Resolução do Conselho de Ministros n.º 101/2026 — Aprova o Plano Nacional de Qualificações do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais
Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.
Aprova o Plano Nacional de Qualificações do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.
● Nesta situação, as entidades formadoras apresentam o pedido de homologação do novo curso de formação à entidade SGIFR reguladora da AEF;
● Após a aprovação do pedido, o curso de formação será integrado na bolsa de Certificações SGIFR.
Documentação a entregar para a homologação de novos cursos de formação:
● Designação da certificação/microcertificação, designação do curso, carga horária total e por componente de formação, forma de organização da formação (presencial, distância ou mista), identificação do local ou locais de formação relativamente às sessões presenciais e/ou situações simuladas;
● Justificação da necessidade do curso de formação, descrevendo as necessidades a que pretende dar resposta;
● Identificação da equipa pedagógica, nomeadamente, coordenador e formadores, com indicação das unidades de formação a ministrar, acrescidos dos respetivos documentos comprovativos.
● Caracterização dos destinatários e definição dos pré-requisitos para a frequência da formação;
● Distribuição temporal das sessões de formação;
● Plano das sessões de formação, considerando também as práticas simuladas de campo e guião da(s) visita(s) de estudo quando aplicáveis;
● Sistema de avaliação da aprendizagem, com indicação dos momentos (diagnóstica, formativa, sumativa), técnicas e instrumentos aplicáveis (por exemplo, exercícios de prática simulada, provas de grupo em contexto real, etc.), critérios e parâmetros de avaliação aplicáveis;
● Indicação do júri, caso aplicável;
No caso de uma ação de formação à distância, os documentos referidos evidenciar as questões específicas desta modalidade de formação e identificar: i) A plataforma tecnológica a utilizar; ii) As sessões presenciais e à distância, com indicação das sessões síncronas e assíncronas; iii) O sistema de tutoria e de controlo de avaliação dos formandos.
Competências críticas transversais2F(3)
A. Nível Estratégico
Nos perfis relativos aos comandos operacionais (e.g., CONAC, CODIS, COS) a informação recolhida através de entrevista no que respeita às competências associadas à tomada de decisão revelou-se coerente com os resultados da investigação científica centrada no domínio específico da aplicação do Incident Command System (ICS) em incêndios florestais. Assim, destacam-se três processos determinantes da eficácia neste domínio. Em primeiro lugar, a gestão de informações em sobrecarga cognitiva, que se refere à exigência de organizar, selecionar e processar eficazmente o fluxo contínuo de informações que chegam ao posto de comando. De igual importância é a capacidade de estabelecer correspondência entre as decisões específicas e os objetivos estratégicos. Finalmente, a capacidade de aceder à metacognição da equipa (i.e., pensar sobre a forma como os elementos da equipa estão a processar a informação disponível) para detetar e combater as alterações acessórias do fluxo de informação que causam interrupções de tarefas.
Um outro aspeto tido como crucial, e vastamente referido pelos entrevistados, diz respeito à natureza das intervenções com vista à coordenação interagências, i.e., as formas de atuação que maximizam a eficácia da conjugação das atividades das diferentes entidades envolvidas no combate, particularmente em ATA. Ainda que os participantes tenham remetido as falhas assinaladas em eventos passados quase exclusivamente para o domínio dos processos e da regulamentação, existem indicações de que a melhoria dessa coordenação poderá também advir de um incremento de competências nas intervenções de comando junto dos elementos de coordenação/apoio e controlo. Assim, quando no Teatro de Operações (TO) existem diferentes entidades envolvidas, e ainda que o quadro normativo que rege a articulação da ação das respetivas forças no terreno seja aparentemente claro, a investigação recomenda que as orientações do Incident Command System, as quais enfatizam orientações de comando e controlo vertical, sejam enriquecidas com um enfoque adicional na colaboração. Especificamente, nas entidades envolvidas no enfrentamento de uma emergência, a existência e a qualidade da comunicação bilateral pode ser pedra de toque no exercício eficaz da liderança, sendo essencial para o estabelecimento de objetivos compartilhados entre os responsáveis operacionais e igualmente para a clareza das orientações táticas transmitidas às respetivas equipas.
Estratégias de capacitação e desenvolvimento de competências
As estratégias de capacitação ao nível estratégico deverão, no nosso entender, assentar numa conceção de desenvolvimento de competências, cujas linhas de força específicas emergem da análise dos perfis elaborados. Sem a presunção de esgotar as possibilidades programáticas neste domínio, apresentam-se a seguir alguns aspetos fundamentais das orientações que tal análise parece recomendar.
1 - Ampliação e sustentação empírica das “boas práticas” já em uso no que respeita aos processos de tomada de decisão, nomeadamente em contexto de grupo.
A investigação mais recente no domínio da tomada de decisão em situações de emergência mostra com clareza que, ao invés de passar diretamente da informação à ação, o decisor ganha eficácia quando se orienta por objetivos. Nesse caso, tende a selecionar a informação relevante de forma mais heurística (i.e., focando-se unicamente naquela que serve o alcance do objetivo), a desenvolver planos explícitos e a mostrar uma elevada capacidade de antecipação situacional. Assim, o desenvolvimento de competências neste domínio deverá passar por:
● Sessões de prática acompanhada - uso de sistemas de apoio à decisão com estabelecimento de objetivos;
● Treino na resolução de problemas complexos sob pressão (e.g., exercícios in-basket);
● Treino de decisão em sala de situação.
2 - Treino de pensamento crítico
Podendo ser definido como “pensamento com objetivos” ou, simplesmente, como “pensamento ativo”, o pensamento crítico constitui a ponte entre a informação e a tomada de decisão e implica a) enquadramento do problema, envolvendo análise de causa guiadas por objetivos; b) cruzamento e interpretação de informação de fontes diversificadas; c) avaliação de argumentos, com teste de suporte de conclusões; d) inferência/dedução.
De entre vários formatos possíveis de intervenção, afigura-se adequada a realização de workshops para:
Treino de definição de problemas e escrutínio de argumentos;
Análise de casos (raciocínio indutivo e dedutivo para otimização da informação disponível).
3 - Reforçar e desenvolver competências de liderança
A importância dos processos organizativos para o desempenho de comando estratégico, por um lado, e uma leitura algo restrita dos princípios advogados pelo Incident Command System, observável em algumas entrevistas, sugerem a necessidade de desenvolver competências que possam incrementar nos responsáveis flexibilidade decisória na reação às mudanças na natureza e nos elementos contextuais dos incidentes. Para isso importa fomentar o desenvolvimento de competências transversais, que permitam obter resultados mais rápidos e eficazes através de orientações de missão em equipa para atingir objetivos específicos, antes imprevistos.
Uma linha recomendável de intervenção passará por:
● Resolução simulada de casos de intervenção e comando em Sala de Situação;
● Treino orientado para planeamento explícito e comunicação de comando em que estejam em jogo capacidades de orientação para objetivos em equipa e comunicação eficaz.
Todas as atividades de desenvolvimento de competências aqui sugeridas assentam nos seguintes pressupostos:
● As intervenções deverão seguir estratégias de Aprendizagem por problemas (APP), envolvendo casos/problemas com elevado nível de realismo, a que se deverá juntar um grau elevado de desafio para os participantes;
● Será dada prioridade a atividades diversificadas, abdicando, tanto quanto possível, de formatos tradicionais de formação em favor de opções que envolvam contextos reais ou simulados de resolução de problemas (e.g., treino em sala de situação com briefing/debriefing).
As intervenções deverão ser antecedidas de auscultação dos participantes para permitir o mapeamento de competências, o que ajudará definir o ponto de partida para o percurso de aprendizagem e desenvolvimento.
B. Nível tático
Atendendo à influência do ICS no desenho do atual SGO, importa referir algumas limitações deste sistema organizativo, as quais podem afetar especialmente as funções intermédias, i.e., as de nível tático.
Tendo sido desenhado com base em definições claras de comando para melhorar a eficácia de resposta e superar a complexidade inerente à mobilização de várias agências no teatro de operações, o ICS é descrito como sendo flexível e facilitando a eficácia operacional. Todavia, alguma investigação sobre desastres, incluindo incêndios florestais, vem apontando para conclusões divergentes, que salientam a inflexibilidade, lentidão e complexidade, tornando-se um sistema organizativo pouco adaptável em ambientes de incerteza e de mudança rápida.
Tratando-se de contextos pautados por elevada incerteza, mas também pela possibilidade de usar informação do terreno para antecipar e reagir às mudanças, os incêndios florestais requerem as condições de eficácia propostas para sistemas inspirados no ICS, a saber:
● Uso adequado e sensato das estruturas e posições organizacionais do ICS no decorrer do incêndio;
● Uso apropriado da improvisação;
● Compreensão do incidente e operações gerais durante o curso do incidente.
Assim, nos incêndios florestais e rurais, ao nível de elementos de coordenação e apoio, a eficácia das táticas, enquanto concretização da estratégia, parece depender tanto da clareza e inteligibilidade das diretrizes do comando operacional como da flexibilidade na adaptação a mudanças do micro-contexto, nomeadamente a capacidade de gerir a informação imediata e dela extrair inferências práticas que permitam estabelecer objetivos de ação específicos e adaptados às condições reais no terreno.
A análise dos perfis de nível tático parece conformar-se com estas indicações, apontando, em primeiro lugar, para a gestão da informação enquanto área crítica na capacitação destes profissionais. A necessidade de tomar decisões rápidas para iterar objetivos e formas de intervenção exige priorização do processamento de informação (por vezes torrencial, noutras parcial e escassa), distinguindo o acessório do essencial e extraindo, em tempo útil, orientações claras de ação. Estas, por sua vez, deverão assentar em capacidades de planeamento orientado para objetivos, que maximize o potencial de recursos disponíveis, humanos e logísticos.
A capacidade de reação rápida assente na gestão eficaz da informação disponível exige, por sua vez, um nível elevado de auto-organização que favoreça o controlo de fluxos de trabalho dos subordinados e colaboradores. Igualmente crítica é a capacidade de gerir o temo numa lógica de policronicidade (“multitarefa”), em que diferentes planos da situação apelam simultaneamente a ação e deliberação.
As equipas de combate a incêndios com melhores desempenhos partilham e treinam o sistema de comunicação formal incrementar clareza e a expressividade na comunicação com os elementos operacionais constitui-se como um ponto crítico. Igualmente salientada a importância de melhorar capacidades de data reporting, registando e comunicando de forma eficaz acontecimentos, sequências factuais e indicadores das operações.
Estratégias de capacitação e desenvolvimento de competências
A análise dos perfis relativos ao nível tático sustenta três áreas de desenvolvimento de competências, que a seguir se detalham.
Apoio à tomada de decisão
O incremento de exigências, ao nível de papéis e funções de coordenação e apoio, no domínio da tomada de decisão aconselha o estabelecimento de dispositivos de aprendizagem que possam garantir:
● A atualização permanente dos conhecimentos tecnológicos e funcionais associados às ferramentas de processamento, análise e gestão da informação, particularmente se utilizáveis no terreno.
● Um aprofundamento do conhecimento dos processos de tomada de decisão operacional.
Em ambos os casos, a realização de workshops complementados/antecedidos de apoio online poderá constituir um formato possível. Todavia, a questão crucial refere-se ao acompanhamento e à monitorização da transferência das aprendizagens para o terreno. O formato de follow-up a adotar deverá permitir um apoio personalizado e servir de estímulo a [validação de] processos de aprendizagem informal (e.g., busca autónoma de informação, teste de hipóteses com pares, etc.), que cimentem e ampliem o alcance das competências discutidas e treinadas em contexto de formação.
Reforço das competências específicas de coordenação operacional.
As competências de coordenação, inerentes à intervenção tática, incluem a capacidade de organizar o próprio trabalho e vinculá-lo ao fluxo de trabalho dos elementos operacionais, atendendo a várias atividades simultaneamente, priorizando e alternando as prioridades conforme necessário. Isto significa que o exercício da liderança neste contexto não pode ser desligado da exigência de planeamento e reforço da gestão das relações de interdependência na ação. Assim, recomenda-se um formato de desenvolvimento de competências apoiado em aprendizagem experiencial estruturada com as seguintes caraterísticas: Treino de ações coordenadas (situações simuladas de supressão ou de prevenção, por exemplo) integrando equipas completas. A intervenção deverá ser estruturada em três etapas 1) briefing - enquadramento; 2) exercício de ação orientada por objetivos (e.g. decisão e reação a desafio de reorganização tática); e 3) debriefing. Esta última etapa revela-se essencial. Trata-se de captar as aprendizagens individuais (“o que aprendi”) e concatená-las com a aprendizagem de grupo (“o que aprendemos”) para estabelecer as bases de uma nova prática (“o que podemos fazer no futuro, em conjunto, com o que aprendemos agora”).
C. Nível operacional
A adoção de qualificações comuns pelos elementos das diferentes entidades envolvidas na prevenção e combate a incêndios rurais (i.e., ANEPC, Bombeiros, GNR), e que se inserem em idênticas áreas de atuação funcional, é um requisito congruente com os princípios de uniformização, padronização e integração do Incident Command System, que inspira o SGO.
Esta orientação é claramente expressa em considerações que subjazem à sustentação da missão do SIGFR: “A prática que se pretende instituir exige profissionalização e capacitação do sistema, com a inclusão de conhecimento especializado e multidisciplinar em todos os seus momentos de desenvolvimento, com o investimento em investigação e com a progressiva qualificação técnica de todas as forças intervenientes.”. Igualmente, o Relatório da CTI sublinha a importância de “garantir que nos centros de decisão a todos os níveis - desde o nacional ao local - existem especialistas reconhecidos das diferentes disciplinas com importância no comportamento e supressão do fogo e na organização logística”. A recolha de dados através de entrevista corroborou a ideia de que também ao nível operacional o incremento de competências alinhadas com as dos técnicos e peritos. De facto, existe a opinião de que, independentemente da especialização (vista como altamente desejável), os operacionais deverão possuir níveis de conhecimentos sobre o comportamento do fogo substancialmente mais elevados do que o que atualmente se observa.
A importância da integração individual no trabalho de equipa mereceu igualmente destaque. A flexibilidade necessária para responder a inflexões de tática durante o incêndio e, em geral, para responder coletivamente a mudanças inesperadas exige das operacionais capacidades de autorregulação da ação individual de modo a favorecer a interação em equipa. De modo mais geral, a orientação individual para a cooperação intra e interequipa foi destacada como uma área de competências a reforçar.
Finalmente, foi dado destaque melhoria da qualidade da comunicação (face a face e via rádio), enquanto objetivo de desenvolvimento relevante em particular na prática do feedback e na compreensão de instruções.
Estratégias de capacitação
Como decorre das considerações da secção anterior, um dos eixos prioritários de desenvolvimento de competências dos elementos operacionais assenta na assunção de que a aquisição das qualificações-chave deverá ser um requisito individual obrigatório para integrar grupos de prevenção, supressão e pós-supressão em todas as entidades envolvidas.
As unidades de formação de curta duração (UFCD), criadas ou a criar a partir de cada perfil de competências específicas, deverão seguir as orientações metodológicas consistentes com um enfoque de pedagogia ativa:
● Sempre que possível, o treino prático (exercícios, simulações) deve ser utilizado, para além de procurar atender aos diferentes estilos individuais de aprendizagem.
● O tempo de formação em sala de aula deve ser reduzido ao mínimo, sendo a informação básica disponível online antes e depois das sessões presenciais.
● Existindo suporte adequado, o uso de simuladores de realidade virtual como parte integrante da formação deverá ser considerado de modo prioritário. Esta é uma opção plenamente justificável atendendo às vantagens de parcimónia e que apresenta, em especial no que toca a tópicos de comportamento de fogo, dada a flexibilidade de arranjos algorítmicos para simulações realistas de diferentes cenários.
● Implementar programas de follow-up das aprendizagens, através de meios como sejam: mentoring, sessões curtas para resolução de dificuldades de aplicação no terreno, atendimento pedagógico online e/ou outros.
● A capacitação para integração individual no trabalho de equipa, exige que as atividades de aprendizagem sejam desenhadas de modo a promover a interdependência (na ação e na informação) entre os participantes. Essas atividades poderão assumir os formatos seguintes:
● Treino de ações coordenadas e orientadas para objetivos, como por exemplo, situações simuladas de supressão e/ou prevenção, integrando equipas completas.
● Peer coaching: exercícios com auto-observação e feedback de colegas para ancorar a compreensão da importância da orientação cooperativa na ação.
(1) Instrumento tecnológico de registo das qualificações e competências adquiridas ou desenvolvidas ao longo da vida do adulto e de orientação para percursos de aprendizagem
(2) https://www.dgadr.gov.pt/formacao/formacao-especifica-setorial
(3) Capacitação para o Sistema de Gestão Integrada de Fogos - perfis de competências. DINÂMIA’CET-IUL. novembro de 2018.
MATRIZES DE CORRESPONDÊNCIA ENTRE AS FUNÇÕES/ATIVIDADES CHAVE/E UNIDADES DE FORMAÇÃO DE NÍVEL NÃO SUPERIOR E SUPERIOR, REQUERIDAS, PARA O SEU EXERCÍCIO NO SGIFR.
(de forma a tornar mais fácil a consulta das tabelas repete-se, na introdução deste anexo, a listagem das siglas e acrónimos utilizados nas mesmas e as listagens das unidades de formação profissional SGIFR do nível intermédio e do nível superior).
Tabela 13 - Acrónimos de codificação: Fases da Cadeia de Processo, Processos, Funções e Atividades Chave
| Acrónimos | Significado |
|---|---|
| AD | Apoio à Decisão |
| AdCL | Adjunto Célula Logística |
| AdCO | Adjunto Célula de Operações |
| AdCP | Adjunto Célula Planeamento |
| AdOL | Adjuntos Oficial Ligação, de outras entidades |
| adRP | Adjunto de Relações Públicas |
| AdS | Adjunto de Segurança |
| Ant | Antecipação |
| ap | Avaliação prejuízos |
| apa | Alteração da paisagem |
| aps | Apoio psicológico e social |
| as | Programa aldeias seguras |
| ATA | Ataque Ampliado |
| ATI | Ataque Inicial |
| ccm | Coordenação municipal |
| C | Condutor |
| Cd | Coordenação |
| cf | Comandante de frente |
| Ch | Chefiar equipas, brigadas ou pelotões |
| ChB | Chefiar Brigadas |
| ChE | Chefiar Equipas |
| ChP | Chefiar Pelotões ou Companhias |
| ci | Coordenação de intervenções |
| cm | Chefiar manobras |
| COS | Comandante de Operações de Socorro |
| cq | Contenção química |
| cro | Comunicação de perigo e de risco aos operacionais |
| crp | Comunicação de perigo e de risco às populações |
| cs | Comandante de setor |
| CTO | Comando Tático Operacional |
| ea | Estabilização ambiental |
| eh | Equipa helitransportada |
| em | Emergência médica |
| Esp | Especialistas |
| Est | Nível Estratégico |
| fc | Fogo controlado |
| fg | Fogos de gestão |
| fm | Ferramentas manuais |
| fmm | Ferramentas motomanuais |
| fp | Fiscalização da prevenção |
| ft | Fitofármacos |
| gc | Gestão de combustíveis |
| gci | Gestão de combustíveis e de ignições |
| gcp | Gestão de combustíveis e apoio pastorícia |
| gec | Gestão estratégica de combustíveis |
| gec | Gestão estratégica de combustíveis |
| GFR | Gestão do Fogo Rural |
| gi | Fogos de gestão (gestão de ignições) |
| igfr | Infraestruturação para gestão de fogo rural |
| ipcir | Infraestruturação para proteção contra incêndios |
| ma | Monitorização e Avaliação |
| mae | Meios aéreos |
| maq | Máquinas (máquinas de rasto e tratores) |
| maqr | Máquinas de rasto |
| mea | Manobras de supressão com água |
| mec | Manobras de extinção por carência |
| mm | Moto-manual |
| mr | Meios e recursos |
| ms | Manobras de supressão |
| mtr | Meios terrestres |
| OL | Oficial Logística |
| Olx | Oficial Ligação |
| OO | Oficial Operações |
| OP | Oficial Planeamento |
| Op | Nível Operacional |
| op | Operacional/manobra |
| OPAR | Adjunto Operações Aéreas |
| PCIR | Proteção Contra Incêndios Rurais |
| PCO | Posto Comando Operacional |
| PE | Pós-Evento |
| PE1 | Investigação de Causas |
| PE2 | Recuperação |
| PE3 | Melhoria Contínua |
| PL | Planeamento |
| PL1 | Diretrizes Estratégias Planeamento Integrado |
| PL2 | Normas Técnicas e Diretrizes Operacionais |
| PNA | Programa Nacional de Ação |
| po | Planeamento e organização |
| POSIT | Ponto de Situação |
| ppc | Proteção património construído |
| PR | Preparação |
| PR1 | Educação e Capacitação das Comunidades |
| PR2.1 | Comunicação do Risco às Populações (avisos). |
| PR2.2 | Comunicação de Risco ao Dispositivo Operacional (alertas). |
| PS | Pré-Supressão |
| PS1 | Análise de Risco |
| PS2 | Vigilância |
| PS3 | Pré-Posicionamento |
| PV | Prevenção |
| PV1 | Gestão de Território Rural |
| PV2 | Proteção do Território Edificado |
| PV3 | Verificação das Condições de Segurança |
| PV4 | Fiscalização |
| Queimas e queimadas | |
| rdi | Redes de defesa para infraestruturação território |
| re | Rescaldo |
| rgi | Redução e gestão de ignições |
| ri | Redução de ignições |
| rpv | Rede postos de vigia e teledeteção |
| rs | Rede secundária |
| SC | Supressão e Socorro |
| SC1 | Ataque Inicial |
| SC2 | Ataque Ampliado |
| SC3 | Rescaldo e Extinção |
| SC4 | Restabelecimento de segurança |
| SC5 | Execução de planos de emergência de proteção civil |
| si | Sistemas informação |
| SIOPS | Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro |
| SGIFR | Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais |
| SGO | Sistema de Gestão de Operações |
| Sup | Formação de nível ≥ 6 do QNQ |
| Ta | Nível tático |
| tr | Tratores |
| vdd | Vigilância, deteção e dissuasão |
| vp | Vigilância e deteção passiva (sem meios de supressão) |
| va | Vigilância e deteção ativa com meios de supressão |
Tabela 14 - Listagem de Unidades de Formação SGIFR de nível profissional intermédio
Tabela 15 - Listagem de Unidades de Formação, ou Microcredenciais SGIFR de nível superior
PLANEAMENTO (PL) - MATRIZ DE FUNÇÕES/ATIVIDADES CHAVE E QUALIFICAÇÕES
Nível intermédio (formação profissional)
Ao nível da Fase da cadeia de processos do Planeamento não foram identificadas necessidades de formações de nível profissional não superior
Nível superior - Microcredenciais
Tabela 16 - Matriz de correspondência entre as funções/atividades chave/e microcredenciais de nível superior requeridas para a fase do Planeamento (PL)
PREPARAÇÃO (PR) - MATRIZ DE FUNÇÕES E QUALIFICAÇÕES
Nível intermédio (formação profissional)
Tabela 17 - Preparação (PR) - Matriz de Funções e Qualificações de Nível Intermédio
Nível superior - Microcredenciais
Tabela 18 - Preparação (PR) - Matriz de Funções e Qualificações de Nível Superior
PREVENÇÃO (PV) - MATRIZ DE FUNÇÕES E QUALIFICAÇÕES
Nível intermédio (formação profissional)
Tabela 19 - Prevenção (PV) - Matriz de Funções e Qualificações de Nível Intermédio
Nível superior - Microcredenciais
Tabela 20 - Prevenção (PV) - Matriz de Funções e Qualificações de Nível Superior
PRÉ-SUPRESSÃO (PS) - MATRIZ DE FUNÇÕES E QUALIFICAÇÕES
Nível intermédio (formação profissional)
Tabela 21 - Pré-Supressão (PS) - Matriz de Funções e Qualificações de Nível Intermédio
Nível superior - Microcredenciais
Tabela 22 - Pré-Supressão (PS) - Matriz de Funções e Qualificações de Nível Superior
SUPRESSÃO E SOCORRO (SC) - MATRIZ DE FUNÇÕES E QUALIFICAÇÕES
Nível intermédio (formação profissional)
Tabela 23 - Supressão e Socorro (SC) - Matriz de Funções e Qualificações de Nível Intermédio
Nível superior - Microcredenciais
Tabela 24 - Supressão e Socorro (SC) - Matriz de Funções e Qualificações de Nível Superior
Nível intermédio (formação profissional)
Tabela 25 - Pós-Evento (PE) - Matriz de Funções e Qualificações de Nível Intermédio
Nível superior - Microcredenciais
Tabela 26 - Pós-Evento (PE) - Matriz De Funções e Qualificações de Nível Superior
Estimativa do número de agentes a formar, por entidade nas unidades de formação SGIFR nos próximos 5 anos (2024-2028)
Tabela 27 - Estimativa do número de agentes SGIFR a formar por entidade, entre 2024 e 2028, ao nível da formação profissional em UFCD’s existentes no CNQ
Tabela 28 - Estimativa do número de agentes SGIFR a formar por entidade, entre 2024 e 2028, ao nível da formação profissional em Unidade de Formação a criar
Tabela 29 - Estimativa do número de formandos, de ações e respetivo investimento, a implementar entre 2024 e 2028 para a formação dos agentes SGIFR ao nível da formação profissional
Valores de referência utilizados: 15 formandos/ação. 1.750 €/ação 25 horas.
Tabela 30 - Estimativa do número de agentes SGIFR a formar por entidade, entre 2024 e 2028 nas microcredenciais de nível superior
Tabela 31 - Estimativa do número de formandos, de ações e respetivo investimento, a implementar entre 2024 e 2028 para a formação dos agentes SGIFR ao nível das microcredenciais de nível superior
Pressupostos da estimativa: 15 formandos por ação, e custo de 2.310 €/ação de 28 horas.
PLANOS DE FORMAÇÃO/CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS E PRÉ-REQUISITOS DE CREDENCIAÇÃO DAS MICROCREDENCIAIS SGIFR DE NÍVEL SUPERIOR.
Tabelas 32 - Fichas de referenciais de formação/conteúdos programáticos microcredenciais SGIFR de nível superior
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| FCc. Fogo Controlado - credenciação (técnico) |
| Designação |
| Credenciação de técnicos para planeamento, execução, coordenação e monitorização e avaliação de intervenções com recurso ao uso de fogo controlado |
| Situação/Observações |
| Certificação já existente (Técnico Credenciado em Fogo Controlado). Despacho 7511 de 9 de junho 2014. Regulamento do Fogo Técnico. |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| FS. Fogo de Supressão - credenciação (técnico) |
| Designação |
| Credenciação de técnicos para planeamento, execução, coordenação, monitorização e avaliação de fogo de supressão |
| Situação/Observações |
| Certificação já existente (Técnico Credenciado em Fogo de Supressão). Despacho 7511 de 9 de junho 2014. Regulamento do Fogo Técnico. |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| FCp. Fogo Controlado - planeamento |
| Designação |
| Certificação de técnicos para planeamento, execução, coordenação, monitorização e avaliação de intervenções com recurso ao uso de fogo controlado ou queimadas |
| Situação/Observações |
| Certificação cuja base já existe.Necessário proceder à inclusão desta certificação pela alteração do Despacho 7511 de 9 de junho 2014: Regulamento do Fogo Técnico. |
| Possibilidade de ser constituído pela componente teórica e teórico-prática da credenciação em fogo controlado (FCc), mais adaptada a muitas das necessidades e permitindo uma maior abrangência de funções da formação proposta. |
| Possibilidade de atribuição a todos os técnicos que perderam credenciação em FC (FCc) por falta de renovação, já que frequentaram a componente prevista para a nova certificação em planeamento. |
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
|---|
| Designação abreviada |
| LA. Lições Aprendidas |
| Designação |
| Planeamento, organização e implementação de Capacidade de Lições Aprendidas |
| Situação/Observações |
| Existente. Metodologia NATO Lessons Learned/JALLC, EMFA. |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| AAR. After Action Review/Revisão Após Evento |
| Designação |
| Certificação em After Action Review (Revisão Após Evento) em Incêndios Rurais |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na reconstituição e análise de intervenções em incêndios rurais, fiquem aptos a identificar ocorrências relevantes de incêndios rurais com potencial para constituição de lições aprendidas, a identificar e a analisar os fatores determinantes para os acontecimentos, a organizar processos participativos de reconstituição dos acontecimentos, a focar-se no evento em detrimento das responsabilidades pessoais, a identificar a interligação entre as várias fases da cadeia de processo com relevância para o êxito da intervenção, identificar e propor os aspetos a melhorar no futuro (lições identificadas), em particular da coesão das estruturas organizacionais. |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Conhecer os princípios e objetivos de revisão após eventos como ferramenta de melhoria de desempenho |
| Tem capacidade para estruturar processo de revisão ou de-briefing para analisar o que aconteceu, porque aconteceu e o que pode e deve ser utilizado para melhorar |
| Identificar e sistematizar aprendizagens a promover na sequência de um evento. |
| Conhecer ferramentas de apoio e revisão após evento. |
| Conhecer diferentes técnicas de análise e sistematização da informação recolhida |
| Identificar as principais técnicas usadas em diagnósticos participativos |
| Desenvolver aptidões de comunicação interpessoal que facilitem a implementação de revisão de eventos. |
| Saber como construir e facilitar uma reunião que tenham como objetivo uma AAR |
| Saber gerir conflitos na facilitação e desenvolve processo de AAR sem averiguação ou identificação de responsabilidades |
| Conhecer o sistema de reporte e decisão operacional e os protocolos de atuação |
| Saber reconstruir temporal e espacialmente os eventos |
| Identificar diferenças entre o que poderia e foi planeado, com base nas informações existentes, e o que foi executado, com identificação das causas de desfasamento |
| Saber identificar os elementos críticos e localizá-los no tempo e no espaço |
| Utilizar a Revisão após evento como ferramenta de teambuilding. |
| Definir ações, aos vários níveis da cadeia de processos, que permitam potenciar os aspetos positivos e prevenir os negativos |
| Critérios de desempenho |
| Identifica situações relevantes passíveis de análise AAR |
| Recolhe e prepara informação de apoio para AAR |
| Organiza e implementa processo de diagnóstico participativo, agindo como facilitador dos mesmos |
| Evita conflitos e gere processo de AAR de forma independente de processos de análise de responsabilidades que possam decorrer |
| Organiza, sistematiza e analisa informação técnica relevante |
| Analisa o evento e identifica os aspetos críticos que que devem ser trabalhados para constituírem aprendizagem para o futuro |
| Reconstitui os eventos no tempo e no espaço, com clara identificação do que aconteceu de relevante e porque aconteceu |
| Tem capacidade de avaliar os vários parâmetros determinantes no comportamento do fogo e identificar os fatores críticos |
| Identifica os aspetos positivos a replicar e os aspetos a evitar para teambulding e melhoria contínua de gestão e utilização de conhecimento |
| Produz relatórios de AAR, com identificação clara dos aspetos fundamentais para utilização na melhoria do sistema através da sua utilização para o processo de lições aprendidas |
| Condições de exercício |
| Em gabinete no âmbito do planeamento da organização, tratamento de informação e produção de relatórios de AAR |
| No terreno durante ou após eventos para recolha de informação e colaboração com outros intervenientes |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| After Action review: definição, importância e aplicação. |
| Análise de desempenho após evento: referências de análise, revisão do evento, envolvimento de entidades e eventuais limitações. |
| Ferramentas para análise após evento. |
| Comunicação e facilitação em contexto de equipas |
| Sistematização de aprendizagem e desenvolvimento de ações. |
| Casos de estudo de AAR em incêndios rurais |
| Casos de estudo de AAR em incêndios rurais extremos e complexos |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| Aulas tutoriais (OT) |
| Outros trabalhos (O) |
| Trabalho independente (TI) |
| TOTAL |
| 0 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ |
| Entidades formadoras |
| Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área das metodologias de monitorização e análise de incêndios rurais |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação de incêndios rurais |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área dos incêndios rurais. |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em análise de incêndios |
| Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ANEPC, ICNF |
| Referenciais de formação/bibliografia |
| After Action Review - technical Guidance (february 2006). USAID |
| After Action reviews (january 2006). USDA Forest Service |
| Análise dos Incêndios Florestais ocorridos a 15 de outubro de 2017. Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra. ADAI/LAETA |
| Comissão Técnica Independente. (2017). Análise e apuramento dos factos relativos aos incêndios que ocorreram em Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã, entre 17 e 24 de junho de 2017. Lisboa: Assembleia da República. |
| Comissão Técnica Independente. (2018). Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de 2017 em Portugal Continental. Lisboa: Assembleia da República. |
| Cronin, Gerard; Andrews, Steven (june 2009). “After action reviews: a new model for learning |
| Leading in the Wild Fire Service (january 2007). National Wildfire Coordinating Group |
| Morrison, John E.; Meliza, Larry L. (july 1999). “Foundations of the After Action Review Process” |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| CAR. Comunicação Ambiental e de Risco |
| Designação |
| Comunicação Ambiental e de Risco em Fogos Rurais. Comunicação com os órgãos de comunicação social em situações operacionais e de emergência relativa a, perigo e risco, fogos de gestão, a cenários potenciais, a piores cenários |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na articulação com as populações, nomeadamente através dos órgãos de comunicação social (OCS), sejam capazes de: estabelecer protocolos de comunicação de crise; implementar planos de comunicação; promover colaboração entre entidades e agências que assegurem processos e canais de comunicação; assegurar e informar acerca de situações operacionais e de emergência, de comportamentos a adotar, das situações cenários potenciais, de pior cenário. de fogos de gestão; e de identificar, propor e implementar oportunidades de melhoria |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Saber redigir e preparar informações e apresentações públicas. |
| Conhecer e utilizar o potencial da comunicação nas várias fases da cadeia de processos, seus mecanismos de ativação |
| Conhecer as diferentes fases do ciclo de vida da comunicação de risco identificando a tipologia das mensagens a comunicar |
| Identificar dentro de cada fase da gestão de risco as mensagens chave para levar à ação do público, antecipando as necessidades de formação |
| Ajustar o plano de comunicação às especificidades de cada público-alvo (necessidades, perceções, motivações) |
| Ter capacidade para comunicar ao público e para OCS de forma clara e precisa |
| Saber preparar conferências de Imprensa e outros eventos relacionadas com os OCS |
| Desenvolver protocolos de comunicação de crise e gabinetes de comunicação de crise |
| Capacidade de formar e preparar porta-vozes |
| Capacidade de promover iniciativas de comunicação de proximidade de crise, ou seu potencial, antes, durante e pós evento. |
| Critérios de desempenho |
| Tem capacidade para recolher, tratar e preparar informação |
| Tem capacidade para preparação de comunicações de crise em vários formatos para vários públicos-alvo e OCS |
| Fazer o planeamento da comunicação para as diferentes fases da gestão de risco |
| Identificar os recursos e informação necessários para comunicar de forma eficiente |
| Tem capacidade de identificar o que deve ser comunicado e como deve ser, face aos objetivos. |
| Sabe gerir a comunicação e comunicar de forma adequada em situação de crise, efetiva ou potencial. |
| Tem capacidade de integração de negociação e de gestão de stress em situações de risco e de crise. |
| Tem resiliência, capacidade para gerir emoções em situações de stress, e empatia na comunicação |
| Condições de exercício |
| À distância, com recolha, tratamento e preparação da informação |
| Em antecipação. durante ou após eventos |
| Em teatro de operações |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| O que é a comunicação de risco: Objetivos, públicos, meios |
| O ciclo de vida da comunicação de risco: acompanha o seu congénere ciclo de gestão de risco |
| As entidades implicadas no ciclo da comunicação: qual o seu papel, responsabilidades e credibilidade |
| Fontes de informação e meios de disseminação: Entidades oficiais, população em geral, grupos de desinformação, etc. |
| Quais as perguntas que requerem informação rápida durante e após uma crise: quem; o quê; como; quando; onde; quanto; porquê. |
| Como traçar os diferentes perfis sociais para melhor desenhar as mensagens a comunicar |
| Linguagem corporal versus linguagem verbal: a necessidade de trabalhar a comunicação como um todo |
| Desenhar um plano de comunicação para futuras crises |
| Exercícios práticos |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| 32 |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| Aulas tutoriais (OT) |
| Outros trabalhos (O) |
| 8 |
| Trabalho independente (TI) |
| 7 |
| TOTAL |
| 47 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ |
| Entidades formadoras |
| Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação na área da comunicação e em particular da comunicação social, na gestão do risco e de catástrofes. |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante na análise, ensino ou investigação em comunicação de crise no âmbito dos incêndios rurais. |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior na área da comunicação de crise. |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou operacional em comunicação de crise. |
| Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ANEPC, ICNF, CENJOR, Associação de Psicólogos. |
| Referenciais de formação/bibliografia |
| Brief Communication: The dark side of risk and crisis communication: legal conflicts and responsibility allocation (https://nhess.copernicus.org/articles/15/1449/2015/) |
| Comunicação de riscos em emergências de saúde pública (https://apps.who.int/iris/bitstream/hanDecreto-Leie/10665/259807/9789248550201-por.pdf) |
| Towards people-centred approaches for effective disaster risk management: Balancing rhetoric with reality (https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2212420915000084) |
| https://www.ics.uminho.pt/pt/Paginas/Guia-de-Comunicacao-de-Crise.aspx |
| https://training.fema.gov/hiedu/aemrc/courses/coursesunderdev/crisisandrisk.aspx |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| ENIR. Engenharia Natural associada aos Incêndios Rurais |
| Designação |
| Técnicas de intervenções de engenharia natural para minimização de impactes, estabilização e recuperação, no âmbito dos incêndios rurais. |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade no planeamento e organização de intervenções no território para infraestruturação, prevenção, estabilização e recuperação de emergência no âmbito dos incêndios rurais, sejam capazes de selecionar e aplicar as técnicas mais adequadas de engenharia natural e de boas práticas ambientais nas intervenções de gestão e de estabilização e recuperação de emergência para minimização de impactes ambientais: de proteção da erosão, estabilização e consolidação de encostas e margens; gestão das linhas de escorrências temporárias ou dos cursos de água; monitorização, avaliação e desenvolvimento de propostas de melhoria contínua. |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Princípios fundamentais para a construção, estabilização e recuperação de taludes, linhas de drenagem, linhas de água. |
| Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar implementação de obras de arte de engenharia natural na construção e na gestão de Rede Primária, Mosaicos de Gestão de Combustíveis, Rede Viária Fundamental. |
| Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar implementação de obras de arte de engenharia natural na construção e na gestão de Pontos de Água, linhas de escorrências temporárias ou dos cursos de água. |
| Saber identificar necessidades, planear, organizar e monitorizar intervenções para compensação e minimização de impactes ambientais e de gestão de emergência pós-fogo, de proteção da erosão, estabilização, consolidação de encostas e margens, e gestão das linhas de escorrências temporárias ou dos cursos de água. |
| Critérios de desempenho |
| Conhece as técnicas de engenharia natural, os seus objetivos, materiais e técnicas de implementação. |
| Reconhecer as ferramentas e as técnicas de gestão de bacia hidrográfica assim como utilizar medições no âmbito da engenharia natural no pré e pós incêndio. |
| Identifica as situações em que devem ser previstas intervenções de engenharia natural na implementação de infraestruturas de apoio ao combate e nas intervenções preventivas de gestão de combustíveis, à escala da bacia hidrográfica, desde a simples melhoria até à reabilitação completa |
| Desenvolve o planeamento, organização e metodologia da recuperação das áreas degradadas |
| Conhece e utiliza as ferramentas para avaliação da severidade do fogo e identifica as situações com necessidade de intervenções urgentes de minimização de impactes ambientais. |
| Identifica e prioriza as situações (onde e quando), os materiais e as técnicas de engenharia natural que devem ser implementadas para minimização de impactes negativos. |
| Planeia, organiza e coordena intervenções de engenharia natural. |
| Condições de exercício |
| Identificação à distância de potenciais necessidades de intervenção de estabilização e recuperação ambiental de emergência, face à estimativa de severidade e impacte do fogo. |
| Identificação à distância de necessidades de intervenção com técnicas de engenharia natural para minimização de impactes ambientais de intervenções de infraestruturação ou de estabilização e recuperação de emergência |
| No terreno na avaliação das necessidades, e na programação, organização e implementação de medidas e de atividades de minimização de impactes ambientais de intervenções de infraestruturação ou de estabilização e recuperação de emergência |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| Identificação de necessidades de implementação de técnicas de engenharia natural para garantia de estabilidade e minimização de impactes ambientais. |
| Técnicas de engenharia natural, sua utilização potencial e materiais de intervenção. |
| Proteção da erosão e estabilização de infraestruturas, encostas, dunas e de áreas ardidas através de intervenções com recurso a técnicas de engenharia natural. |
| Caracterização Geomorfológica e Hidrológica de Bacias Hidrográficas. |
| A rede hidrográfica e a problemática dos incêndios. A importância do equilíbrio fluvial nos processos de erosão, transporte e deposição sedimentar. Escoamento em linhas de água (regime permanente uniforme). Conceitos de velocidade critica e declive uniforme. |
| Técnicas de Engenharia Natural para proteção e recuperação de linhas de água. Critérios de dimensionamento para açudes de pedra e madeira. Interações entre escoamentos superficiais e vegetação. Manutenção de vegetação ripária. Dimensionamento de canais naturais. Determinação de inclinações para regime uniforme e do n.º e altura de açudes de correção torrencial. Dimensionamento de açudes e de bacias de retenção. |
| Avaliação de severidade do fogo e das situações críticas de intervenção pós-emergência. |
| Projeto e implementação de intervenções com recurso a técnicas de engenharia natural nas intervenções preventivas e de pós emergência. |
| Execução de trabalhos práticos de engenharia natural. |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ICNF (incluindo COTF) |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| 42 |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| 12 |
| Aulas tutoriais (OT) |
| 10 |
| Outros trabalhos (O) |
| Trabalho independente (TI) |
| TOTAL |
| 64 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios durante as aulas e exercício prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ |
| Entidades formadoras |
| Experiência comprovada na investigação e ensino nas áreas do impacte do fogo e da engenharia natural |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino na área do planeamento e intervenções com recursos a técnicas de engenharia natural. |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino superior, ou operacional, na mitigação de impactes ambientais com recurso a técnicas de engenharia natural. |
| Requisitos para a formação. Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e plataformas web de apoio à decisão em IR |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Materiais para as aulas práticas: EPI (motosserra); ferramenta variada (enxadas, pás, tesouras de poda); motosserra, sementes de herbáceas; plantas com torrão; fardos de palha; postes de pinheiro tratados (0,12 x 4 m); varas de ferro (0,08 x 15 cm). |
| Escavadora compacta Bobcat E45 ou equivalente (8 horas de disponibilidade). |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ICNF |
| Referenciais de formação/bibliografia sobre: |
| Aguiar, F. (2004). Vegetação ripícola em sistemas fluviais mediterrânicos. Influência dos ecossistemas envolventes. Tese de Doutoramento em Engenharia Florestal. ISA-UTL. Lisboa. |
| Aspetos críticos e medidas de estabilização de infraestruturas (rede viária, pontos de água, postos de vigia) e intervenções preventivas (gestão de combustíveis) de apoio ao combate a incêndios rurais. |
| Cardoso, A. (1998). Hidráulica Fluvial. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa. |
| Chason, H. (2004). Hydraulics of open channel flow: an introduction.Elsevier. Oxford. |
| FISRWG. (1998). Stream Corridor Restoration: Principles, Processes and Practies. Federal Interagency Stream Restoration Working Group. EUA |
| Identificação de situações críticas e medidas de estabilização de emergência pós incêndio para minimização de impactes ambientais. |
| Intervenções de engenharia natural para estabilização de emergência pós incêndio para minimização de impactes ambientais. |
| Intervenções de engenharia natural para minimização de impacte e fragilidades nas infraestruturas e intervenções preventivas de incêndios rurais. |
| Knighton, D. (1989). Fluvial forms and processes. Edward Arnold.Londres. |
| Lencastre, A. (1991). Hidráulica geral. Hidroprojecto. Lisboa |
| Lencastre, A., & Franco, F. (2006). Lições de Hidrologia -3.ª edição Fundação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Almada. |
| Métodos e fontes de informação para determinação e identificação da severidade do fogo. |
| Moreira, I., & Duarte, M. (2002). Comunidades vegetais aquáticas e ribeirinhas. inMoreira, I., Ferreira, M., Cortes,R., Pinto,P., Almeida, P. Ecossistemas aquáticos e ribeirinhos(pp. 3.3-3.30). Instituto da Água. Lisboa. |
| Morisawa, M. (1985). Rivers: form and process.Longman. New York. |
| Pereira, A. (2001). Guia de Requalificação e Limpeza de Linhas de Água.INAG - Direcção de Serviços de Utilizações do Domínio Hídrico. Lisboa |
| Saraiva, M., Almodovar, M., Seixas, A., Cabral, L., & Gomes, J. (1998). Recomendações para protecção e estabilização de cursos de água. Ministério do Planeamento e Administração do Território -Secretaria de Estado do Ambiente e Recursos Naturais, Direcção Geral dos Recursos Naturais.Lisboa |
| Selley, R. (1982). An introduction to Sedimentology.Academic PressLondres. |
| Teiga, P. (2003). Reabilitaçõa de Ribeiras em Zonas Edificadas. Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de mestre em Engenharia do Ambiente (Hidráulica e Recursos Hídricos). Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto. Porto |
| Venti, D., Bazzurro, F., Gibelli, G., Palmeri, F., Uffreduzzi, T., & Venanzoni, R. (2003). Manuale tecnico di Ingegneria Naturalistica della Provincia di Terni.Agenzia Umbria Ricerche.Terni. |
| Certificações SGIFR ao nível do ensino superior |
|---|
| Plano de formação/conteúdos programáticos |
| Designação abreviada |
| MMA. Metodologias de Monitorização e Avaliação |
| Designação |
| Métodos e processos de monitorização e avaliação de impactos e resultados de intervenções no âmbito dos incêndios rurais |
| Objetivos gerais/competências a desenvolver |
| Espera-se que, após a frequência desta certificação, os agentes do SGIFR com responsabilidade na monitorização, avaliação e melhoria contínua desenvolvam as competências necessárias para uma correta monitorização e avaliação de resultados da aplicação de estratégias, programas, ou intervenções, com recurso a metodologias e ferramentas mais adequadas de definição de objetivos e avaliação de resultados, e que sejam capazes de propor incrementos de melhoria dos fatores em análise. |
| Objetivos de aprendizagem (Conhecimentos, Aptidões e Atitudes) |
| Identificar objetivos e indicadores de avaliação de desempenho e de impactos |
| Dominar e aplicar métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados |
| Identificar as funcionalidades de um sistema de gestão de bases de dados relacional |
| Saber explorar e utilizar as potencialidades de software na construção e gestão de bases de dados |
| Saber aplicar a estrutura do ciclo PDCA (planear, fazer, verificar, agir) para elaborar planos de ação de correção e de melhorias contínuas |
| Organizar e apresentar relatórios de monitorização, avaliação e propostas de melhoria |
| Critérios de desempenho |
| Identifica objetivos e indicadores de avaliação de desempenho e impactos que contribuam para a melhoria contínua |
| Aplica métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados adequadas aos objetivos de monitorização e avaliação |
| Explora bases de dados relacionais e retira destas as informações e indicadores necessários |
| Utiliza e explora o potencial de softwares de construção e gestão de bases de dados |
| Aplica estrutura do ciclo PDCA e desenvolve propostas de correção e melhoria |
| Apresenta relatórios de monitorização, avaliação com propostas de correção e melhoria |
| Condições de exercício |
| Em gabinete, para organização de processos, identificação, consulta, tratamento, análise de informação e produção de relatórios de monitorização, avaliação e desenvolvimento de propostas de correção e melhoria. |
| Em contexto real, durante as operações para recolha de informações de monitorização e avaliação |
| Conteúdos programáticos/Programa de Formação |
| Identificação de indicadores de monitorização e avaliação de desempenho |
| Ciclo PDCA (planear, fazer, verificar, agir) e sua análise na monitorização e avaliação de impactos no âmbito dos incêndios rurais |
| Desenho, gestão e exploração de base de dados com recurso a software |
| Métodos, instrumentos e técnicas de recolha e tratamento de bases de dados para obtenção de indicadores de monitorização e avaliação |
| Análise de indicadores e identificação de oportunidades de correção e de melhoria nos processos associados aos incêndios rurais |
| Metodologias pedagógicas e forma de organização da formação |
| A formação deverá ser organizada preferencialmente através de métodos de ensino híbridos (b-learning), combinando formação presencial com formação à distância, com funcionalidades de momentos síncronos (videoconferência) e assíncronos (Fóruns, Wiki, etc.). A formação presencial será obrigatória para as sessões que impliquem a realização de trabalho colaborativo e para resolução de problemas e situações de elevada complexidade. Os momentos a distância deverão realizar-se com suporte em Plataforma Colaborativa de Aprendizagem (Learning Management System - LMS). Utilização de metodologia STEM, através da oferta de conteúdos essenciais para a formação ou aperfeiçoamento de profissionais qualificados em inovações tecnológicas aplicáveis à área de conhecimento. |
| Metodologia de ensino-aprendizagem com abordagem de problemas, casos práticos e/ou situações críticas, por forma a garantir o envolvimento dos formandos e a proximidade com a situações reais. Criação de ligações entre assuntos distintos e avaliação de cenários complexos, competências essenciais para o sistema de gestão integrada de fogos rurais. Deverá ser promovida a aprendizagem colaborativa, permitindo desenvolver complementarmente competências de trabalho em equipa e capacidades de autoavaliação, heteroavaliação e avaliação interpares. |
| Prever componente de estudo autónomo que deverá culminar na realização de um trabalho prático final, individual, cujo tema ficará ao arbítrio do formando, de entre as temáticas abordadas no curso. |
| Carga horária de trabalho estimada (horas) |
| Teóricas e Teórico-práticas (T e TP) |
| Trabalho de campo supervisionado (TC) |
| Aulas tutoriais (OT) |
| Outros trabalhos (O) |
| Trabalho independente (TI) |
| TOTAL |
| 0 |
| Métodos de avaliação |
| Execução de exercícios formativos durante as aulas e trabalho prático final |
| Pré-requisitos específicos para a certificação |
| Formandos |
| Nível ≥6 PNQ |
| Entidades formadoras |
| Instituições de ensino superior com experiência comprovada no ensino e investigação de processos de monitorização e avaliação |
| Protocolo de colaboração para a docência com entidades SGIFR, outras instituições de ensino superior, ou congéneres internacionais com experiência relevante nas áreas da monitorização e avaliação de processos |
| Docentes/Formadores |
| Docente regente da entidade formadora com experiência superior a 5 anos na investigação e ensino superior, na área da monitorização e avaliação. |
| Co docentes (internos ou externos) com experiência superior a 3 anos na investigação, ensino, ou aplicação de metodologias de monitorização e avaliação, preferencialmente aplicadas aos incêndios rurais. |
| Materiais/Equipamentos |
| Acesso à internet e bases de dados de incêndios rurais |
| Projetor multimédia (presencial) |
| PC (formandos) |
| Entidades de apoio à formação. Entidade externa com recursos técnicos e humanos necessários à formação (entidades SGIFR ou outras) |
| ANEPC, ICNF |
| Referenciais de formação/bibliografia |
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