Resolução do Conselho de Ministros n.º 56/2026 — Elaboração do Programa Regional de Ordenamento do Território do Norte
Este é o ato tal como foi publicado. As alterações posteriores não estão incorporadas no texto: cada uma é um ato autónomo neste repositório e uma entrada no historial desta lei.
Elaboração do Programa Regional de Ordenamento do Território do Norte.
É já neste quadro que o Governo cometeu à CCDR-NORTE, I. P. a elaboração do PROT-NORTE, circunstância até agora inédita na organização administrativa do País. Efetivamente, com a publicação do DL n.º 36/2023, de 26 de maio, as CCDR passaram a constituir-se como Institutos Públicos, integrando as diversas políticas públicas que prosseguem estratégias de promoção do desenvolvimento integrado do Território - agricultura, cultura, educação, conservação da natureza, entre outras, de modo a garantir maior coesão e desenvolvimento regional, atribuindo-lhe um papel central na prossecução das políticas públicas ao nível regional.
Por seu turno, a Lei-quadro da transferência de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais (Lei n.º 50/2018, de 16 de agosto), já havia reforçado a importância das esferas municipal e intermunicipal no âmbito da organização e gestão dos serviços públicos, tendo em vista uma maior qualidade e equidade de oportunidades no seu acesso, entre as quais se encontra a organização intermunicipal da rede de transporte escolar e do planeamento da oferta educativa, a elaboração e operacionalização de cartas sociais supramunicipais, a definição da rede de unidades de cuidados de saúde primários e de unidades de cuidados continuados de âmbito intermunicipal e, em matéria de cultura, as competências de articulação entre sub-regiões e dentro de cada uma delas, no que respeita aos equipamentos e estruturas culturais como no património cultural, colocando a tónica na criação de redes de cooperação.
No âmbito da Lei n.º 52/2015, de 9 de junho, alterada pelo DL n.º 169-A/2019, de 29 de novembro, são atribuídas às CIM/ AMP competências para a organização e gestão dos sistemas de transportes públicos coletivos, e para a oferta de serviços complementares de transporte flexível, reforçando a capacidade de intervenção intermunicipal ao nível das bacias de pendularidades e das relações funcionais dos territórios à escala das sub-regiões.
Assistimos assim, à consolidação do processo de descentralização em curso, estabelecendo uma governação de proximidade, baseada no princípio da subsidiariedade, que aprofunda a autonomia das autarquias locais e a sua capacidade para garantir a melhor resposta em prol do interesse dos cidadãos e das empresas que procuram uma resposta mais ágil e rápida por parte da Administração Pública.
Ao mesmo tempo, ou consequentemente, é reforçada a capacidade de intervenção das CCDR, I. P., através de novas atribuições, que muito poderão contribuir para aumentar a capacidade das regiões administrativas desempenharem, com eficácia e eficiência, a sua intervenção em políticas integradas de âmbito territorial.
Neste contexto, consideramos que estão reunidas condições que permitam uma governação multinível das políticas públicas, em especial as que se consubstanciam e ganham evidência no Território. Condições que conferem uma maior representação das pessoas, que ficam mais próximas da decisão sobre os seus interesses e necessidades, e mais capacitados para o exercício de uma cidadania ativa para uma melhor administração ao nível regional, sub-regional e local.
Neste racional, o nível regional e o nível sub-regional têm agora legitimidade e atribuições de intervenção que complementam o nacional e local.
O PROT-NORTE, enquanto instrumento de ordenamento do território, à mesoescala e ao serviço do desenvolvimento regional deve: (i) prosseguir com igual intensidade os objetivos de coesão, competitividade e equidade; (ii) valorizar todas as regiões, sub-regiões, territórios e cidades, numa ótica relacional, levando em consideração, de forma integrada, os diferentes desafios e opções estratégicas que se colocam ao nível regional e das várias e sub-regiões; (iii) promover a racionalização do processo de tomada de decisões organizativas, o aprofundamento da governação democrática, a formulação de políticas públicas mais ajustadas à diversidade territorial existente e a melhoria da prestação de serviços públicos aos cidadãos, num contexto especialmente crítico de mudanças tecnológicas acentuadas, de perda de população, de necessidade de se fazer a tripla transição, climática, energética e digital.
O seu Modelo Territorial, para além da abordagem policêntrica ao desenvolvimento urbano e à articulação entre territórios, assenta numa abordagem que reforça a cooperação interurbana, urbano-rural e urbano-industrial, enquanto fator de coesão interna e de atenuação das desigualdades socioeconómicas, através da estruturação de subsistemas territoriais que religam os centros urbanos, nas suas diferentes dimensões, com as áreas agrícolas adjacentes - o “chão do Norte”.
O trabalho colaborativo e as redes de cooperação existentes no Norte devem ser reforçados, cumprindo o paradigma subjacente a este PROT-NORTE - do Norte, com o Norte e para o Norte. A dimensão colaborativa, de auscultação e reflexão conjuntas, e de estruturação de pensamento estratégico regional é imprescindível, tendo sido um dos pilares metodológicos de presença contínua desde os trabalhos de preparação deste PROT-NORTE, traduzida na diversidade de entidades auscultadas, workshops dinamizados, reuniões setoriais e globais empreendidas, inquéritos promovidos, divulgação do avanço dos trabalhos em sede de diversos fora.
Esta é a prática a ser perpetuada para além da aprovação e entrada em vigor deste PROT-NORTE, na convicção de que o caminho a empreender para a implementação do Modelo Territorial e da sua execução, que designamos por Agenda Transformadora. Na incerteza com que, cada vez mais, se confronta o Território e a Sociedade, e com a aceleração de mudanças, eventos e ocorrências, a perpetuação da qualidade de vida das nossas comunidades só prevalecerá se a força da parceria do nosso coletivo assegurar um alinhamento num percurso conjunto, focado em objetivos claros e de longo termo. Um caminho mapeado por este PROT-NORTE, na perspetivação e conformação de todo o Sistema de Gestão Territorial, qual chave de ligação coesa com os decisores locais na prossecução dos desígnios da Região, espacializando, mas “norteando” as políticas públicas e as aspirações nacionais.
Para a operacionalização do modelo de governança preconizado, no quadro do novo modelo organizativo decorrente dos processos de descentralização e desconcentração, serão utilizados os mecanismos e os órgãos existentes:
- O Conselho de Concertação Territorial, órgão político de promoção da consulta e concertação entre o Governo e as diferentes entidades políticas regionais e sub-regionais, nos planos regional, sub-regional e local;
- O Conselho de Coordenação Intersetorial, órgão que promove a coordenação técnica da execução e monitorização das políticas setoriais, nomeadamente nas áreas do desenvolvimento regional, ambiente, cidades, economia, cultura, educação, saúde, ordenamento do território, conservação da natureza, agricultura e pescas.
- O Conselho Regional da CCDR-NORTE, I. P., órgão que assegura a representatividade dos vários interesses e entidades relevantes para a prossecução da missão e das atribuições da CCDR, I. P., garantindo a respetiva execução e acompanhando a atividade do conselho diretivo. e Conselhos Regionais Temáticos, enquanto secções do Conselho Regional, de que é exemplo o Agrário.
- O Conselho Regional de Inovação do Norte e as Plataformas Regionais de Especialização Inteligente.
Pretende-se promover uma estratégia de articulação na Região Norte e entre as regiões NUTS II, que garanta fluidez nas respostas à heterogeneidade dos agentes económicos e uniformidade de critérios nas tomadas de decisão, tendo em consideração que a sobreposição de competências e de funções entre organismos do Estado conduz a sobreposição de responsabilidades e, assim, a ineficiências organizacionais.
Sistema de Monitorização e Avaliação
Como já se disse, com o Decreto-Lei n.º 27/2020, de 17 de junho, deu-se mais um passo no processo de democratização da governação territorial de nível regional, com a eleição dos presidentes e de um dos vice-presidentes das CCDR pelos presidentes e vereadores das câmaras municipais, e presidentes e deputados das assembleias municipais, incluindo presidentes de juntas de freguesia, e pelos presidentes das câmaras municipais, respetivamente, circunstância até agora inédita na organização administrativa do País, e de especial momentum.
A publicação do Decreto-Lei n.º 36/2023, de 26 de maio, consolida esse processo, e as CCDR passaram a institutos públicos, integrando e articulando territorialmente políticas públicas indispensáveis à execução das políticas de desenvolvimento regional, nomeadamente nos domínios do ambiente, das cidades, da economia, da cultura, do ordenamento do território ou da agricultura. Estabelece o mesmo diploma que a articulação entre as medidas de política pública nacional e a sua operacionalização e concretização, a nível regional, é assegurada por via de um Contrato Programa (CP), aprovado pelo CCT.
Ora, do CP estabelecido entre este IP e o Governo, consta o rol de Indicadores e metas “tendo por base as potencialidades e as características geográficas, naturais, sociais e humanas do território abrangido pela CCDR Norte, I. P., com vista ao seu equilibrado desenvolvimento, considerando as carências e os interesses das respetivas populações”, justificando-se a inclusão de alguns desses Indicadores no Sistema de Monitorização e Avaliação (SMA) do PROT-NORTE.
Concomitantemente, quer a Estratégia que o PROT-NORTE consubstancia, quer o Modelo Territorial a que dá corpo, acautelam o cumprimento da maior parte dos ODS da Agenda 2030, organizados em torno dos seus 5 Ps - Planeta, Pessoas, Prosperidade, Paz e Parcerias Institucionais.
Realmente, também a interpretação territorial da Agenda 2030 das Nações Unidas e o estabelecimento dos seus 17 ODS, que inspira toda a conceção deste PROT-NORTE, tem aqui que ser vertida por via da definição de indicadores que abranjam os 5 Sistemas temáticos - Natural, Social, Económico, de Conectividades, Urbano, e o de Gestão e Governança Territoriais, aos quais se alocou a ponderação de vulnerabilidades críticas e os 4 fatores distintivos que, para além do Desafio Demográfico, incluem a Água, a Energia e a Neutralidade Carbónica.
Deste modo, o exercício de monitorização e elaboração do REOT do PROT-NORTE deverão fazer demonstrar o grau de territorialização da Agenda 2030 das Nações Unidas e, igualmente, o desempenho do Instituto Público que a CCDR Norte, IP agora configura.
Sem prejuízo da organização de base deste SMA, que pretende contribuir para o cumprimento, também por esta via, das obrigações da CCDR-Norte, IP no seu desempenho global, do ponto de vista temático reconhece-se reduzida a expressão de monitorização que o SMA encerra.
Não obstante, prevê-se neste SMA que o mesmo assegure uma abordagem adaptativa, temporal e substancial, aliás em linha com o REOT do PNPOT, traduzindo-se na integração, por via de diversas origens e fontes de informação, de outros indicadores e respetivas resultados que possam robustecer a monitorização pretendida, e que reforcem a base parametral sobre a qual se elaborará o REOT do PROT-NORTE.
Os indicadores que virão a ser considerados, integrados ou absorvidos de outros exercícios de seguimento e follow-up, terão que corresponder aos princípios aqui identificados, bem como ao contexto dos indicadores, garantindo-se que se apresentam significativos para esta monitorização, e que detêm características de mensuração, periodicidade de recolha de informação, fontes de informação fidedignas, e relevância territorial.
Assim, o SMA do PROT-NORTE ancora-se nos seguintes princípios específicos, respetivos fundamentos, Indicadores e metas associadas:
1 - Princípios basilares para definição dos Indicadores:
Territorialização: apenas foram admitidos indicadores já regionalizados (indicadores macro e indicadores regionais) ou que, tendo uma baseline nacional, a sua natureza permitirá a aferição regionalizada dos mesmos (indicadores transacionais). Foi ainda dada preferência a indicadores cujo âmbito fosse o da região-plano; contudo, dado que os indicadores macro e relacionais estão, em alguns casos, ancorados no Sistema Estatístico Nacional, cuja produção é baseada na NUTS II, assume-se uma solução de compromisso, com a utilização da geografia das NUTS em alguns casos.
Comparabilidade: foram identificados indicadores comuns a todo o território, com relevância para a área política a que se reportam.
Especificidade: no caso de dimensões das áreas de política que relevem particularmente para uma região, manteve-se a possibilidade de seleção de indicadores específicos para as diferentes regiões, desde que devidamente justificados.
Periodicidade: disponibilidade mínima bienal da informação.
Disponibilidade: indicadores assentes, preferencialmente, em fontes de dados estatísticas (e.g. indicadores macro e indicadores relacionais), e em fontes administrativas existentes (e.g. indicadores transacionais).
Histórico: preferência pela utilização de indicadores com séries temporais mais longas (com exceção dos indicadores transacionais).
2 - Determinação e explicitação do contexto dos indicadores:
Para efeitos do SMA do PROT-NORTE, consideram-se:
Indicadores macro ou de contexto: aqueles que visam medir o contributo da região para o cumprimento de determinada meta estabelecida a nível nacional, sem uma relação obrigatória com as competências da CCDR Norte, IP;
Indicadores relacionais ou de resultado: aqueles que visam medir o impacto e/ou o nível de ação numa determinada área política, ou seja, os efeitos diretos gerados na concretização dos objetivos, com uma relação indireta com as competências da CCDR Norte, IP;
Indicadores transacionais ou de realização: aqueles que visam medir a performance e/ou o nível de serviço no desempenho das competências, ou seja, os produtos gerados pela concretização das atividades, com uma relação direta com as competências da CCDR Norte, IP.
3 - Quadros referenciais do Sistema de Monitorização:
Área de Política Planeamento e Desenvolvimento Regional, Urbano e Rural
Indicadores macro ou de contexto
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação territorial | Fonte | Designação fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PIB per capita em PPC | 65.4 % | 2021 | Assegurar que todas as regiões NUTS II convergem em PIB per capita com a média europeia | 2029 | NUTS II | Portal do INE | Produto interno bruto por habitante em PPC (UE27=100) (Base 2016 -%) por Localização geográfica (NUTS - 2013); Anual |
| Proporção da População Residente em Risco de Pobreza ou Exclusão Social | 23,9 % | 2022 | Assegurar que o nível de pobreza observado na região é inferior à média da UE27 | 2029 | NUTS II | Portal do INEEurostat | Proporção da população residente em risco de pobreza ou exclusão social (Europa 2030) (%) por Local de residência (NUTS - 2013); Anual: Persons at risk of poverty or social exclusion by age and sex |
| Nivel Regional no Innovation Scoreboard | 93,12 | 2023 | Convergir com a média da UE27 | 2029 | NUTS II | EIS 2022 - RIS 2021 Research and Innovation (europa.eu) | Summary Innovation Index |
| Taxa de jovens NEET (15-29 anos) | 7,5 % | 2022 | Manter nível abaixo da média da UE27 | 2029 | NUTS II | Eurostat | Young people neither in employment nor in education and training by sex and NUTS 2 regions (NEET rates) |
Indicadores relacionais ou de resultado
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação territorial | Fonte | Designação fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pequenas e médias empresas (PME) introdutoras de inovação de produtos ou de processos | 0 | NA | 350 | 2029 | NUTS II | Programas Regionais | Sistema de Monitorização Portugal 2030 |
| Habitações com assinaturas de banda larga em redes de capacidade muito elevada | 0 | NA | 89 300 | 2029 | NUTS II | Programas Regionais | Sistema de Monitorização Portugal 2030 |
| Participantes (RHAQ) com ensino superior empregados 6 meses depois de terminada a participação | 65 % | 2021 | 80 % | 2029 | NUTS II | Programas Regionais | Sistema de Monitorização Portugal 2030 |
| Utilizadores anuais de transportes públicos novos ou modernizados | 0 | NA | 20 000 000 | 2029 | NUTS II | Programas Regionais | Sistema de Monitorização Portugal 2030 |
Área de Política Ordenamento do Território
Indicadores macro ou de contexto
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação Territorial | Fonte | Designação fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PROT publicado | Não | 2023 | 1.º semestre de 2025 | 2025 | Região | Diário da República | |
| Proporção de Área Territorial com informação cadastral | 5,99 % | 2023 | 40 % | 2029 | Região | DGT, BUPi | |
| Taxa anual de artificialização líquida do Solo (km2/ano) | 7,2 | 2018 | 4,7 | 2029 | Região | Observatório do Ordenamento do Território e do Urbanismo | Taxa anual de Artificialização Líquida do Solo |
Indicadores relacionais ou de resultado
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação territorial | Fonte | Designação fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Percentagem de PDM em vigor, coerentes com a legislação em vigor | 14 % | 2023 | 100 % | 2029 | Região | DGT | |
| Elaboração do REOT regional | 0 | 2023 | 1 | 2029 | Região | CCDR | Sites das CCDR e envio à tutela |
Área de Política Conservação da Natureza
Indicadores macro ou de contexto
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta Regionalizada final | Período de cumprimento da Meta | Desagregação Territorial | Fonte | Designação Fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Percentagem de território de áreas protegidas de âmbito nacional com planos de cogestão aprovados | 45 % | 2023 (novembro) | 100 % do território regional de áreas protegidas de âmbito nacional com planos de cogestão aprovados | 2029 | Região | CCDR/ICNF |
Indicadores relacionais ou de resultado
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação territorial | Fonte | Designação fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º de planos de cogestão de áreas protegidas de âmbito nacional aprovados | 5 | 2023 (agosto) | 5 | 2029 | Região | ICNF/CCDR | Planos de cogestão de áreas protegidas de âmbito nacional aprovados |
| N.º de aderentes à marca “Natural.pt” na região | 118 | 2022 | Aumentar em 15 % o n.º de aderentes regionais | 2029 | Região | ICNF/CCDR | N.º de aderentes à marca “Natural.pt” |
| N.º de planos de ação locais de controlo, contenção e erradicação de espécies exóticas invasoras aprovados | 0 | 2023 | 12 | 2029 | Região | ICNF/CCDR | Planos de ação locais de controlo, contenção e erradicação de espécies exóticas invasoras aprovados |
Indicadores transacionais ou de realização
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação territorial | Fonte | Designação Fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º de planos de cogestão nas áreas protegidas de âmbito nacional integradas na região, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 116/2019, de 21 de agosto, com execução acompanhada | 0 | 2023 | 5 | 2023-2029 | Região | CCDR/ICNF | |
| N.º iniciativas anuais promovidas nas estruturas de visitação existentes nas áreas protegidas de âmbito nacional integradas na região | 0 | 2023 | 5 * 6 | 2023-2029 | Região | CCDR | |
| N.º de iniciativas de investigação e desenvolvimento na área da conservação da natureza, da biodiversidade e da geodiversidade acompanhadas | 0 | 2023 | 5 | 2023-2029 | Região | CCDR |
Área de Política Economia
Indicadores relacionais ou de resultado
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação territorial | Fonte | Designação fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Intensidade exportadora | 36,01 % | 2022 | 44,63 % | 2029 | NUTS II | Portal do INE | Intensidade exportadora (5) por localização geográfica (NUTS - 2013): Anual |
| Despesa total em I&D no PIB | 1,97 % | 2021 | 3,30 % | 2029 | NUTS II | Portal do INE | Proporção da despesa em investigação e desenvolvimento (I&D) no PIB (Base 2016 - %) por NUTS - 2013 e Setor de execução: Anual - DGEEC. Potencial científico e tecnológico nacional (setor institucional e setor empresas) |
| Proporção de exportações de bens de alta tecnologia | 4,38 % | 2022 | 7,10 % | 2029 | NUTS II | Programas Regionais | Proporção de exportações de bens de alta tecnologia (%) por Localização geográfica (NUTS - 2013): Anual - INE. Estatísticas do comercio internacional de bens |
Indicadores transacionais ou de realização
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação territorial | Fonte | Designação fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Prazo para a emissão da decisão Sistema de Indústria Responsável (SIR) nos estabelecimentos industriais tipologia 1 por força dos regimes de ambiente | 165 dias úteis | Média de anos (maio de 2021 a novembro de 2023) | Média 165 dias úteis | 2029 | Região | Plataforma SIR | Plataforma de suporte ao licenciamento industrial |
| Prazo para a emissão da decisão SIR nos estabelecimentos industriais tipologia 2 | 92 dias úteis | Média de anos (maio de 2021 a novembro de 2023) | Média 75 dias úteis (2 anos) | 2029 | Região | Plataforma SIR | Plataforma de suporte ao licenciamento industrial |
Área de Política Cultura
Indicadores relacionais ou de resultado
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação Territorial | Fonte | Designação monte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º de intervenções em património cultural previstas no Programa de Investimentos para o Património Cultural | 0 | 2023 | 15 | 2029 | Região | Administrativa: CCDR-UCultura e PC, IP | Diagnóstico de necessidades Património Cultural - PT2030 (Bens Culturais Imóveis afetos a cada região) |
Área de Política Educação
Indicadores macro ou de contexto
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação territorial | Fonte | Designação Fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Taxa de abandono precoce de educação e formação | 6,5 % | Média dos últimos 3 anos (2020-2022) | 4,8 % | 2029 | NUTS II | Portal do INE | Taxa de abandono precoce de educação e formação (Série 2021 - %) por Local de residência (NUTS - 2013) e Sexo; Anual |
Indicadores relacionais ou de resultado
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação territorial | Fonte | Designação Fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Proporção de municípios com taxa bruta de pré-escolarização superior à média nacional | 55 % municípios > média nacional; 45 % < média nacional | Média dos últimos 3 anos | 63 % municípios > média nacional; 37 % < média nacional | 2029 | Região | Portal do INE | Taxa bruta de pré-escolarização (%) por Localização geográfica (NUTS - 2013) e Sexo; Anual |
| Taxa de transição/conclusão no ensino secundário | 94,4 % | Média dos últimos 3 anos | 97,9 % | 2029 | Região | Portal do INE | Taxa de transição/conclusão no ensino secundário (%) por Localização geográfica (NUTS - 2013) e Oferta; Anual |
| Percentagem de alunos matriculados em Cursos Profissionais | 42,3 % | Média dos últimos 3 anos | 52,3 % | 2029 | Região | Dados disponibilizados pela DGEEC | Alunos matriculados, por NUTS I e II, sexo e oferta de educação e formação |
Indicadores transacionais ou de realização
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação territorial | Fonte | Designação fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| N.º de escolas intervencionadas | 0 | 2023 | 75 | 2029 | Região | MCT (Acordo Setorial de Compromisso para Financiamento do Programa de Recuperação/Reabilitação de escolas) |
Área de Política Agricultura e Pescas
Indicadores macro ou de contexto
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta Regionalizada final | Período de cumprimento da meta | Desagregação territorial | Fonte | Designaçãofonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| VAB Complexo agroalimentar (M€), a preços constantes 2016 | 1 366 M€ | 2019 (preços correntes) | 1 571 M€ | 2029 | Região | GPP, a partir das Contas Nacionais e CEA, INE | VAB Complexo agroalimentar (M€), a preços constantes 2016 |
| Despesa em I&D Área temática: “8. Agroalimentar” (M€) | 45,2 M€ | Média 2014-2018 | 72,4 M€ | 2029 | NUTS II | Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional. DGEEC | Despesa em I&D Área temática: “8. Agroalimentar” (M€) |
| Peso da superfície Agrícola declarada Pedido Único (PU) com MAA (Rácio vs. Superfície Agrícola total do PU) | 54,9 % | 2022 | 57,5 % | 2029 | Região | GPP, a partir de AG PEPAC Continente | Peso da superfície Agrícola declarada PU com MAA (Rácio vs. Superfície Agrícola total do PU) (%) |
| Peso dos projetos contratualizados de jovens agricultores em territórios de baixa densidade | 36,5 % | Acumulado dos últimos 3 anos (2020-2021-2022) | 38,7 % | 2029 | Região | GPP, a partir de informação IFAP | Peso dos projetos contratualizados de jovens agricultores em territórios de baixa densidade (%) |
Indicadores relacionais ou de resultado
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta Regionalizada final | Período de cumprimento da Meta | Desagregação Territorial | Fonte | Designação Fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Percentagem de explorações agrícolas com apoio ao investimento na exploração agrícola | 3,8 % | 2022 | 4,0 % | 2029 | Região | AG PEPAC Continente | SIPEPAC |
| N.º de beneficiários do apoio à instalação de jovens agricultores | 1 248 | 2022 | 949 | 2029 | Região | AG PEPAC Continente | SIPEPAC |
| Percentagem de Superfície Agrícola Utilizada (sal) com apoio ambiente e clima | 52,2 % | 2022 | 52,2 % | 2029 | Região | AG PEPAC Continente | SIPEPAC |
| Percentagem de SAU com apoio à agricultura biológica | 5,4 % | 2019 | 11,2 % | 2029 | Região | AG PEPAC Continente | SIPEPAC |
Área de Política Gestão de Fogos Rurais
Indicadores macro ou de contexto
| Indicador | Baseline | Período da baseline | Meta Regionalizada final | Período de cumprimento da Meta | Desagregação Territorial | Fonte | Designação Fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Proporção de área abrangida por medidas de gestão de combustível | 0,02 % que corresponde a 44 500 ha | 2020-2021 | 1 % no cenário de 2 086 742 ha | 2029 | Região | Supletivamente, relatório de atividades SGIFR, dados IPMA, ICNF (SGIF) e ANEPC | Rácio entre Área Implementadas e Previstas em Gestão de Combustíveis e Fogo PreventivoRedução da taxa diária de área Ardida em ocorrências > 500 ha e dias de FWI Máximo ou superior (FWI - 38) |
| Incêndios rurais com duração superior 24 horas | 17 | Média 2020-2022 | Reduzir o n.º de incêndios rurais com duração superior a 24 horas | 2029 | NUTS II | INE | Incêndios rurais com duração superior 24 horas (N.º) por Localização geográfica (NUTS - 2013) |
No âmbito do procedimento de Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), que se desenvolve em paralelo com o processo de elaboração do PROT-NORTE, foi efetuada a identificação, necessariamente preliminar, de um conjunto de indicadores que procuram fazer demonstrar o grau de territorialização dos ODS da Agenda 2030 na região Norte, atendendo às O&D e às Medidas propostas para concretização da Estratégia e do Modelo Territorial do PROT-NORTE.
| ODS | ODS | Indicadores a integrar na monitorização (proposta preliminar) | Indicadores a integrar na monitorização (proposta preliminar) | Unidade | Método de cálculo | Fonte |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 7 | Energias renováveis e acessíveis | Meta 7.1 (0-100) | Meta 7.1 (0-100) | |||
| Energias renováveis e acessíveis | 7.1.2 | Percentagem da população com acesso primário a combustíveis e tecnologias limpas | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | |
| Meta 7.2 (0-100) | Meta 7.2 (0-100) | |||||
| 7.2.1(b) | Percentagem da produção por fontes de energias renováveis na produção de energia total | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| Meta 7.3 (0-100) | Meta 7.3 (0-100) | |||||
| 7.3.3 | Consumo de energia elétrica para iluminação das vias públicas e iluminação interior de edifícios do Estado | kWh | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| 9 | Indústria, inovação e infraestruturas | Meta 9.2 (0-100) | Meta 9.2 (0-100) | |||
| 9 | Indústria, inovação e infraestruturas | 9.2.1 | Valor acrescentado bruto da indústria transformadora por pessoal ao serviço | € | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
| 9 | Indústria, inovação e infraestruturas | Meta 9.4 (0-100) | Meta 9.4 (0-100) | |||
| 9 | Indústria, inovação e infraestruturas | 9.4.1 | Emissão de CO2 por unidade de VAB das empresas da região | Kg CO2/€ | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
| 11 | Cidades e comunidades sustentáveis | Meta 11.3 (0-100) | Meta 11.3 (0-100) | |||
| 11 | Cidades e comunidades sustentáveis | 11.3.1(a) | Evolução da eficiência dos territórios artificializados por habitante | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
| 11 | Cidades e comunidades sustentáveis | 11.3.1(b) | Territórios artificializados (m2) per capita | m2 | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
| 11 | Cidades e comunidades sustentáveis | Meta 11.4 (0-100) | Meta 11.4 (0-100) | |||
| 11 | Cidades e comunidades sustentáveis | 11.4.1 | Despesas municipais médias em património cultural e proteção da biodiversidade e paisagem per capita | € | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
| 11 | Cidades e comunidades sustentáveis | Meta 11.6 (0-100) | Meta 11.6 (0-100) | |||
| 11 | Cidades e comunidades sustentáveis | 11.6.1(b) | Proporção de resíduos urbanos preparados para reutilização e reciclagem | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
| 6 | Água potável e saneamento | Meta 6.1 (0-100) | Meta 6.1 (0-100) | |||
| 6.1.1(b) | Água segura | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| Meta 6.2 (0-100) | Meta 6.2 (0-100) | |||||
| 6.2.1(b) | Acessibilidade física do serviço de saneamento de águas residuais | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| Meta 6.3 (0-100) | Meta 6.3 (0-100) | |||||
| 6.3.1(b) | Acessibilidade física ao serviço de tratamento das águas residuais | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| 6.3.2 | Proporção de massas de água com boa qualidade ambiental | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| 6.3.3 | Águas balneares com qualidade excelente | |||||
| 6.3.4 | Nitrato nas águas subterrâneas | mg NO3/litro | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| Meta 6.4 (0-100) | Meta 6.4 (0-100) | |||||
| 6.4.2 | Perdas reais de água | [m3/(km.dia)] ou [l/(ramal.dia)] | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| 13 | Ação climática | Meta 13.2 (0-100) | Meta 13.2 (0-100) | |||
| 13 | Ação climática | 13.2.2(b) | Emissões de gases de efeito estufa per capita | t/hab | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
| 13 | Ação climática | Meta 13.a (0-100) | Meta 13.a (0-100) | |||
| 13 | Ação climática | 13.a.1 | Proporção da despesa dos municípios em ambiente | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
| 14 | Proteger a vida marinha | Meta 14.1 (0-100) | Meta 14.1 (0-100) | |||
| 14 | Proteger a vida marinha | 14.1.1 | Proporção de águas subterrâneas com nutrientes dentro do Valor Máximo Recomendado por tipo de nutriente | % Azoto amoniacal; %Fósforo | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
| 14 | Proteger a vida marinha | 14.1.2 | Águas balneares com qualidade excelente | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
| 15 | Proteger a vida terrestre | Meta 15.1 (0-100) | Meta 15.1 (0-100) | |||
| 15.1.1 | Proporção da superfície florestal | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| 15.1.2 | Rácio entre as áreas que pertencem à Rede Natura 2000 e as áreas protegidas | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| 15.1.3 | Nitrato nas águas subterrâneas (mg NO3/litro) | mg NO3/litro | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| Meta 15.2 (0-100) | Meta 15.2 (0-100) | |||||
| 15.2.1 | Variação da área florestal (%) | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| Meta 15.3 (0-100) | Meta 15.3 (0-100) | |||||
| 15.3.1 | Territórios artificializados (m2) per capita | m2/hab | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) | ||
| 8 | Trabalho digno e crescimento económico | Meta 8.9 (0-100) | Meta 8.9 (0-100) | |||
| 8 | Trabalho digno e crescimento económico | 8.9.1(a) | Proporção do VAB do setor do turismo no VAB total | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
| 8 | Trabalho digno e crescimento económico | 8.9.2 | Proporção de empreendimentos turísticos com certificação ambiental | % | Conforme ISM - CESOP LOCAL | ISM - CESOP LOCAL (Índice de Sustentabilidade Municipal) |
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