Decreto Legislativo Regional n.º 2/2003/A — Aprova o Plano Regional para 2003

Tipo Decreto-Legislativo-Regional
Publicação 2003-01-24
Estado Em vigor
Texto Tal como publicado
Ministério Região Autónoma dos Açores - Assembleia Legislativa Regional
Fonte DRE
artigos 2

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Aprova o Plano Regional para 2003

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Aprova o Plano Regional para 2003

A Assembleia Legislativa Regional dos Açores, nos termos da alínea p) do n.º 1 do artigo 227.º e do n.º 1 do artigo 232.º da Constituição e da alínea b) do artigo 30.º e do n.º 1 do artigo 34.º do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, decreta o seguinte:

Artigo 1.º

É aprovado o Plano Regional para 2003.

Artigo 2.º

É publicado em anexo ao presente diploma, dele fazendo parte integrante, o documento contendo o Plano Regional para 2003.

Aprovado pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores, na Horta, em 13 de Novembro de 2002.

O Presidente da Assembleia Legislativa Regional, Fernando Manuel Machado Menezes.

Assinado em Angra do Heroísmo em 19 de Dezembro de 2002.

Publique-se.

O Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores, Alberto Manuel de Sequeira Leal Sampaio da Nóvoa.

Introdução

O Plano Regional para 2003, aprovado pela Assembleia Legislativa Regional, em 13 de Novembro do corrente ano, foi preparado num contexto de alguma incerteza quanto à evolução da envolvente externa da economia regional. A manutenção de alguns sinais de perturbação na evolução das principais economias internacionais, a degradação da situação sócio-económica a nível nacional e o incumprimento de compromissos assumidos para com a Região conduziram a uma proposta de reprogramação financeira do Plano a Médio Prazo 2001-2004, com especial incidência para o biénio de 2003-2004.

O Plano Regional para 2003, que a seguir se apresenta, resulta de um trabalho intenso, a nível político e técnico, no sentido de se manterem válidas as grandes linhas de orientação estratégica para o investimento público, consagradas no Plano a Médio Prazo, num quadro de grande realismo e rigor nas opções definidas, procurando-se manter o rumo de desenvolvimento económico e social em curso no espaço regional, evitando-se o alastramento à Região dos sinais exteriores de crise e de quebra de confiança dos agentes económicos e sociais.

A programação financeira do investimento público associado a este Plano traduz uma despesa pública de investimento de 397 milhões de euros, dos quais 211,3 milhões constituem dotação do Plano, 48,2 milhões de euros de investimento serão promovidos por organismos e fundos autónomos, 58,5 milhões serão despendidos em projectos da responsabilidade das empresas públicas regionais, sendo os restantes 79 milhões provenientes de fundos comunitários e nacionais não incluídos na programação normal do Plano.

A estrutura do Plano para 2003 compreende quatro grandes capítulos, em que no primeiro se aborda aspectos relativos sobre o enquadramento externo, internacional e nacional, e apresentados alguns elementos sobre a evolução da economia regional; no segundo capítulo apresentam-se os objectivos gerais da política de investimento público, bem como as políticas sectoriais a prosseguir; no terceiro capítulo referem-se os valores de investimento público associado ao Plano e um ponto de situação sobre a execução dos programas e iniciativas comunitárias com incidência na Região e, finalmente, no quarto capítulo é apresentada toda a programação financeira e material, complementada por informação desagregada a nível de acção, em quadros anexos.

I - ENQUADRAMENTO

1 - Enquadramento externo

1.1 - SITUAÇÃO DA ECONOMIA INTERNACIONAL

Depois da significativa desaceleração da actividade económica internacional no ano de 2001, começam a observar-se sinais de retoma, associados à reabsorção de excedentes de stocks, aos investimentos em áreas sensíveis, designadamente nas tecnologias de informação, traduzindo os indicadores económicos de confiança expectativas mais favoráveis do que as esperadas inicialmente. Para esta evolução contribuiu a sustentação da política orçamental e o estímulo que os fracos níveis das taxas de juro representam para o investimento e consumo. Assim, é estimada uma certa aceleração no crescimento da produção mundial, a partir da taxa de 2,5% constatada em 2001. Esta evolução decorrerá do desempenho das economias ou zonas económicas mais significativas em termos de produção, alargando-se depois ao comércio internacional.

A retoma da produção favorecerá o reforço da margem de actuação das políticas monetárias e orçamentais no sentido de um crescimento mais sustentado através da repartição de riscos entre os agentes económicos e de medidas de consolidação nas finanças públicas. Neste contexto, além das condições que se levantam nas áreas monetárias e de finanças públicas, as trocas comerciais nos mercados internacionais assumem particular relevo no processo de reequilíbrio económico.

Os países em desenvolvimento e em transição não foram muito atingidos com a desaceleração de 2001, mantendo níveis de crescimento na produção e no comércio internacional superiores aos dos países industrializados, o que se espera continuar nos próximos anos. Todavia, e como a crise na Argentina parece evidenciar, a evolução global envolve situações específicas muito contrastadas.

Assim, a evolução da actividade económica internacional no futuro próximo será condicionada por um certo crescimento que poderá exercer pressão ao nível dos preços, mesmo que haja estabilidade nos mercados de matérias primas, e, também, acentuar o desequilíbrio na balança corrente americana, levantando questões de financiamento. Ainda a curto prazo, os níveis de desemprego e os problemas nos mercados de trabalho podem contribuir para que as famílias adiem as suas despesas de consumo.

No que se refere ao preço internacional do petróleo, espera-se uma evolução em linha com os preços nos mercados de futuros, projectando-se em 2002 a manutenção dos preços do barril próximos do verificado em 2001 e uma ligeira redução para 2003.

Além de tensões que possam ocorrer, o crescimento sustentado a médio prazo pressupõe o seu alargamento ao comércio internacional que, por sua vez, não deverá ser desincentivado por medidas proteccionistas, como o exemplo da decisão dos Estados Unidos sobre os produtos de aço. Aliás, as expectativas de retoma de crescimento económico a partir do ano 2001 baseiam-se sobretudo na evolução recente da conjuntura nos Estados Unidos, tendo em consideração que aquela economia é responsável por cerca de um quarto da produção mundial. No caso mais particular dos países que integram a área do euro, os quais representam perto de dois terços do comércio externo português, projecta-se uma certa reanimação económica a partir do 2.º semestre de 2002 e ao longo de 2003, reflectindo nomeadamente um ambiente externo mais dinâmico e alguma recuperação da confiança dos agentes económicos.

Indicadores económicos

(ver quadro no documento original)

1.2 - SITUAÇÃO DA ECONOMIA NACIONAL

No final do corrente ano de 2002, o ritmo de crescimento da actividade económica deverá manter a tendência de abrandamento, estimando-se um aumento do PIB entre 0,5 e 1 por cento. Para 2003, antecipa-se uma ligeira aceleração, proporcionada essencialmente por um crescimento das exportações, no pressuposto de uma certa reanimação do ambiente económico internacional. Do lado da procura interna, espera-se apenas uma recuperação muito ligeira dos níveis de crescimento do consumo privado, já que o consumo público e o investimento terão praticamente uma variação nula em relação ao ano anterior.

O consumo privado deverá manter um ritmo de crescimento moderado, tendo subjacente um crescimento médio anual de um por cento do rendimento disponível dos particulares. A variação projectada para 2003 corresponde à continuação do processo de reajustamento do nível de despesa das famílias iniciado a partir de 1999. Ao nível do consumo público, o processo de consolidação orçamental implicará uma redução real do nível de despesa.

No corrente ano de 2002 manter-se-á a tendência de diminuição dos valores da formação bruta de capital fixo, antecipando-se para 2003 uma variação praticamente nula. Se durante o corrente ano, quer o investimento privado quer o público conheceram uma variação real negativa, para 2003 espera-se que uma ligeira recuperação do investimento privado seja suficiente para contrabalançar a continuação da redução do investimento público.

Nas trocas com o exterior, apenas em 2003, a conjuntura internacional deverá permitir uma recuperação efectiva da procura das exportações portuguesas, pese embora os níveis de incerteza quanto á evolução das principais economias, designadamente as da Europa Comunitária. A ligeira reanimação da procura interna, ao nível do consumo privado e do investimento empresarial, deverão determinar uma variação real positiva das importações.

Se em 2001, a variação média anual do índice harmonizado de preços ao consumidor atingiu os 4,4%, estimando-se que em 2002 se venha a situar no intervalo 3,5 a 4,5%, para 2003, se se mantiver o ritmo de crescimento de salários e um ritmo moderado dos preços das importações, o nível de crescimento de preços no consumo poderá situar-se entre os 2 a 4%, atendendo também a que as repercussões do aumento do IVA far-se-ão sentir, em termos do índice, em 2002.

No mercado de trabalho, é de prever que o menor crescimento do emprego possa originar um aumento do desemprego. Contudo, face á sensibilidade que a taxa de actividade tem demonstrado em relação ao ciclo económico, a taxa de desemprego não deverá ultrapassar os 5% da população activa.

Quadro macroeconómico

(Taxas de crescimento em volume)

(ver quadro no documento original)

2 - Situação regional

2.1 - RECURSOS HUMANOS

Após a publicação de alguns resultados preliminares do XIV Recenseamento Geral da População, estão já disponíveis alguns dados provisórios, os quais, não alteraram em substância os anteriormente conhecidos.

Deste modo, confirma-se a tendência global de crescimento da população residente nos Açores, cerca de mais 4 mil indivíduos em relação ao recenseamento de 1991. Este crescimento populacional verificou-se com maior expressão nas ilhas de S. Miguel e do Corvo, e em menor escala na Terceira e Faial, compensando a tendência de perda de população nas restantes ilhas, com variações relativas mais expressivas na Graciosa e nas Flores.

Evolução da população residente

(ver quadro no documento original)

Em termos da evolução da estrutura etária da população, no decénio entre os últimos recenseamentos, verificou-se um certo envelhecimento da população açoriana, quer na base da pirâmide etária (menor proporção de jovens), quer no topo (maior peso relativo dos idosos). Porém, poder-se-á ainda considerar que a população residente nos Açores é relativamente jovem, quando comparada com a situação geral do país, em que o índice de envelhecimento (pop. com 65 e mais anos / pop. dos 0-14 anos) atinge os 102,6%, enquanto na Região aquela relação queda-se pelos 60,9%.

Face à redução efectiva da emigração, a proporção da população em idade activa aumentou significativamente, o que originou a uma redução dos índices de dependência, constituindo porém um desafio ao mercado de trabalho, para ocupação deste segmento da população.

Estrutura etária da população

(ver quadro no documento original)

Índices demográficos

(ver quadro no documento original)

No que concerne ao grau de instrução da população açoriana, mercê do forte investimento no sector da educação, começa-se a observar alguma aproximação aos valores médios nacionais. A partir dos escassos dados disponíveis e ainda sem desagregação a nível de idades, observa-se ainda que uma menor proporção da população na Região atingiu ou frequenta os níveis de ensino mais elevados. De registar ainda que cerca de 23,5% da população dos Açores se encontra a frequentar os diversos níveis de ensino, enquanto a nível nacional aquela relação não ultrapassa os 20,3%.

População residente (2001) - Nível de instrução

(ver quadro no documento original)

2.2 - ASPECTOS MACROECONÓMICOS

Produto interno bruto

Estando somente disponíveis os valores do produto interno bruto até 1999, ano em que se apurou um valor de 1837 milhões de euros, poder-se-á constatar que a partir de 1997 se assistiu à convergência real com o conjunto do país.

Essa convergência real verificou-se não só em termos absolutos, tomando em consideração o peso relativo do PIB da região, no contexto nacional, como também em termos da capitação da riqueza produzida. Com efeito, após quebra destes indicadores relativos verificada até 1997, a partir daquele ano, conforme se constata a partir dos gráficos, construídos a partir dos dados do INE, observa-se uma recuperação efectiva da posição regional, pese embora, o facto de em 1999, o PIB per capita nos Açores representar ainda menos de 70%, do valor médio nacional, o que indicia a necessidade de manter o esforço de desenvolvimento económico em curso.

(ver gráficos no documento original)

Mercado de emprego

Através da informação estatística apresentada nos Inquéritos ao Emprego, poder-se-á deduzir que continua a aumentar a população activa dos Açores, sendo superior o crescimento da população empregada, o que proporcionou uma redução efectiva do desemprego.

Com efeito, em 2001, ter-se-ão criado perto de 3,3 mil postos de trabalho, suficientes para ocupar 2,7 mil novos activos e reduzir em cerca de 6 centenas o número de desempregados. A taxa de desemprego em 2001 na Região rondou os 2,4%, valor inferior ao da média nacional, 4,1%.

Os elementos mais recentes sobre o emprego, obtidos a partir do Inquérito ao Emprego do 2º trimestre do corrente ano de 2002, permitem concluir que se mantém valores elevados de empregabilidade da mão de obra disponível, traduzindo-se numa taxa de desemprego de apenas 2,2% da população activa.

Estatísticas do emprego

(ver quadro no documento original)

Sendo a taxa de desemprego apurada inferior, inclusivamente ao valor de desemprego considerado como o normal numa situação em que, em termos técnicos, se pode considerar de pleno emprego, o nível de crescimento da actividade económica, designadamente nos sectores da construção civil, obras públicas e alguns serviços, tem ocupado mão de obra oriunda do exterior, estimando-se que na Região se encontrem a trabalhar actualmente perto de 2400 trabalhadores estrangeiros.

Preços

Em virtude de no ano de 2000 se ter registado um valor histórico, por ter sido dos mais baixos de sempre, para o ritmo de crescimento anual dos preços no consumo, apenas 1,9%, era antecipável que, pelo crescimento dos preços verificado no país e pelo próprio processo de cálculo da inflação, em períodos subsequentes se registassem reajustamentos na taxa de inflação na Região. Com efeito, em 2001, o crescimento anual dos preços no consumo, excluindo a habitação, ainda foi inferior ao registado no contexto nacional. Porém, os dados mais recentes, reportados a Julho do corrente ano de 2002, apontam para uma ligeira aceleração do crescimento dos preços, mantendo-se porém dentro de valores próximos dos registados no conjunto do país.

Índice de preços no consumidor - Total, excepto habitação

Variação média dos últimos 12 meses

(ver quadro no documento original)

2.3 - ASPECTOS SECTORIAIS

Pelos indicadores simples relativos a diversos sectores de actividade económica, poder-se-á inferir que a conjuntura económica se caracteriza por uma evolução favorável.

Com efeito, em 2001, apesar de alguns indicadores económicos da actividade primária apresentarem algumas variações negativas, no cômputo geral, considerando os demais dados, observaram-se crescimentos reais da produção económica, em especial no sector da construção e obras públicas e, em particular, nas actividades relacionadas com o turismo, sector que conheceu um crescimento exponencial naquele ano.

Através da informação estatística mais actualizada que vai sendo disponibilizada, a comparação dos dados apurados para 2002 com os dos períodos homólogos do ano de 2001, permite com alguma segurança concluir pela manutenção de tendência de crescimento, porventura de forma mais generalizada a todos os sectores e com ritmos de crescimentos mais ajustados a um aumento de produção seguro e sustentável.

Indicadores simples de conjuntura - Variações homólogas

(ver quadro no documento original)

II - PRIORIDADES E POLÍTICAS SECTORIAIS

1 - Prioridades de intervenção em 2003

As grandes linhas de orientação de política económica e social a prosseguir pelo VIII Governo Regional dos Açores para o ano de 2003, fundam-se no programa de governo aprovado pela Assembleia Legislativa Regional, estando as principais linhas de orientação para o investimento público definidas no Plano a Médio Prazo 2001-2004.

No quadro das disponibilidades financeiras existentes para 2003, procurar-se-á reforçar ainda mais os mecanismos conducentes à eficácia e rigor na afectação dos recursos públicos, sem deixar de cumprir os compromissos assumidos, evitando-se, porém, a concretização de despesa pública, sem que haja uma justificação forte e evidente para o fazer, num contexto de uma correcta articulação e partilha de responsabilidades entre a intervenção do governo regional, das autarquias locais, das empresas com capitais maioritariamente públicos e das demais entidades públicas. Manter-se-ão os compromissos assumidos no âmbito do 3.º Quadro Comunitário de Apoio, maximizando-se o aproveitamento dos fundos estruturais, quer no âmbito dos programas de base regional, contratualizados com a União Europeia, quer também pelo acesso de entidades regionais a programas nacionais/sectoriais, a iniciativas comunitárias e ao Fundo de Coesão, conforme devidamente acordado e estabelecido em sede de negociação do actual período de programação dos apoios comunitários.

Neste contexto, sem prejuízo de ajustamentos de ordem financeira, é possível manter firme o quadro de grandes objectivos de desenvolvimento traçados e as prioridades de intervenção pública. Para 2003, em termos operacionais, fixam-se os seguintes objectivos anuais:

Manter a dinâmica de crescimento económico

Os indicadores sobre a conjuntura económica regional apontam, na sua generalidade, para a manutenção do crescimento da actividade económica regional. É prioridade da política económica regional manter e consolidar esta dinâmica, despistando, corrigindo e atenuando factores de perturbação de ordem externa, com vista à sustentabilidade do processo de crescimento da economia e dos níveis de confiança dos agentes económicos.

Ao nível dos instrumentos serão aplicados os sistemas de incentivos de base regional ao investimento privado, em articulação com outros sistemas de base nacional, onde a escolha dos projectos a apoiar financeiramente terão em conta o mérito das propostas apresentadas, num contexto de reforço dos critérios de selectividade. Em complemento, o investimento público orientar-se-á também para a oferta de economias externas à actividade empresarial, pela construção/modernização de infra-estruturas e equipamentos, necessários à minimização de estrangulamentos e bloqueios à actividade produtiva. A programação financeira deste Plano Anual contém elementos de articulação das acções e projectos a desenvolver pelo Governo Regional, pelas Autarquias Locais, pelo Sector Público Empresarial, pelos Organismos e Fundos Autónomos, em ordem ao aproveitamento das sinergias resultantes da intervenção destes agentes de desenvolvimento, no quadro do equilíbrio espacial de afectação dos recursos públicos, por forma a que se façam sentir em todas as parcelas do território regional o esforço de desenvolvimento e de progresso, respeitando os necessários equilíbrios ambientais.

Promover a coesão social

A dinâmica de desenvolvimento dos anos mais recentes tem proporcionado taxas de desemprego da população activa relativamente baixas, originando inclusivamente fluxos migratórios de activos para trabalhar na Região. A par da necessária vigilância e acompanhamento da evolução do mercado de trabalho, prosseguirá o esforço de formação profissional que, em conjugação com a progressiva melhoria do sistema de ensino, promova a empregabilidade dos activos num ambiente de progresso, constituindo também uma alavanca para níveis crescentes da produtividade do factor trabalho.

Por outro lado, reforçam-se os mecanismos em ordem ao combate à exclusão do processo de desenvolvimento de segmentos da população mais vulneráveis, através de uma política activa de solidariedade e de coesão social, conferindo-se prioridade à prevenção e redução da pobreza, das toxicopendências, e à oferta de uma resposta eficaz às necessidades mais prementes, num quadro de articulação dos investimentos públicos na educação, na saúde, na protecção social, na habitação, na formação profissional, numa perspectiva global de promoção de igualdade de oportunidades.

Defender o interesse regional nos planos nacional e comunitário

No actual contexto nacional de consolidação orçamental, torna-se prioritário a defesa do interesse regional, no respeito pelo quadro legal existente, em ordem a não se comprometer o esforço de desenvolvimento que os agentes económicos e sociais, públicos e privados, têm desenvolvido na Região. Por outro lado, terão que se manter firmes os compromissos assumidos anteriormente no âmbito da preparação do actual Quadro Comunitário de Apoio, no que se relaciona com o acesso de entidades regionais a programas nacionais/sectoriais, a iniciativas comunitárias e ao Fundo de Coesão.

Será ainda conferida particular atenção a todos os desenvolvimentos da reformulação de políticas comuns europeias, em ordem à defesa da especificidade regional, em sectores fundamentais da base económica da Região, bem como à participação activa no debate em curso sobre o futuro da Europa e o novo enquadramento institucional e político da União Europeia, tendo nomeadamente em conta os trabalhos da Convenção sobre o Futuro da Europa e o horizonte estabelecido pela Cimeira Intergovernamental de 2004.

No quadro estrito da execução dos fundos estruturais atribuídos à Região, o ano de 2003 coincidirá com o processo de avaliação intercalar do PRODESA com implicações ao nível do seu possível reforço financeiro, pela atribuição das reservas de eficiência e de programação, e com o arranque pleno da iniciativa comunitária INTERREG, em que a Região beneficia de co-financiamentos comunitários com alguma expressão.

2 - Políticas sectoriais

DINAMIZAR O CRESCIMENTO E COMPETITIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL

Agricultura

Pescas

Turismo

Medidas de Enquadramento - Diplomas Legais

Prioridades da Política Sectorial

Principais Empreendimentos/Realizações

Indústria e artesanato

O apoio aos investimentos com influência nas áreas de Inovação Tecnológica, dos sistemas de higiene e segurança no trabalho e na gestão e manutenção da qualidade irá permitir às empresas uma melhoria da produtividade e competitividade que contribuirá para um desenvolvimento sustentado da Economia Regional. Assim, as principais orientações estratégicas são:

Comércio

A crescente globalização e internacionalização das economias, o inevitável processo de abertura do mercado regional, as mudanças nos padrões de consumo e no modo de vida dos cidadãos vieram agudizar a necessidade de consolidação e modernização do comércio. O aparecimento de novas modalidades de comércio e a expansão do comércio electrónico têm conduzido a níveis acrescidos de concorrencialidade e a algumas perturbações, pelo que é importante o acompanhamento do enquadramento económico em cada momento e a implementação de medidas que permitam corrigir as evoluções desfavoráveis.

A modernização do sector comercial, apoiada nos sistemas de incentivos de âmbito regional e nacional, constitui, na sua essência, um importante instrumento que permite assegurar uma capacidade de adaptação constante na preparação de respostas inovadoras. Para além de que importa prosseguir com o desenvolvimento de acordos de cooperação com as empresas e associações empresariais, com vista ao reforço da competitividade das empresas, sendo fundamental alargar esse esforço de cooperação ao sector produtivo.

Simultaneamente é imprescindível o apoio à dinamização da defesa dos direitos dos consumidores, através das suas associações e do reforço da actividade fiscalizadora da Inspecção Regional das Actividades Económicas e de outras entidades com competência na matéria. Assim as principais medidas a desenvolver são:

Apoio ao investimento privado

Os incentivos a conceder através do Programa 10 - Sistema de Incentivos enquadram-se nos apoios previstos no SIDER - Sistema de Incentivos para o Desenvolvimento Regional dos Açores, criado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 26/2000/A, de 10 de Agosto, e regulamentado pelos Decretos Regulamentares Regionais n.os 4/2001/A, 5/2001/A e 6/2001/A, todos de 6 de Junho. As prioridades da política sectorial para 2003 são essencialmente as seguintes:

AUMENTAR OS NÍVEIS DE EFICIÊNCIA DOS EQUIPAMENTOS E DAS INFRA-ESTRUTURAS DE DESENVOLVIMENTO

Transportes terrestres

Transportes marítimos

Atendendo, ao caracter arquipelágico dos Açores os transportes marítimos assumem um papel fundamental no desenvolvimento económico e social da Região pelo que o Governo Regional dos Açores, irá dar continuidade a política de intervenção nas infra-estruturas portuárias, de consolidação, ampliação e reequipamento dos portos comerciais, a par da promoção do transporte marítimo de passageiros e do apoio à modernização da frota dos navios do tráfego local

Como principais empreendimentos distinguem-se:

Transportes aéreos

Os transportes aéreos são fundamentais à mobilidade de pessoas no arquipélago e deste para o Continente Português, tal como para outras partes do mundo e assumem uma importância vital para o desenvolvimento do Turismo na Região.

O Governo Regional dos Açores tem vindo a desenvolver esforços no sentido de:

Assim, e na sequência de todas as medidas já implementadas, ir-se-á continuar uma política de melhoria das condições de operacionalidade.

Como medidas prioritárias, ter-se-á:

Energia

Relativamente a este sector as principais linhas de orientação são:

Ciência e tecnologia

A principal linha orientadora deste sector continuará a ser a implementação de meios e instrumentos que permitam o efectivo melhoramento e desenvolvimento da Sociedade de Informação nos Açores, das áreas de Investigação e Desenvolvimento, Formação e Divulgação Científica e Tecnológica e de Inovação Científica, no sentido de se cumprirem os objectivos de progresso nas áreas da Ciência e Tecnologia na Região.

Assim, assumem particular destaque as seguintes acções e empreendimentos:

VALORIZAR E AUMENTAR OS NÍVEIS DE PROTECÇÃO DA SOCIEDADE AÇORIANA

Educação

Medidas de enquadramento - diplomas legais / alterações aos existentes / adaptação de diplomas nacionais / directivas comunitárias

O Plano de Investimentos na área da Educação enquadra-se na política e objectivos traçados na Carta Escolar da Região aprovada em Conselho do Governo em 6 de Janeiro de 2000.

Prioridades da política sectorial para 2003

As prioridades de investimento para 2003 definem-se nesta ordem:

1) Garantir a satisfação dos compromissos já assumidos;

2) Potencializar e racionalizar a utilização dos Fundos Comunitários do Programa PRODESA;

3) Continuar a política de actualização e adaptação do parque escolar ao longo das linhas estratégicas definidas na Carta Escolar

4) Continuar com a política de transferências financeiras para os Fundos Escolares para a manutenção e reparação das instalações escolares.

Principais empreendimentos / realizações a concluir e/ou a iniciar neste período anual

EB2,3 dos Ginetes

EBI do Topo

EB/JI do Pico da Urze

EB/JI da Carreirinha

Requalificação da EB2,3 Roberto Ivens

Adaptação ao Ensino Secundário e grande reparação da EB 2,3/S Bento Rodrigues;

Adaptação ao Ensino Secundário da EB 2,3/S Padre Maurício de Freitas;

Adaptação ao Ensino Secundário e Grande Reparação da EB 2,3/S S. Cruz da Graciosa;

Remodelação e Ampliação da EB/JI da Carreira - Castelo Branco.

Juventude e emprego e formação profissional

As alterações previstas não implicam directamente as políticas sectoriais, no âmbito da definição do Plano de Actividades para 2003

Prioridades da Política sectorial para 2003:

Principais empreendimentos

Saúde

Tendo em conta os conteúdos, das Políticas Sectoriais para o Sector da Saúde do VIII Governo Regional, não existe nenhum enquadramento legal que venha a interferir na execução dos projectos e compromissos assumidos para 2003.

Prioridades da política sectorial para 2003.

Principais empreendimentos / realizações a concluir e/ou a iniciar neste período anual.

Solidariedade e segurança social

Prevenir e reduzir a pobreza, promover a inclusão social, desenvolver a rede de serviços e equipamentos sociais respondendo de modo eficaz e eficiente às necessidades das categorias sociais mais desfavorecidas, constitui o objectivo que antecede e subordina a actuação neste sector, no quadro de uma estreita articulação com outros sectores, designadamente, os da educação, da saúde, da habitação e do emprego e formação profissional.

Constituem-se como objectivos instrumentais necessários a prosseguir esta política:

Infância e Juventude

Apoio às pessoas idosas e suas famílias

Apoio às pessoas com deficiência

Desenvolvimento comunitário

Outras acções

Protecção civil

PROMOVER A SUSTENTABILIDADE DO DESENVOLVIMENTO E DA QUALIDADE DE VIDA

Ambiente

I - Medidas de enquadramento (de índole ou incidência legal)

Recursos hídricos

Conservação da natureza

Decreto-Lei nº 565/99 de 21 de Dezembro, que regula a introdução na natureza de espécies não indígenas da flora e da fauna.

Qualidade ambiental

II - Prioridades

Ordenamento do território/recursos hídricos

Conservação da natureza

Qualidade ambiental

Promoção ambiental

III - Principais empreendimentos

Ordenamento do território/recursos hídricos

Conservação da natureza

Qualidade ambiental

Promoção ambiental

Cultura

Medidas de enquadramento

Dinamização de actividades culturais

Alteração do Decreto Regulamentar Regional 6/98/A, de 4 de Novembro relativo ao Regime de Apoios a conceder a actividades culturais consideradas de relevante interesse para a Região e do Decreto Regulamentar Regional 19/2000/A, de 4 de Setembro respeitante ao Sistema Regional de Leitura Pública.

Prioridades

Numa primeira abordagem poderia pensar-se que, perante as constrições financeiras conjunturais, seria delineada uma estratégia defensiva, visando, apenas, preservar o nível já assegurado nos serviços culturais. Contudo, essas restrições se, por um lado, impõem um compreensível estabelecimento de prioridades, por outro lado, obrigam a que a política cultural opte por instrumentos fiáveis de desenvolvimento e que adopte critérios de investimento que diversifiquem a base económica regional e contribuam para a coesão social ao cruzar com sectores económicos em expansão. A preservação e a protecção do património contamina, assim, a promoção e dinamização das várias áreas de expressão e de comunicação articulando, coesa e coerentemente, a actividade das direcções dos serviços do Património e de Acção Cultural. Contudo, as subvenções ao movimento associativo e os impulsos à criação não deverão ser entendidos como meros subsídios para adornos artísticos mas como apoios à gestação de emprego qualificado e como suporte do desenvolvimento pessoal e comunitário, participante, igualitário, descentralizado, democrático, revitalizante do espaço social.

Principais empreendimentos

Dinamização de actividades culturais

Defesa e valorização do património arquitectónico e cultural

Desporto

Medidas de enquadramento

Alteração do Decreto Legislativo Regional nº 4/99/A, de 21 de Janeiro e adaptação, sempre que se justificar de diplomas nacionais.

Prioridades da política sectorial para 2003

Principais empreendimentos

Habitação

Relativamente a medidas de enquadramento legal prevê-se:

Comunicação social

AUMENTAR A EFICIÊNCIA DA GESTÃO PÚBLICA E INSTITUCIONAL

Cooperação externa

Diplomas legais de enquadramento:

Portaria nº 74/99, de 2 de Setembro;

Portaria nº 25/2000, de 6 de Abril.

Prioridades da política sectorial para 2003

Principais empreendimentos / realizações a concluir e/ou a iniciar:

MELHORAR O FUNCIONAMENTO E IMAGEM DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Administração regional e local

III - INVESTIMENTO PÚBLICO

1 - Investimento público

Considerando a programação financeira do Plano Regional, as despesas de investimento dos Fundos e Organismos Autónomos, as das empresas públicas regionais e ainda os fundos comunitários e nacionais não incluídos na programação do Plano Regional, o investimento público para o ano de 2003 ascenderá a cerca de 397 milhões de euros.

Investimento público - 2003

... Milhões de euros

Plano Regional ... 211,3

Fundos e Organismos Autónomos ... 48,2

Empresas Públicas Regionais ... 58,5

Fundos Comunitários e Nacionais Extra Plano ... 79,0

Total ... 397,0

1.1 - DOTAÇÃO DO PLANO REGIONAL 2003

A programação financeira do Plano Regional para 2003 ascende a um montante de 211338419 euros.

A despesa de investimento orientada para a «Dinamização do Crescimento e da Competitividade da Economia Açoriana», que inclui a programação para os sectores agrícola, das pescas, do turismo, da indústria e artesanato, dos serviços e ainda o apoio financeiro ao investimento privado, absorve 25% do valor global do Plano Regional, constituindo o eixo de programação com maior lotação, cerca de 53 milhões de euros.

A intervenção no âmbito das infra-estruturas e equipamentos marítimos, aéreos e terrestres, da ciência e tecnologia, da energia e outros equipamentos públicos, representa um investimento de cerca de 40,4 milhões de euros, 19,1% do valor global do Plano Regional.

Está prevista uma despesa de investimento de 35 milhões de euros para o conjunto dos sectores da educação, saúde, juventude, emprego, formação profissional, solidariedade social e protecção civil, sectores que integram um eixo prioritário do investimento público destinado à valorização dos recursos humanos e à protecção social.

Aos domínios do ambiente, da cultura, do desporto, da habitação e da comunicação social, que integram o eixo prioritário "promover a sustentabilidade do desenvolvimento e da qualidade de vida", será afecta uma verba de cerca de 25,2 milhões de euros.

Para o sector público e institucional, englobando as áreas da cooperação externa, incluindo a emigração, a reestruturação do sector público empresarial, a cooperação técnica e financeira com a administração local e ainda o planeamento e finanças, está consagrada uma dotação de 11,4 milhões de euros.

Finalmente, os montantes financeiros a despender para a recuperação dos efeitos das calamidades, designadamente os derivados do sismo de 1998, totalizam um valor de cerca de 46,4 milhões de euros.

Plano 2003 - Dotações

(ver quadro no documento original)

Plano 2003 - Desagregação por entidade proponente

(ver quadro no documento original)

Plano 2003 - Desagregação sectorial por objectivos

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1.2 - EMPRESAS PÚBLICAS E FUNDOS E ORGANISMOS AUTÓNOMOS

Sector público empresarial

As três empresas regionais com capitais maioritariamente públicos desempenham um papel importante no esforço de investimento na economia regional, particularmente nos sectores onde desenvolvem a sua actividade. Esse investimento é comparticipado por fundos estruturais, através do PRODESA.

O montante do investimento do sector público empresarial, previsto para 2003, ascende a 58,5 milhões de euros.

Sector público empresarial

Investimento para 2003

... 1000 euros

EDA ... 38570

SATA ... 13845

LOTAÇOR ... 6099

Total ... 58514

Empresa de Electricidade dos Açores (EDA)

O plano de investimento da EDA para 2003 inclui intervenções em todas as ilhas, ao nível dos sistemas de produção e de transporte de energia eléctrica. Por ilhas, os principais investimentos previstos para 2003, são os seguintes:

Santa Maria

São Miguel

Terceira

Graciosa

São Jorge

Pico

Faial

Flores

Corvo

Sata Air Açores

A SATA tem programado investimentos com um valor global de cerca de 14 milhões de euros, parte dos quais da sua iniciativa e responsabilidade e outros projectos em articulação e parceria com o Governo Regional. Nesta última linha de intervenção, a qual traduz-se num investimento que ronda os 11 milhões de euros, destacam-se a ampliação da pista do Aeródromo do Pico e a elaboração de um Plano Director de Aeródromo; a construção do aquartelamento de bombeiros do Aeródromo da Graciosa; a remodelação da Aerogare do Aeródromo de S. Jorge; a construção de um armazém e de um edifício para a Torre de Controle do Aeródromo do Corvo e equipamento Rádio-farol para o Aeródromo da Graciosa.

LOTAÇOR

Os investimentos previstos por esta empresa para 2003 ascende a cerca de 6,1 milhões de euros, destacando-se as intervenções nas instalações e lotas em S. Miguel, S. Jorge, Pico e Flores e ainda a construção de casas de aprestos e aquisição de equipamento (guinchos, gruas, máquinas de gelo, etc.) em praticamente todas as ilhas.

Fundos e Organismos Autónomos

Junta Autónoma do Porto de Ponta Delgada

O montante de investimento programado para 2003 ronda os 5,3 milhões de euros, distribuídos pelas seguintes intervenções:

Ponta Delgada

Vila do Porto

Junta Autónoma do Porto de Angra do Heroísmo

O montante de investimento programado para 2003 ronda os 17,7 milhões de euros, distribuídos pelas seguintes intervenções:

Angra do Heroísmo

Praia da Vitória

Graciosa

Junta Autónoma do Porto da Horta

O montante de investimento programado para 2003 ronda os 11,5 milhões de euros, distribuídos pelas seguintes intervenções:

Horta

S. Roque do Pico

Lajes das Flores

Calheta

Velas

Centro de Gestão Financeira da Segurança Social

Está prevista a execução do parque de estacionamento do edifício dos serviços da Segurança Social de Vila do Porto, com um valor estimado de 35,5 mil euros.

Fundo Regional de Fomento do Desporto

Está programada uma verba de 19,2 mil euros, relativa ao apetrechamento de instalações desportivas e material de informática.

Fundo Regional de Acção Cultural

O financiamento das actividades culturais e os apoios previstos no âmbito do Decreto Legislativo Regional n.º 22/97/A e da Portaria nº 9/2000/A totalizarão uma despesa programada na ordem dos 1,1 milhões de euros.

Fundo Regional de Apoio às Actividades Económicas

O Fundo Regional de Apoio às Actividades Económicas tem por atribuições, entre outras, colaborar na execução das políticas de desenvolvimento na área da economia e assegurar o processamento e pagamento dos apoios financeiros atribuídos ao abrigo dos diversos sistemas de incentivos de âmbito regional e nacional, pelo que no seu orçamento estão previstos, respectivamente, os valores de 500000 euros e de 12000000 euros, para esses fins.

2 - III Quadro Comunitário de Apoio

Os principais instrumentos de co-financiamento comunitário do investimento público a considerar durante o ano de 2003 são o Programa Operacional para o Desenvolvimento Económico e Social dos Açores (PRODESA), que se constitui como o principal instrumento de enquadramento do co-financiamento comunitário da política de desenvolvimento regional e que integra os 4 fundos estruturais (FEDER, FSE, FEOGA-O e IFOP), o INTERREG III, iniciativa lançada pela Comissão Europeia, em que a R. A. dos Açores participa, o Fundo de Coesão, instrumento comunitário para os sectores ambiental e dos transportes e ainda o Plano de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma dos Açores (PDRu).

O ponto de situação a seguir explicitado por cada uma destas intervenções, reporta-se à data de elaboração deste Plano.

PRODESA

O Programa Operacional para o Desenvolvimento Económico e Social dos Açores (PRODESA) constitui o principal instrumento de financiamento comunitário do investimento público regional.

Para todo o período de programação 2000-2006, está previsto um volume de investimento de 1.259 milhões de euros, a que corresponde uma componente de despesa pública de 1.098 milhões de euros. A contribuição comunitária aprovada ascende a 854 milhões de euros, repartidos por 69% FEDER, 16% FEOFA-O, 12% FSE e 3% IFOP.

Para 2003, está programado um investimento total na ordem dos 191 milhões de euros, 87% dos quais refere-se a despesa pública. A participação comunitária para este período, na hipótese da absorção integral dos compromissos, está fixada em 129 milhões de euros (taxa média de financiamento de 78%).

Reportada à situação no final de Julho de 2002, a despesa total aprovada, associada à programação financeira das candidaturas para 2002, ascende a 224 milhões de euros, a que corresponde uma taxa de aprovação de 115% quando compara com o programado para o ano. O valor total das candidaturas aprovadas desde o início de implementação do PRODESA, 571 milhões de euros, representa em termos globais, praticamente 50% do valor da despesa programada para o período 2000-2006.

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