mecanismos de financiamento sustentáveis Programa implementado 1 2027 Publicação do programa Fundos UE, FCT, Fundo Ambiental, Mecenato científico Agenda de Investigação e Inovação, RJ CNB FCT, ICNF IPMA, Academia, laboratórios do Estado, centros de investigação, empresas, ONG, fundações
4.4.8 - Desenvolver e implementar um programa nacional de ciência cidadã para monitorização da biodiversidade, estabelecendo plataformas digitais interoperáveis, protocolos de validação científica e mecanismos de integração da informação nos sistemas nacionais Plataforma nacional de ciência cidadã operacional 3 2028 Relatórios de integração de dados Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, INSPIRE ICNF Academia, ONG, centros de investigação, APA, DGRM, IPMA, voluntários, plataformas existentes de ciência cidadã
Objetivo 4.5 - Reforçar o envolvimento de Portugal nos mecanismos internacionais de governação da biodiversidade, promovendo a participação ativa em convenções e acordos globais e a capacitação, transferência de conhecimento e cooperação científica e técnica com países parceiros estratégicos 4.5.1 - Assegurar a participação contínua de peritos em biodiversidade nos trabalhos relacionados com a Convenção da Diversidade Biológica e outras convenções e acordos globais e internacionais Número de convenções com participação ativa de peritos nacionais 1 2027 Registos de participação em reuniões internacionais Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, Fundos UE CDB, CITES, Convenção de Ramsar, Convenção de Berna, outros acordos internacionais MAE, MNE Academia, APA, ICNF, ONG, FCT, IPMA
4.5.2 - Desenvolver diretrizes para a integração de critérios de conservação da natureza e biodiversidade em acordos internacionais, incluindo o comércio livre, e a gestão conjunta de bacias hidrográficas, entre outros Diretrizes desenvolvidas e publicadas 2 2028 Publicação das diretrizes Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias Política externa, RJ CNB, convenções internacionais MNE, MAE Academia, APA, DGPE, ICNF
4.5.3 - Reforçar os fluxos financeiros nacionais destinados ao cumprimento de compromissos internacionais em matéria ambiental e de biodiversidade Valor dos fluxos financeiros alocados 2 2029 Relatórios financeiros Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, APD, Contribuições voluntárias Acordos multilaterais ambientais, Quadro Global de Biodiversidade MNE, MF Camões IP, MAE, ICNF, ONG internacionais
4.5.4 - Desenvolver a cooperação internacional em biodiversidade, incluindo mecanismos de monitorização à escala ibérica e europeia e um plano de atividades para processos multilaterais no âmbito da capacitação, da transferência de conhecimento e da cooperação científica e técnica Número de programas de cooperação estabelecido 2 2028 Acordos de cooperação APD, Fundos UE, Horizonte Europa Acordos bilaterais e multilaterais, estratégia de cooperação MNE, MAE Academia, Camões I. P., CPLP, ICNF, laboratórios do Estado
4.5.5 - Estabelecer acordos interinstitucionais e comunitários para garantir a gestão eficaz da pesca em áreas marinhas protegidas sob jurisdição nacional Número de acordos estabelecidos 2 2030 Acordos publicados FEAMP, Mar 2030, Fundos UE PCP, DQEM, RJ CNB DGRM, MNE Associações de pescadores, ICNF, IPMA, ONG, Organizações Regionais de Pesca
Objetivo 4.6 - Reforçar a comunicação sobre o valor do património natural e dos serviços dos ecossistemas, integrando a educação ambiental e a participação social 4.6.1 - Reforçar a componente teórica e teórico-prática sobre biodiversidade e geodiversidade nos programas escolares de todos os níveis de ensino, dando ênfase à componente de contacto com a natureza nos ciclos de ensino básico Número de programas escolares atualizados 1 2028 Programas curriculares Fontes de financiamento nacional ou regional/receitas próprias, Fundos UE ENEA, Lei de Bases do Sistema Educativo ME, MAE APA, escolas, Academia, centros de ciência viva, centros de formação de professores, DGE, ICNF, IPMA, ONG
4.6.2 - Criar um programa de capacitação de agentes institucionais e profissionais, através de cursos presenciais e plataformas digitais, sobre conservação da natureza e biodiversidade e boas práticas de gestão do património natural Programa implementado 1 2027 Plataformas de formação Fundos UE, Fundo Ambiental ENEA, RJ CNB ICNF, APA Academia, associações profissionais, empresas, INA, ONG, Administração Pública; organizações de produtores florestais, fundações
4.6.3 - Atualizar o sistema digital de informação do ICNF sobre património natural e espécies exóticas invasoras, melhorando a acessibilidade, usabilidade e atualidade da informação e promover a sua divulgação e publicitação Sistema atualizado e operacional 2 2028 Plataforma digital Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, Lei do Acesso à Informação Ambiental ICNF, AMA Academia, fundações, ONG
4.6.4 - Criar um sistema de divulgação dos riscos associados às espécies exóticas invasoras e dos resultados de projetos de controlo e erradicação, incluindo informação sobre a eutanásia de espécies animais e promover a sua divulgação e publicitação Sistema de divulgação implementado 1 2027 Plataforma de divulgação Fundos UE, Fundo Ambiental RJ CNB, Regulamento (UE) n.º 1143/2014, ENEA ICNF Autarquias, Academia, APA, DGAV, fundações, media, ONG, organizações de proteção animal
4.6.5 - Desenvolver um programa nacional de capacitação de professores e escolas para a utilização de ciência cidadã como recurso educativo, promovendo a literacia ecológica e a participação dos alunos na monitorização da biodiversidade Número de escolas participantes em projetos de ciência cidadã 3 2028 Registos de projetos escolares de ciência cidadã Fundos UE, Fundo Ambiental ENEA, RJ CNB ME, ICNF DGE, APA, DGPM, IPMA, Academia, centros de formação de professores, ONG, centros de ciência viva, plataformas de ciência cidadã, agrupamentos de escolas

Acrónimos:

AG PEPAC - Autoridade de Gestão do PEPAC no Continente.

AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

AMA - Agência para a Modernização Administrativa.

ANMP - Associação Nacional de Municípios Portugueses.

APA - Agência Portuguesa do Ambiente.

APD - Ajuda Pública ao Desenvolvimento.

ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

AT - Autoridade Tributária.

BCSD - Business Council for Sustainable Development (Portugal).

CDB - Convenção sobre Diversidade Biológica.

CCDR - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

CEJ - Centro de Estudos Judiciários.

CITES - Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção.

CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

DGADR - Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

DGAL - Direção-Geral das Autarquias Locais.

DGAV - Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

DGC - Direção-Geral do Consumidor.

DGE - Direção-Geral da Educação.

DGEco - Direção-Geral da Economia.

DGEG - Direção-Geral de Energia e Geologia.

DGPE - Direção-Geral de Política Externa.

DGPM - Direção-Geral de Política do Mar.

DGRM - Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos.

DGS - Direção-Geral da Saúde.

DGT - Direção-Geral do Território.

DQA - Diretiva-Quadro da Água.

DQEM - Diretiva-Quadro Estratégia Marinha.

EDM - Empresa de Desenvolvimento Mineiro.

ENCDA - Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar.

ENCNB - Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade.

ENCPE - Estratégia Nacional para as Compras Públicas Ecológicas.

ENAAC - Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas.

ENEA - Estratégia Nacional de Educação Ambiental.

ENF - Estratégia Nacional para as Florestas.

ESTAMO - Participações Imobiliárias, S. A.

FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

FEADER - Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural.

FEAMP - Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas.

GNR - Guarda Nacional Republicana.

GPP - Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral.

IA-Saúde - Instituto de Administração da Saúde.

IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação.

ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

IFAP - Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas.

IGAMAOT - Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.

IGT - Instrumentos de Gestão Territorial.

INA - Instituto Nacional de Administração.

INE - Instituto Nacional de Estatística.

INIAV - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária.

INSPIRE - Infraestrutura de Informação Geográfica na Europa.

IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia.

MAE - Ministério do Ambiente e Energia.

ME - Ministério da Educação.

MF - Ministério das Finanças.

MJ - Ministério da Justiça.

MNE - Ministério dos Negócios Estrangeiros.

OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

OECM - Outras Medidas Efetivas de Conservação Baseadas na Área.

OMS - Organização Mundial da Saúde.

ONG - Organizações Não Governamentais.

ONU - Organização das Nações Unidas.

PAC - Política Agrícola Comum.

PAEC - Plano de Ação para a Economia Circular.

PANCD - Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação.

PC, I. P. - Património Cultural, I. P.

PCP - Política Comum de Pescas.

PDR - Programa de Desenvolvimento Rural.

PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum.

PGF - Plano de Gestão Florestal.

PGR - Procuradoria-Geral da República.

PJ - Polícia Judiciária.

PNAC - Programa Nacional para as Alterações Climáticas.

PNDFCI - Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios.

PNEC - Plano Nacional de Energia e Clima.

PNPOT - Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território.

PNRN - Plano Nacional de Restauro da Natureza.

PO - Programa Operacional.

PSOEM - Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo.

PRR - Plano de Recuperação e Resiliência.

PSE - Pagamento por Serviços dos Ecossistemas.

PSP - Polícia de Segurança Pública.

RGVAA - Recursos Genéticos para a Alimentação e a Agricultura.

RJ CNB - Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

RJAIA - Regime Jurídico de Avaliação de Impacte Ambiental.

RJIGT - Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial.

RJLPRRA - Regime Jurídico da Prevenção e Reparação de Danos Ambientais.

RNAAT - Registo Nacional dos Agentes de Animação Turística.

RNFB - Regime de Neutralidade Fiscal Brasileira.

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